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19 de setembro de 2009
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Processadores

HP avança na redução do tamanho de chips, prolongando a Lei de Moore

Por Dan Nystedt, para o IDG Now!*

Publicada em 16 de janeiro de 2007 às 10h36
Atualizada em 01 de fevereiro de 2007 às 14h34

Taipé - Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da HP pode levar à criação de chips menores e mais econômicos e PCs mais rápidos.

Pesquisadores da Hewlett-Packard podem ter encontrado uma forma de prolongar a Lei do Moore, tornando os processadores mais poderosos e com menor gasto de energia.

O HP Labs afirmou ter criado uma metodologia chamada "crossbar switch" que direciona com maior eficiência os sinais usados em um chip bastante comum chamado FPGA (field programmable gate array).

A tecnologia poderia levar à criação de chips com mais transistores na placa, abrindo caminho para computadores mais rápidos.

A HP chama a nova tecnologia de "field programmable nanowire interconnect (FPNI)". O laboratório pretende fazer um protótipo do chip em um ano, e a produção dos chips, que contêm um componente produzido em 15-nanômetros, começaria em 2010.

A HP é uma das empresas que buscam manter a inovação em chips apesar das barreiras do tamanho. A batalha é para manter viva a Lei de Moore, que dizia que o número de transistores em um chip dobraria a cada 18 meses.

A Lei de Moore vem puxando um aumento na velocidade dos computadores e a redução nos custos dos componentes eletrônicos ao longo dos últimos 40 anos, desde que o co-fundador da Intel Gordon Moore a proclamou.

Mesmo Moore disse que a lei não poderia durar pra sempre, pois a natureza do exponencial é que você o arrasta até que chega ao desastre. Até o momento, a indústria vendeu os limites até a produção em massa de chips em 65 nanômetros. Há cerca de 3 a 6 átomos em um nanômetro, dependendo do tipo do átomo. Em um metro, há um bilhão de nanômetros. Alguns cientistas acreditam que o átomo pode ser o limite.

A Intel está sempre trabalhando em formas de tornar os chips menores e mais poderosos. Além disso, cientistas da IBM disseram ter criado no último ano circuitos de 29,9 nanômetros, usando uma técnica de litografia ótica de ultravioleta profundo (DUV, do inglês deep-ultraviolet).

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) também trabalha no problema, usando um design específico para diminuir os transistores ao tamanho de 25 nanômetros. Os transistores receberam o nome de Omega FinFETs.

Os chips FPGA são comumente usados em equipamentos de rede feitos por empresas como a Cisco Systems, porque eles podem ser reprogramados por meio de software, sem terem que ser substituídos. É um recurso importante em roteadores, que normalmente ficam em lugares difíceis de serem acessados.

O tipo mais comum de chip é chamado ASIC (application specific integrated circuit). Como o próprio nome - circuito integrado para aplicação específica, em português - sugere, os chips ASIC são feitos para uma única tarefa, como permitir ao celular receber sinal de chamadas, e não podem ser reprogramados.

A pesquisa, de Greg Snider e Stan Williams do HP Labs, foi publicada na edição de 24 de janeiro da revista Nanotecnologia.

*Dan Nystedt é editor do IDG News Service, em Taipé.

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