França testa central digital para centralizar dados de saúde
Por Peter Sayer, para o IDG Now!*
Publicada em 02 de junho de 2006 às 15h57
Atualizada em 02 de junho de 2006 às 16h51
Paris - Seis conglomerados tecnológicos testam sistemas que deverão integrar e padronizar o armazenamento dos dados médicos da população.
O governo da França convocou seis conglomerados tecnológicos para testarem um possível novo modelo de integração dos dados médicos de sua população. O novo sistema informatizado deverá permitir acesso a informações padronizadas a partir de um banco online.
Os testes, que envolverão 1.500 funcionários do sistema de saúde francês e 30 mil pacientes voluntários, começaram nesta quinta-feira (01/06) após aprovação do plano pela Autoridade de Proteção aos Dados Franceses. A idéia é testar o impacto das tecnologias propostas no atual sistema de saúde do país.
Os franceses já possuem uma tecnologia integrada para o pagamento dos serviços de saúde permitindo que pacientes paguem consultas e tratamentos usando um cartão inteligente. Mas as informações médicas ainda não possuem um modelo de circulação padronizado.
Com as propostas, o governo visa criar um padrão que coloque fim às variadas formas de armazenamento e circulação das informações. Em um futuro próximo, os dados deverão ser armazenados em um sistema com uma interface comum.
O governo prevê para 2007 incentivos financeiros nos tratamentos para pacientes que permitirão aos médicos acessarem e atualizarem suas informações médicas online.
Pacientes envolvidos no teste poderão selecionar a empresa na qual confiarão seus dados, da mesma forma que escolhem seu plano de saúde, por exemplo.
Durante os testes, espera-se entender como os pacientes e os profissionais médicos usarão os dados armazenados, além de como estes dados vão interferir no diálogo entre médico e paciente.
Também está entre os planos um sistema para identificação dos pacientes, para restrição de acesso aos arquivos e de comunicação com as atuais tecnologias da informação usadas pela rede de saúde francesa.
A legislação médica francesa garante que as informações armazenadas devem ser confidenciais. Contudo, durante a fase de testes, os conglomerados terão uma brecha nessa premissa, ainda não especificada pelo Governo.
O grupos de conglomerados que participam dos testes conta com Thales e Cegedim; Microsoft, Lê Réseau Santé Social e Medcost; France Telcom, IBM, Capgemini e SNR; Accenture, La Poste, Neuf-Cegetel, Intra Call Center, Jet Multimedia e Sun Microsystems; Siemens, Bull e Eletronic Data Systems; e Atos Origin, Unimédicine, Hewlett-Packard (HP), Strateos e Cerner.
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