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08 de julho de 2009
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Sistemas Operacionais

Bill Hilf: open source é movimento de desenvolvedor para desenvolvedor

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 22 de maio de 2006 às 19h14
Atualizada em 22 de maio de 2006 às 19h38
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IDG Now! - Você se sente “deslocado” na Microsoft?

Hilf - Vindo da IBM e tendo trabalhado no mundo do código aberto por mais de dez anos, eu admito, que no começo essa era uma das minhas maiores preocupações sobre ir pra Redmond.

Uma das maiores surpresas, no entanto, foi como muitas pessoas, especialmente os engenheiros da Microsoft, realmente entendem o fenômeno do código aberto. Eles abriram os braços pra mim e disseram: "Ei, venha falar conosco. Explique isso pra nós”. O que eu não faço, no entanto, é me prender à retórica emocional de nenhum dos lados porque isso desvaloriza a conversa. Quando digo que nossos produtos poderiam ser melhores aqui ou ali ou que poderíamos crescer em determinada área, é tudo baseado em dados.

IDG Now! - Como a Microsoft pode se beneficiar do modelo de desenvolvimento do código aberto?

Hilf - A mágica do código aberto não está na tecnologia, mas no modelo de comunidade. Uma das formas de aprendermos com o código aberto é por meio da iniciativa Shared Source. Por meio do programa, estamos tocando alguns projetos como o WIX installer, que dá a empresas interessadas e entusiastas a oportunidade de construir sobre o que já fizemos em áreas que fazem sentido para ambas as partes.

IDG Now! - Seu sistema é o mais seguro? Por quê?

Hilf - Segurança é uma questão que afeta a todos – independente do modelo de desenvolvimento. Os sistemas são tão seguros quanto as pessoas que os administram. A diferenciação para o consumidor não é o número de correções, mas qual usuário torna a experiência de atualização e correção mais simples e eficiente de gerenciar.

Da perspectiva da arquitetura, estamos desenhando nossos softwares para atender milhões de usuários dos nossos produtos – sobre toda a plataforma. Portanto, do ponto de vista de design e implementação, tanto nossos parceiros e desenvolvedores quanto nossos clientes têm algumas vantagens inquestionáveis com a abordagem da Microsoft.

IDG Now! - Que tipo de aplicações devem ser adicionadas ao sistema operacional nos próximos anos? A tendência é que as aplicações sejam migradas do desktop para a web?

Hilf - A mudança da computação baseada em cliente para o software como serviço não é total. Os usuários querem a vantagem de um ambiente de serviços rico, disponível online – com maior conectividade e opções portáteis, mas também querem a força dos softwares poderosos no seu computador. Com o Windows Live, estamos combinando o imediatismo da web com as vantagens de um sistema operacional poderoso. O resultado final: mais escolhas para o usuário final e mais controle personalizado e flexibilidade sobre os dados, seja para jogar um jogo ou gerenciar negócios globais.

IDG Now! - Quais são as características e recursos que serão exigidos de um sistema operacional nos próximos anos (considerando fatores como mobilidade, convergência e entretenimento)? Qual é o roadmap para inclusão desses recursos no seu sistema?

Hilf  - De forma simples – integração e interoperabilidade. Mencionei anteriormente diversos aspectos – em pesquisa e desenvolvimento, arquitetura, testes e suporte – nos quais vejo a Microsoft investindo para entregar soluções que atendam as crescentes demandas em mobilidade, dados intensivos e disponibilidade. Essas são áreas-chave em que, quanto mais “integrável” for a plataforma, mais escolhas naturais o usuário terá. Além disso, o mercado não é oito ou 80. Podemos ver isso pelos nossos acordos  com a JBoss e a SugarCRM, duas líderes em código aberto. A Microsoft acredita no modelo comercial de desenvolvimento de software, sempre acreditou e sempre vai acreditar. Isso não significa que alguém que desenvolve em outro modelo – como o código aberto – não pode se beneficiar de parceiras com quem desenvolve no modelo comercial. É preciso um pouco mais deste espírito – e comprometimento de negócios de todos os portes – para fazer alianças em áreas em que há sentido e concorrer fortemente em outras áreas.


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