HSBC cria centro mundial de TI no Brasil
Por Ana Paula Oliveira, editora assistente do Computerworld*
Publicada em 16 de agosto de 2006 às 16h17
Atualizada em 16 de agosto de 2006 às 16h22
Curitiba - Com investimentos de 12 milhões de reais, unidade empregará, até 2007, 200 profissionais.
O HSBC inaugurou nesta quarta-feira (16/08) um Centro de Tecnologia Global (GLT), no Brasil. Sediada em Curitiba, no Paraná, esta é a terceira unidade da organização em todo o mundo. Os outros dois centros estão hoje na Índia, com 3,7 mil funcionários, e na China, com mil empregados.
De acordo com Jacques Depocas, CEO do GLT no Brasil, o centro recebeu investimentos de 12 milhões de reais e deve empregar 200 profissionais até o ano que vem. “A meta é gerar até 2 mil postos de trabalho em três anos”, explica.
O objetivo de criação do GLT é a prestação de serviços de desenvolvimento de software para todas as unidades do grupo em todo o mundo. “A área de TI do banco continuará com os 1,3 mil profissionais existentes hoje. O GLT atenderá demandas mundiais de desenvolvimento”, detalha.
Os primeiros projetos a serem desenvolvidos pelo GLT no Brasil serão de atualização, aperfeiçoamento e padronização do serviço de internet banking no HSBC do Canadá e de desenvolvimento de software para gerenciamento dos sistemas de operações do banco em Nova York.
Alguns dos motivos que contribuíram para a escolha do Brasil, entre oito países que foram pesquisados para a criação do GLT, são a proximidade de fuso horário com América do Norte – quase 50% menor do que a diferença entre esses países e a Índia – , o preço do profissional brasileiro em relação aos custos de mão-de-obra de TI em países do primeiro mundo e também a qualificação dos executivos locais, além da capacidade de se adaptar a condições adversas.
Segundo Inácio Vera, CIO dos GLTs em todo o mundo, o centro brasileiro seguirá padrões e procedimentos similares aos indianos. Para isso, 13 dos 15 profissionais já contratados passaram por um treinamento na Índia nos últimos dois meses. “Para começar as operações em setembro, precisamos de pessoal treinado, além da ajuda de técnicos indianos que virão ao Brasil ajudar no início da operação”, conta Vera.
Com presença em 76 países e 260 mil funcionários, dos quais 25 mil atuando na área de tecnologia, o HSBC tem como objetivo o modelo de TI batizado de 30/20/50. Na prática, isso significa que 30% das tarefas de TI são desenvolvidas internamente, devido à necessidade de proximidade com quem vai usar as soluções; 20% são serviços de nicho, feitos pelos mais de 40 centros mundiais de excelência da instituição – os CoEs; enquanto os 50% restantes serão feitos via offshore, pelos GLTs.
“Hoje, já conseguimos fazer 38% desses 50% nos GLTs e devemos atingir o total em até dois anos”, revela John P. Carr, responsável pelas operações (COO) mundiais de tecnologia do HSBC.
O executivo explica que apesar do banco usar a terceirização em alguns processos pontuais, a política da organização é desenvolver grande parte de suas soluções internamente, ao contrário de outras instituições financeiras, que optaram pela terceirização total de seus processos. “No HSBC vestimos a camisa, não somos mercenários e por isso, o outsourcing é muito selecionado”, conclui.
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