Grid computing usa processamento ocioso de PCs para rodar aplicações
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 06 de setembro de 2006 às 07h00
Atualizada em 06 de setembro de 2006 às 08h29
São Paulo - Conheça a tecnologia conhecida como computação distribuída, que faz uso inteligente dos PCs da empresa quando não estão "trabalhando".
Nascido no berço da pesquisa científica, o grid computing, ou como preferem alguns, a computação distribuída, começa a dar seus primeiros passos no mundo corporativo. A tecnologia, conta Cesar Taurion, gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM, foi uma resposta a um dos problemas mais comuns no meio acadêmico: a escassez de verba para pesquisa.
Nos anos 90, após perder seu financiamento governamental, um projeto norte-americano que buscava por sinais de vida inteligente em outros planetas - o SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence) - teria, segundo Taurion, apostado na abordagem da computação distribuída para não abandonar suas pesquisas.
No lugar de supercomputadores protegidos pelos muros dos institutos de pesquisa, os cientistas passariam a contar com milhares de computadores comuns de voluntários, espalhados pelos locais mais variados do mundo, para processar pequenos pacotes de dados vindos do espaço, nos períodos de ociosidade do sistema, e devolver os resultados aos pesquisadores.
“A idéia é que em vez de uma pessoa fazendo dez contas, você tem dez pessoas, cada uma fazendo uma conta. Quem resolve mais rápido? Na prática, são várias estações em rede rodando porções diferentes de uma mesma aplicação”, define Taurion.
A capacidade de combinar o poder de processamento distribuído em diversas máquinas para realizar tarefas que exigem mais do hardware é comumente confundida com o conceito de cluster de servidores, que também envolve equipamentos interligados - de novo, a idéia da “união que faz a força”.
Porém, enquanto no cluster todos os recursos do hardware passam a ser enxergados como um único supercomputador, somando-se recursos de memória, armazenamento e processamento, no grid a capacidade permanece segmentada, o que se fragmentam são os pacotes de dados a serem processados durante os períodos de ociosidade do sistema.
“Por isso, o processo de adoção está mais maduro nas organizações que têm aplicações que podem operar paralelamente. Empresas que fazem análises sísmicas, simulações meteorológicas e financeiras, por exemplo”, aponta Taurion.
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