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08 de julho de 2009
computacao_corporativa
Outsourcing

Cresce desistência de contratos de terceirização de tecnologia

Por Patrick Thibodeau, do Computerworld

Publicada em 12 de julho de 2006 às 16h58
Atualizada em 12 de julho de 2006 às 17h41

Framingham - Pesquisa da consultoria norte-americana mostrou que 17% dos usuários de terceirização pretendem cancelar seus contratos em 2006.

A terceirização de operações de tecnologia da informação ainda está crescendo, mas não com velocidade semelhante à verificada cerca de dois anos atrás. Isso é o que mostra uma pesquisa conduzida pela consultoria DiamondCluster International realizada com 153 CIOs de empresas com faturamento entre 5 milhões e 500 milhões de dólares.

De acordo com o levantamento, decisões erradas tomadas anteriormente têm feito com que empresas voltem atrás em seus processos de terceirização, chegando até mesmo a cancelar contratos. Entre os profissionais entrevistados, 9% dos adeptos do modelo onshore – que contrata serviços dentro do próprio país – e 8% do offshore disseram que pretendem desistir dos contratos ainda neste ano. Em um estudo semelhante realizado dois anos atrás, nenhum dos executivos pesquisados disse que pretendia reduzir o nível de terceirização.

"Nós vemos que mais pessoas têm desistido neste ano. Em 2004 ninguém dizia que pretendia retomar as atividades", afirma Tom Weakland, líder da área de global sourcing da consultoria.

As razões para as desistências variam. Algumas companhias optaram pela terceirização prematuramente e acabaram por repassar tarefas erradas aos provedores de serviço. Outras escolheram fornecedores errados, agruparam maus contratos ou simplesmente não estavam preparadas para o processo, segundo Weakland. Outro aspecto a ser considerado é que alguns negócios problemáticos de terceirização chegaram a um fim natural.

Um grande exemplo de que empresas estão reconsiderando seus contratos foi anunciado em abril deste ano. Na ocasião, a Nissan da América do Norte informou que vai reassumir parte de seus serviços de TI terceirizados em 1999 com a IBM – em um contrato avaliado em 1 bilhão de dólares.

No entanto, apesar de desistências como essas, a tendência é de que a terceirização continue a crescer nos próximos anos, ainda que em ritmo mais lento. Quase dois terços dos entrevistados, 64%, disseram que pretendem aumentar o nível de terceirização offshore nos próximos meses. O resultado, porém, reflete uma significativa desaceleração frente aos 86% registrados em 2004.

Cerca de 47% dos entrevistados também informaram que interromperam de forma abrupta os contratos com as empresas de terceirização no ano passado. Apenas 21% manifestaram tal fato dois anos atrás. "Isso mostra que as empresas compradoras dos serviços estão avaliando de maneira crítica seus relacionamentos", conclui Weakland.

Patrick Thibodeau é editor do Computerworld, em Framingham.

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