Legislação: empresa não pode monitorar conta pessoal de messenger
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 26 de outubro de 2006 às 08h00
Atualizada em 26 de outubro de 2006 às 12h20
São Paulo – Companhia pode monitorar o uso de IM para se prevenir de processos, mas para isto deve prover ferramenta corporativa.
O uso indevido de ferramentas de mensagens instantâneas não traz apenas riscos à integridade dos sistemas da empresa. Ele também pode levar a problemas legais. Passar informações confidencias a concorrentes, trocar imagens de pedofilia, cometer qualquer tipo de fraude pelo instant messanging durante o horário de trabalho pode levar empresa e seus funcionários ao bancos dos réus.
Por isso, os especialistas recomendam o monitoramento dos comunicadores instantâneos no trabalho, função que já foi incorporada às ferramentas corporativas. “A empresa é co-responsável por qualquer ação ilícita praticada pelo funcionário com meios fornecidos por ela, durante o horário de trabalho”, explica Camilla do Vale Jimene, advogada associada ao escritório Opice Blum & Associados.
Leia neste especial:
> Prós e contras do IM nas empresas
> Comunicadores corporativos
> Riscos do comunicador instantâneo
> Ética e etiqueta no uso do IM
Isso significa, por exemplo, que se o funcionário estiver trocando fotos de pedofilia pelo software de mensagem instantânea, a empresa também será processada, caso ele seja descoberto.
Mas, antes de monitorar as trocas de mensagem, a companhia deve deixar claro para os funcionários que esta prática será adotada, segundo a advogada Além disso, a companhia só pode monitorar o uso de ferramentas empresariais – o e-mail pessoal, por exemplo, não pode ser vigiado, pois isso caracteriza invasão de privacidade.
Este é um fator fundamental, visto que muitas empresas monitoram o uso de ferramentas gratuitas, como o MSN e Windows Messenger, Yahoo! Messenger, AOL AIM e Google Talk, o que, de acordo com precedente aberto na Justiça brasileira é ilegal. “Se o empregado utiliza sua conta particular de e-mail para acessar a ferramenta de mensagem instantânea, a empresa não pode monitorar. O conteúdo registrado não terá validade legal”, afirma a advogada.
Para Camilla, a empresa deve pesar os riscos jurídicos e os benefícios da tecnologia, e fazer um uso responsável caso resolva adotá-la.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
CONTEÚDO RELACIONADO:
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Software livre ganha força com sistema operacional do Google
- Nova lei eleitoral que permite uso da web em campanhas é aprovada
- Chrome OS: advogados levantam questões de privacidade e concorrência
- Loja de aplicativos da Apple faz 1 ano
- Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, ganha banda larga gratuita sem fio
- Tempo gasto por crianças dos EUA na internet cresceu 63% em cinco anos
Links patrocinados
Conteúdo especial produzido e atualizado por empresas parceiras do IDG Now!
Modernização com tecnologia inovadora
Gestão: obtenha ROI e alta produtividade
Pesquisa: o perfil da empresa do futuro
IBM Express Advantage: sob medida para PMEs
O que levar para a 'nuvem'?
Diretor da IBM Brasil explica como usuários e empresas vão lidar com computação 'nas nuvens'.
45 anos do mainframe
Equipamento criado em 1964 responde por 70% das aplicações de missão crítica do mundo.
Links patrocinados
















