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04 de julho de 2009
computacao_corporativa
Aplicações

Entrevista: o que muda com a abertura de código do Java?

Por Paul Krill, para o IDG Now!*

Publicada em 25 de outubro de 2006 às 00h21
Atualizada em 25 de outubro de 2006 às 10h07

São Francisco - Rich Green, vice-presidente de software da Sun, fala sobre Java, Solaris e detalha planos da empresa na área de aplicações.

Na sua segunda passagem pela Sun Microsystems desde maio deste ano, Rich Green, vice-presidente de software, se encontrou com o editor do InfoWorld, Paul Krill, na última sexta-feira (20/10), para discutir a abertura de código fonte do Java e do Solaris, entre outros assuntos ligados à companhia, como a recente troca de CEO.

InfoWorld: Qual é o estágio da abertura de código do Java neste momento?
Rich Green: Bem, anunciamos em maio, no JavaOne, que abriríamos o código. Ainda estamos analisando algumas questões de licenciamento e trabalhando com nossos parceiros que contribuíram para o Java para garantir que estejamos todos de acordo sobre a licença e o gerenciamento da propriedade intelectual do Java. Anunciamos que vamos lançar as primeiras partes do código antes do final deste ano calendário e estamos nos trilhos para fazê-lo. Como já disse, há blocos de código que vamos abrir primeiro e liberaremos todo o conjunto até o primeiro trimestre do próximo ano. Todo o Java SE e o Java ME devem estar completos, em termos de disponibilidade em código aberto, até o primeiro trimestre de 2007.

InfoWorld: E a Enterprise Edition?

Green: A Enterprise Edition já é open source. O Projeto GlassFish foi lançado como open source no ano passado. Portanto esse foi o primeiro passo para a abertura do código do Java.

InfoWorld: Qual será a diferença entre o Java open source e o que ele é hoje?
Green: Na verdade, o Java vem sendo desenvolvido em fórum aberto nos últimos dois anos. O GlassFish, última versão do SE, já teve seu código aberto para os desenvolvedores lerem e revisarem nos últimos 18 meses. Portanto, do ponto de vista da transparência e do código aberto, já está feito. O que está sendo modificado é o licenciamento e, neste aspecto, é uma grande mudança para a indústria em termos de flexibilidade e disponibilidade. O real valor para nós é tornar o Java disponível para todas as organizações e distribuições de software que necessitam deste tipo de licença. Essa mudança na descrição legal do produto deve impulsionar a adoção do Java em muitos outros softwares livres da indústria.

*Paul Krill é editor do InfoWorld, em São Francisco.

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