Intel anuncia primeiros processadores de quatro núcleos e chips de 45 nm
Por Mário Nagano, editor de testes da PC World
Publicada em 26 de setembro de 2006 às 17h36
Atualizada em 26 de setembro de 2006 às 17h42
São Paulo - Os primeiros processadores de quatro núcleos devem ser lançados em .novembro desse ano, afirmou o CEO da Intel, Paul Otellini
O lançamento dos primeiros processadores de quatro núcleos (quad-core) devem ser lançados em novembro desse ano, afirmou Paul Otellini, chief executive officer (CEO) da Intel no discurso de abertura do Intel Developers Forum (IDF), nesta terça-feira (26/09).
O primeiro deles será o Core 2 Extreme Quad-Core processor, um chip para gamers e entusiastas. A empresa promete desempenho até 70 % superior em relação ao atual Core 2 Extreme.
Enquanto isso, os desktops de linha terão de esperar até o primeiro trimestre de 2007 para verem o chamado Intel Core 2 Quad processor.
Para o mercado de servidores, a companhia anunciou ainda para este ano os processadores Quad-Core Intel Xeon da série 5300, voltado para sistemas bi-processados e um modelo de baixa voltagem Quad-Core Intel Xeon L5310 - que consome 50 Watts e será lançado no primeiro trimestre de 2007.
Com relação ao futuro, Otellini confirmou uma história adiantada por Elber Mazaro, diretor de marketing da Intel Brasil, de que a companhia tem condições de criar uma nova microarquitetura a cada dois anos, enquanto o habitual era de quatro anos. Isso, obviamente, pode colocá-los sempre à um passo a frente em relação á concorrência.
Desse modo, com o processo de fabricação de 65 nanômetros funcionando a todo vapor, o próximo passo serão os chips de 45 nanômetros, que devem entrar em produção no segundo semestre de 2007. Otellini afirmou ainda que quinze projetos de 45 nanômetros já estão em andamento.
O sucessor do Core, um chip de 45 nanômetros cujo codinome é Nehalem, deve ser lançado em 2008, e o sucessor deste será Gesher, de 32 nanômetros, a ser lançado em 2010. Otellini disse que essas novas microarquiteturas serão desenvolvidas por grupos paralelos os quais irão interagir com os novos processos de fabricação à medida que elas fiquem disponíveis.
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