Linguagem Ruby on Rails ganha adeptos entre os desenvolvedores da Web 2.0
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 12 de março de 2007 às 07h00
Atualizada em 12 de março de 2007 às 19h20
Além de AJAX, o Ruby on Rails oferece um “framework inteligente” preparado para situações, a ponto dos módulos de programação extra precisem apenas ser acoplados ao código.
Esta é a principal vantagem alegada por Manoel Lemos para o uso da linguagem na construção da ferramenta brasileira de buscas de blogs BlogBlogs.
“É muito rápida a maneira como o framework é montado para fazer uma aplicação web. Administração dos arquivos, ligação com o banco de dados, está tudo pronto na hora do projeto", afirma Lemos.
Acostumado em desenvolver projetos com a linguagem Java, Lemos afirma que se sentiu atraído pelas convenções propostas pelo Ruby on Rails, "menos enrolado do que configurar um monte de
coisas como o Java".
A ligação direta que o Ruby on Rails tem com banco de dados, aliás, é outra das vantagens apontadas pelos desenvolvedores.
Além do suporte, o Ruby on Rails goza de interação suficiente com bancos de dados, como MySQL, Sybase e Oracle, para conferir automaticamente ao framework mudanças realizadas entre as informações.
A produtividade derivada da automatização de processos coloca o Ruby on Rail em franca vantagem cronológica em comparação a outras linguagens, como o PHP, por exemplo.
Lemos surpreende ao afirmar que a estrutura do BlogBlogs, com a integração da indexação de links, textos e blogs, levou apenas quatro dias, do contato com a língua ao primeiro esboço funcional.
"Sempre quem tem convenção, há restrição. O Ruby on Rails não é exceção. Mas não achei nada que prejudicasse", afirma ele. "O ganho de tempo que tive valeu demais as restrições encontradas. Hoje, não penso em fazer outros serviços online que não sejam em Ruby".
Já Ferraz cita o exemplo de dois portais que foram elaborados quase que simultaneamente. Enquanto uma empresa privada exigiu que o site fosse feito em PHP, um órgão governamental de Minas Gerais concordou com o Ruby on Rails.
“Sob estas condições, levamos quatro meses para finalizar o projeto em PHP, enquanto o serviço governamental nos ocupou por pouco mais de um mês”.
Por mais que esclareça que ambos os projetos apresentassem um nível similar de estrutura de conteúdo, Ferraz revela que, em determinados serviços online, o tempo gasto chega a ser até dez vezes menor.
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