Pesquisa: serviços puxam investimentos em tecnologia
Por Ana Paula Oliveira, editora assistente do Computerworld
Publicada em 04 de abril de 2006 às 17h15
Atualizada em 04 de abril de 2006 às 17h18
São Paulo - Empresas nacionais de serviços investiram 7,6% de seu faturamento em tecnologia em 2005, contra média nacional de 5,3%.
Pesquisa anual sobre Tecnologia da Informação realizada pela Escola da Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, com 4 mil grandes e médias empresas brasileiras e 1.630 respostas revela que o investimento médio em Informática foi de 5,3% em 2005.
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A análise setorial, no entanto, mostra que a indústria investe menos que a média, com 3,4% de gastos em TI, assim como o comércio, que direciona apenas 2,7% do faturamento líquido para tecnologia.
A contrapartida fica por conta da área de serviços, que investiu 7,6% em tecnologia no ano passado. Dentro dela, os bancos lideram, com uma taxa de investimentos de 11,1% em 2005.
De acordo com Fernando S. Meirelles, diretor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador da pesquisa, feita há 17 anos, a tendência é de que os investimentos em TI continuem crescendo nos próximos anos, enquanto o custo total por teclado (CAPT), que estima quanto uma empresa gasta com cada micro deve diminuir. Em 2005 o CAPT foi de 9,2 mil dólares
“Apesar das empresas gastarem menos por usuário, na média elas acabarão gastando mais, pois além do uso da tecnologia se intensificar, as aplicações exigem cada vez mais recursos de hardware e infra-estrutura”, avalia.
Aplicativos
A pesquisa também mapeou o uso de aplicativos corporativos nas empresas. Na categoria de sistemas de gestão os pacotes da SAP aparecem na liderança, em 23% das empresas; seguidos pela Microsiga, com 17%; e Oracle com 16%.
“Nessa análise já se percebe a movimentação que agitou esse setor no último ano, com a Oracle ocupando a posição que antes era da Datasul”, comenta Meirelles.
Sistema operacional
Na categoria sistema operacional em servidores o Windows segue liderando, com 63% das empresas adotando Microsoft; seguido por Unix, com 30% (nessa categoria está incluído o uso de Linux, com 16%); e sistemas Novell, com 3%. “O Windows e o Linux estão dividindo o mercado que a Novell vem perdendo ano a ano. Apesar do Linux apresentar crescimento, o Windows consegue crescer mais ainda”, ele diz.
Na análise de Meirelles, o setor deve sofrer rupturas nos próximos anos. "Além da evolução do hardware, veremos também a chegada da convergência, que trará novos meios para acesso à informação, como a TV, por exemplo. Acho bem provável vermos empresas como SAP e Microsoft saindo de suas zonas de conforto para atuar em novas áreas", conclui o diretor da FGV.
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