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08 de julho de 2009
computacao_corporativa
Aplicações

Tecnologia de convergência entre telefone fixo e móvel falhará

Por Peter Judge para o IDG Now!*

Publicada em 30 de maio de 2006 às 15h25
Atualizada em 30 de maio de 2006 às 15h26

Londres - Serviços integrados batizados de FMC (Fixed-mobile convergence) podem gerar problemas de segurança ao mercado coorporativo.

A almejada convergência entre telefonia fixa e móvel, FMC na sigla para Fixed-mobile convergence, não deve estourar nos próximos anos. Analistas afirmam que ao menos para o mundo corporativo essas tecnologias que combinam celulares com linhas fixas, visando a economizar custos, trarão consigo insegurança e devem falhar em suas primeiras aplicações.

De acordo com as empresas de análise Yankee Group e Unstrung Insider, o grande problema é que as soluções FMC são muito novas, e os sistemas ainda correm para alcançar as demandas do mercado.

Philip Marshall, vice-presidente do setor de tecnologias móveis e wireless do Yankee Group concorda que “a convergência da telefonia móvel e fixa surgiu como uma tendência influente no modelo de negócios, na distribuição de conteúdo ao longo da corrente de valor e no desenvolvimento da oferta de novos serviços”, contudo ele também acredita que a grande maioria dessas soluções FMC irá falhar. “Aqueles que não mudarem por completo seu modelo de negócios para abraçar a nova onda correm o risco de estar entre as vítimas”.

O maior desafio é a segurança, já que a novidade ainda não conta com equipamentos adequados. “O problema está no acesso móvel não autorizado, chamado de UMA (de Unlicensed Mobile Access) e no trabalho coletivo nas redes LAN sem fio. São portas de entrada onde há a necessidade de novas ferramentas de segurança, como firewalls aprimorados, proteção para o oferecimento de serviços e sistemas de detecção de intrusos”, afirma artigo da Unstrung.

No texto são apontadas outras demandas por uma nova geração de equipamentos e tecnologias com processamento mais veloz, escala maior de alcance e habilidade para suportar um grande número aplicativos de segurança ativados e desativados continuamente.

O próximo passo é que os produtos relacionados ao UMA caminhem em direção aos sub-sistemas multimídia de protocolo de internet, ou IMS (de IP multimedia subsystem).

Os canais de entrada dos pacotes de dados em uma rede IMS terão de descarregar os protocolos das ferramentas de segurança, o que cria uma nova demanda por equipamentos de proteção.

“As operadoras de telefonia móvel demandam sistemas de segurança que unifiquem acesso, controle e portas de segurança para serviços específicos. Mas ainda há incerteza sobre como e onde implementar essas funções protetoras nos sistemas integrados”, acredita a Unstrung.

*Peter Judge é editor do Techworld, em Londres.

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