USP lança modelo de fábrica de software para pequena e média empresa
Por Camila Rodrigues, especial para a PC World
Publicada em 18 de setembro de 2006 às 11h25
Atualizada em 18 de setembro de 2006 às 12h13
São Paulo - O modelo desenvolvido pela USP utiliza padrões e tecnologias reconhecidas mundialmente e está acessível a todas as empresas.
Para quem desenvolve software, uma boa notícia: o Laboratório de Tecnologia de Software (LTS) da Escola Politécnica da USP, lançou esta semana um modelo de fábrica de software voltado para pequenas e médias empresas, baseado em tecnologias que permitem definir processos de desenvolvimento de software, com o objetivo de facilitar a exportação.
O melhor de tudo é que este modelo já está acessível às empresas que se interessarem, conta Jorge Risco, professor do LTS responsável pelo desenvolvimento do modelo. Ele diz que basta mandar um e-mail para ele, jorge.becerra@poli.usp.br, ou para o professor Fabio Levy Siqueira, levy.siqueira@poli.usp.br, que também faz parte do projeto. A aplicação do modelo tem um custo, que varia de acordo com a empresa, sua cultura, maturidade dos processos e até tamanho da equipe, detalha Siqueira.
Jorge Risco explica que, ao definir processos, fica mais fácil controlar, supervisionar e assegurar a qualidade do programa que é desenvolvido. “Também se torna possível integrar estas fábricas com empresas de desenvolvimento de software que atuem em mercados mais exigentes, como a Comunidade Européia”, exemplifica o acadêmico.
Esta idéia era voltada, inicialmente, para utilização em células produtivas que tinham intenção de exportar softwares. Normalmente, estas células são compostas por até três desenvolvedores e consultores que criam softwares para dispositivos móveis,web services e ERPs, por exemplo, detalha o professor. O acadêmico adianta que o LTS já pensa em ampliar esse padrão para o desenvolvimento de games tanto para consoles quanto para celulares, além de um modelo de integração de middleware para SMBs.
Segundo ele, o modelo foi desenvolvido por professores e pesquisadores do LTS a partir de processos modelados em Business Process Modeling (BPM), com arquitetura baseada no padrão Open Distributed Processing (ODP), e configurados em ferramentas de mercado e de código-aberto. A qualidade dos programas é guiada pelo padrão mundial CMMI.
O professor Risco diz que o laboratório já entrou em contato com o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (CIETEC) para que suas incubadoras comecem a implantar tal modelo.
Caso você seja um desenvolvedor e queira saber mais sobre este modelo de fábrica de software, também pode contatar o professor Risco pelo telefone 3091-5200 ou 3091-5368.
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