SOA: peça básica para integrar o quebra-cabeça tecnológico
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 31 de agosto de 2006 às 07h05
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Dentro da arquitetura SOA, esse intérprete, que na linguagem tecnológica é chamado de middleware, funciona como um orquestrador dos serviços. Nele estarão determinadas os comandos que serão enviados a cada aplicação, em que ordem, e os outputs que serão retirados de cada uma delas para que os dados e recursos distribuídos em cada aplicação voltem para o usuário como um único serviço.
Para desempenhar esta função de orquestrador, algumas empresas oferecem adaptadores universais, os chamados Enterprise Service Bus (ESB), que já vêm preparados para interagir com algumas aplicações comum dentro de uma empresa, como os bancos de dados, ERP, BI e CRM. “O ESB funciona como uma cola para as aplicações. É uma barra de serviços na qual os softwares vão sendo plugados, sem causar traumas para a empresa”, explica Luiz Cláudio Menezes, diretor geral da Progress Software Brasil.
Outro componente da arquitetura orientada a serviços é o uso de padrões de web services - entre eles Simple Object Access Protocol (SOAP) e Web Services Description Language (WSDL) -, que permitem a comunicação universal entre diferentes sistemas. “A interação entre arquiteturas distintas é fundamental para o SOA”, define Waldir Arevolo, analista do Gartner no Brasil. Se enxergarmos o middleware como maestro destes serviços, os web services são a batuta. Enquanto o middleware é a própria infra-estrutura, os web services são os condutores.
Por fim, na avaliação de Silvio Passos, diretor de soluções da Stefanini, os portais aparecem como um elemento importante - embora não obrigatório - da arquitetura, mostrando-se como a interface ideal - porque é altamente customizável - para a solicitação dos serviços pelos usuários. “É bom que exista, porque funciona como uma interface única e maleável”, opina o executivo.
A combinação dessas características oferece às empresas algumas vantagens, como uma visão mais abrangente dos seus processos de negócio, uma agilidade e uma flexibilidade maiores para fazer mudanças e adaptações aos sistemas de tecnologia que suportam as atividades da companhia - graças à modularidade e à granularidade dos serviços- e a capacidade de reaproveitar os serviços criados para uma área a outras.
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