Tecnologia nas eleições: votação eletrônica completa 10 anos no Brasil
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 26 de julho de 2006 às 07h00
São Paulo - Nestas eleições, 126 milhões de eleitores escolherão seus candidatos pelas urnas eletrônicas. Graças à tecnologia, 95% dos votos serão apurados até meia-noite.
Há quem diga que o Brasil ainda é uma jovem democracia. Mas, em matéria de tecnologia, saímos à frente de muitos países “desenvolvidos” - como a França, que só em 2002 iniciou testes com voto eletrônico. A urna eletrônica, uma inovação brasileira, completa 10 anos nesta eleição, cujo primeiro turno acontece em 01 de outubro.
Ela foi utilizada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, nas cidades com mais de 200 mil eleitores, atingindo cerca de 33 milhões de eleitores. Nas próximas eleições, em outubro, a expectativa é de que 126 milhões de eleitores - 100% do eleitorado - votem nas urnas eletrônicas.
Ao todo, serão utilizadas 432,6 mil urnas nestas eleições, um salto significativo em relação a 1996, quando foram usados apenas 74,8 mil equipamentos. Para garantir a realização do pleito deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investiu diretamente 600 milhões de reais, adquirindo, neste ano, da Diebold Procomp, 25,5 mil novos equipamentos que já trazem o recurso de leitura de impressão digital. Cada urna custa, em média, 800 dólares.
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Os investimentos do TSE em segurança nessas eleições não param na biometria, que ainda não será utilizada neste pleito, mas deve entrar em teste a partir de 2008, em alguns municípios. O órgão dedicou, ao todo, 200 milhões de reais à segurança da informação, contratando a Módulo Security para reforçar os sistemas de proteção à rede de comunicação que transmite os votos para apuração na Justiça Eleitoral.
O objetivo é evitar fraudes durante todo o processo, que vai desde a retirada do disquete de cada urna, passando pelo transporte ao computador de onde são enviados aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) - trafegando pelas redes da Telefônica, da Brasil Telecom e da Telemar -, que, por sua vez, os encaminham, via Embratel, ao TSE.
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