SOA: peça básica para integrar o quebra-cabeça tecnológico
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 31 de agosto de 2006 às 07h05
São Paulo - Integrar as peças de softwares que não se falam. Essa é a função da tecnologia SOA, uma arquitetura orientada a serviços. Saiba mais.
Ela está na lista das 10 tecnologias mais importantes para o Gartner em 2007, no centro do discurso dos fornecedores de aplicações e nos planos dos principais gestores de tecnolgoa do mundo corporativo. SOA, sigla em inglês para arquitetura orientada a serviços, é o que se conhece por buzzword - a palavra da moda - no mundo da tecnologia.
Na pratica, o que está por trás desta sigla é uma nova abordagem de software dentro das companhias. Na arquitetura orientada a serviços, o objetivo principal é atender necessidades de negócios, agrupando funções em “caixas” ou “módulos” que podem ser copiados e adaptados no futuro para outros fins e integrando, de forma transparente ao usuário, aplicações diversas da empresa, estejam elas espalhadas por departamentos (como um software de leilões usado pela área de compras) ou presentes em toda a organização (como um sistema de gestão empresarial). Os ganhos estão na flexibilidade e na economia com o desenvolvimento e na independência que a área de negócios ganha em relação ao departamento de tecnologia.
SOA, como indica o próprio nome, é uma arquitetura. Logo, envolve alguns elementos. Em uma analogia, é como se dentro de uma sala houvesse especialistas de todo mundo em culinária, e do lado de fora, o dono de um restaurante interessado em montar um cardápio misto.
No mundo da arquitetura de software tradicional, o dono do restaurante teria que ir a cada um desses especialistas - as aplicações isoladas - para pedir as sugestões de pratos, em seu idioma. Na melhor das hipóteses - supondo algum grau de integração - ele poderia pedir ao especialista em culinária italiana uma sugestão de prato que combinasse elementos da cozinha francesa. O chef italiano, por meio de um intérprete, conversaria então com o chef francês para ouvir suas sugestões, e devolveria então uma sugestão de prato ao dono do restaurante.
Trazendo isso para o mundo SOA, nosso dono do restaurante recorria a um único intérprete, capaz de falar o idioma de todos os chefs presentes na sala, e diria a ele: quero um prato franco-italiano. O intérprete responderia com a sugestão de prato pronta, e mais, se o dono do restaurante quisesse no futuro um prato ítalo-germânico, o intérprete aproveitaria o modelo de interação utilizado no primeiro caso adaptando-o ao segundo, para trazer uma resposta similar. Complicado?
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