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20 de novembro de 2008

Software livre não é prioridade em SP, diz secretário

Por Camila Fusco, repórter do Computerworld.
Publicada em 25 de maio de 2006 às 18h20
Atualizada em 26 de maio de 2006 às 13h54

São Paulo - Na contramão de outras instâncias de governo, secretário de Gestão declara que código aberto não é prioridade na Prefeitura.

Na contramão de várias outras instâncias de governo que optaram por implantar sistemas de código aberto como forma de cortar custos, a prefeitura de São Paulo deixa claro que software livre não é sua prioridade.

Durante a apresentação do novo portal do órgão, realizada nesta quinta-feira (25/05), o secretário municipal de Gestão, Januario Montone, enfatizou que a implantação de sistemas de código aberto não é tema de debate no momento.

“Essa é uma discussão irrelevante. Precisamos dos softwares que são mais baratos e que executem as tarefas necessárias. Nesse contexto, nem sempre o software livre é o que procuramos”, aponta.

De acordo com Luiz Arnaldo Cunha Júnior, presidente da Companhia Municipal de Processamento de Dados (Prodam), o parque computacional da prefeitura contabiliza hoje cerca de 50 mil máquinas, sendo que a maioria executa sistemas de código proprietário. Nesse total não estão incluídos os equipamentos destinados aos telecentros, que executam sistemas de código aberto.

Na avaliação de Montone, a prioridade é integrar os sistemas das secretarias de forma a organizar as informações de todos os bancos de dados do município. “Não posso discutir se o software é livre ou não em um momento em que trabalhamos a integração dos sistemas”, aponta. “A discussão sobre software livre é mais ideológica do que técnica”.

No evento, a Prefeitura também explicou suas diretrizes sobre a política de TI e comunicações e fez um balanço das últimas ações realizadas. “No início dessa gestão, apenas 20 das unidades básicas de saúde tinham infra-estrutura integrada e conectividade. Hoje, são 457”, diz. A respeito das metas do governo municipal estão principalmente a ampliação das iniciativas de inclusão digital social, apoiadas no novo portal da prefeitura.

Ainda segundo o secretário, a prefeitura tem como orçamento anual para TI e comunicações cerca de 380 milhões de reais. Além da própria gestão municipal, os órgãos que consomem a maior parte dos recursos são a Prodam, a São Paulo Transportes (SPTrans) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).


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