Software livre não é prioridade em SP, diz secretário
São Paulo - Na contramão de outras instâncias de governo, secretário de Gestão declara que código aberto não é prioridade na Prefeitura.
Na contramão de várias outras instâncias de governo que optaram por implantar sistemas de código aberto como forma de cortar custos, a prefeitura de São Paulo deixa claro que software livre não é sua prioridade.
Durante a apresentação do novo portal do órgão, realizada nesta quinta-feira (25/05), o secretário municipal de Gestão, Januario Montone, enfatizou que a implantação de sistemas de código aberto não é tema de debate no momento.
“Essa é uma discussão irrelevante. Precisamos dos softwares que são mais baratos e que executem as tarefas necessárias. Nesse contexto, nem sempre o software livre é o que procuramos”, aponta.
De acordo com Luiz Arnaldo Cunha Júnior, presidente da Companhia Municipal de Processamento de Dados (Prodam), o parque computacional da prefeitura contabiliza hoje cerca de 50 mil máquinas, sendo que a maioria executa sistemas de código proprietário. Nesse total não estão incluídos os equipamentos destinados aos telecentros, que executam sistemas de código aberto.
Na avaliação de Montone, a prioridade é integrar os sistemas das secretarias de forma a organizar as informações de todos os bancos de dados do município. “Não posso discutir se o software é livre ou não em um momento em que trabalhamos a integração dos sistemas”, aponta. “A discussão sobre software livre é mais ideológica do que técnica”.
No evento, a Prefeitura também explicou suas diretrizes sobre a política de TI e comunicações e fez um balanço das últimas ações realizadas. “No início dessa gestão, apenas 20 das unidades básicas de saúde tinham infra-estrutura integrada e conectividade. Hoje, são 457”, diz. A respeito das metas do governo municipal estão principalmente a ampliação das iniciativas de inclusão digital social, apoiadas no novo portal da prefeitura.
Ainda segundo o secretário, a prefeitura tem como orçamento anual para TI e comunicações cerca de 380 milhões de reais. Além da própria gestão municipal, os órgãos que consomem a maior parte dos recursos são a Prodam, a São Paulo Transportes (SPTrans) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
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