Serviços levam IBM Brasil a ciclo de contratações e de expansão
Por Ralphe Manzoni Jr., editor executivo do IDG Now!
Publicada em 05 de setembro de 2006 às 12h00
Atualizada em 05 de setembro de 2006 às 13h06
São Paulo - IBM Brasil está contratando cerca de 2 mil funcionários até o final do ano em função de agressiva estratégia na área de serviços.
Em sete meses de 2006, a IBM contratou 1,5 mil profissionais. Até o final do ano, serão mais 2 mil, o que a deixará com 11 mil empregados diretos e outros 3 mil terceirizados. Em dois anos, o alvo é chegar a 20 mil, mais do que grandes empregadores do setor automobilístico.
Não é mais do que a Índia, um dos parceiros e concorrentes do bloco Bric (abreviação de Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados mercados emergentes), que saltou de 5 mil funcionários para 45 mil em três anos. Mas, mesmo assim, é um feito e tanto.
Quando chegou à presidência da IBM, Rogério Oliveira encontrou uma empresa com 4.500 funcionários e 26% de seu faturamento vindo da área de serviços. Em quatro anos, ajudou a companhia a dar uma das maiores guinadas estratégicas da sua história. Em 2006, a subsidiária brasileira estima que 45% da receita virá da área de serviços.
Nesta terça-feira, Steve Mills, vice-presidente mundial de software, anuncia um centro de alto desempenho de serviços sob demanda, para que parceiros e clientes da empresa possam testar aplicações “on demand”, em São Paulo. Mais um passo rumo à globalização da “Big Blue”.
Nesta entrevista exclusiva ao IDG Now!, Rogério Oliveira fala sobre os desafios do Brasil para conseguir espaço no mercado de exportação de serviços e da construção de um novo centro, como o de Hortolândia, em São Paulo. Neste ano, informa, a empresa vai exportar 200 milhões de dólares em serviços, o dobro do ano passado. Leia os principais trechos da entrevista:
A IBM tem 9 mil funcionários, está contratando mais de 3 mil neste ano e quer chegar a 20 mil nos próximos dois anos. Qual a razão dessa expansão?
A razão dessa expansão é o setor de serviços. A IBM Brasil está recuperando terreno e se aproximando do perfil da corporação mundial. Lá fora, mais de 50% da receita é de serviços. Em 2002, quando assumi, 26% do faturamento, no Brasil, era de serviços. Vamos chegar próximo dos 45% no final de 2006. Essa aceleração só foi conseguida na base de um crescimento da área de serviços a taxas de 40% a 50% por ano. E este segmento é altamente dependente de mão-de-obra. Saímos de 4.500 funcionários, para 12 mil, se considerarmos os 3 mil terceirizados. Neste ano, já contratamos 1,5 mil pessoas até julho e a previsão é contratar mais 2 mil até o final do ano.
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