Artigo: E-mail e smartphones acabaram com o horário normal de trabalho
Por PC World/EUA
Publicada em 08 de setembro de 2010 às 07h30
Atualizada em 08 de setembro de 2010 às 09h30
A rotina de trabalho no escritório que começa às 9h e se estende até as 17h ou 18h virou coisa do passado. Por quê?
Você já conferiu sua caixa de entrada do trabalho hoje? É bastante provável que sim. Cada vez mais, parece que as pessoas estão conectadas em regime 24/7.
Os conceitos dia de semana e final de semana foram cultivados por longas décadas. Houve filmes que faziam referência ao horário “normal” de trabalho, como o “9 to 5” (das 9 às 17 – em tradução livre do inglês) e até abreviações como TGIF (thank god it’s Friday – graças a deus é sexta-feira) ganharam uso corriqueiro no dia-a-dia. Tudo isso remetia ao ideario segundo o qual há separação entre os dias de semana e os teoricamente lúdicos dias de sábado e de domingo.
Infelizmente a diferença entre os dias "úteis" e o final de semana fica cada vez menos clara, e pode só fazer sentido na cabeça de alguns seguidores da cultura pop dos anos 80. Em uma pesquisa realizada pelos institutos Harris Interactive o Opinion Matters, dos EUA e do Reino Unido, respectivamente, ficou evidente que o horário padrão das 9h às 17h virou coisa do passado e que, na verdade, não existe mais esse negócio de “dia livre”.
O estudo foi encomendado pela empresa de gestão de tarefas Xobni e revela que 72% dos norte-americanos conferem suas caixas de entrada profissionais mesmo quando estão fora do horário de trabalho. O mesmo pode ser dito de 61% dos ingleses. Entre os americanos, ficou claro ainda que a metade costuma verificar o servidor de e-mails mesmo nas férias. Para 25% dos inlgeses e outros 42% de americanos, nem mesmo estar de licença médica os impede de olhar se chegou alguma mensagem. Entre os avaliados no estudo, também ficou claro que não faz mal nenhum checar a inbox antes de deitar e logo ao acordar.
Mas o que poderia estar motivando essa obsessão pelo email? Estariam os empregados a espera de algo importante? Será que todos eles amam o trabalho tão profundamente que lhes fica difícil saber quando parar? Parece que não. O levantamento conclui que um misto entre a preocupação em manter o emprego e a sobrecarga de tarefas respondem as essas perguntas. O surgimento de dispositivos móveis com conexão à Internet aconteceu em boa hora. Em uma época que o corte de postos de trabalho e o racionamento de recursos é norma vigente na maioria das organizações, aqueles que têm emprego deverão trabalhar dobrado se quiserem continuar na folha de pagamento. Isso por dois motivos: primeiro, as pessoas têm necessidade de demonstrar seu valor para as empresas e deixar claro que dispensá-las é mau negócio. E em segundo lugar vem o fato de as atribuições de quem é demitido serem herdadas por outros dentro das empresas, aumentando-lhes a pilha de afazeres nos escritórios e departamentos de TI.
Mas nem tudo é tão ruim quanto parece. A chegada da conectividade impulsiona as condições de trabalho dos chamados "freelas". “As empresas vêm olhando com maior atenção para as alternativas de empregar colaboradores com aptidão para trabalhar à distância. Muitas vezes esses profissionais prestam excelentes serviços. Esses trabalhadores freelancers gostam de gerenciar seus horários de trabalho e interagir com softwares ligados à web é normal para eles”, afirma a vice-presidente do grupo de RH Elance, Ellen Pack. O conceito da palavra freelancer mudou. Deixou de significar “desempregado disposto a fazer qualquer coisa por dinheiro” depois que ficou claro que a crise econômica não é o principal motivo da adoção em larga escala desse modelo de relação de trabalho. Apenas 4% dos entrevistados atribuiu o trabalho remoto ao fato de não conseguirem se encaixar no mercado formal e 24% das pessoas que foram demitidas passaram a trabalhar como profissionais liberais. De todos os entrevistados, 56% disseram optar por trabalhar como freelancer a fim de serem seus próprios patrões e para dedicar-se a projetos de que gostam.
Apesar disso existe uma relação entre a fraca economia e o aumento do mercado de trabalho freela. À medida que as organizações enxugam seus quadros de funcionários, torna-se cada vez mais usual contratar mão de obra para projetos, sem ter de arcar com as despesas de manter um funcionário fixo.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Facebook fará pedido de IPO "modesto" nesta quarta (1º)
- Ataques contra bancos não afetam segurança do internet banking
- Resultados na Amazon decepcionam o mercado
- Firefox 10 final chega com 'suporte estendido' para usuários corporativos
- Itautec contrata Paschoal Pipolo Baptista para CIO
- Menos de 10% dos internautas gostaram da Linha do Tempo do Facebook
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- DIGG
Consulte o ranking atual
O CW 300 é uma base de dados econômicos e financeiros que cobre as 300 maiores empresas de tecnologia da informação e telecomunicações instaladas no Brasil.


Receba notícias do IDG Now! no celular
Mudanças no trabalho
Gartner elabora lista com as tendências que alterarão as formas como as empresas atuam.
PC seguro
Veja como manter seu computador a salvo de hackers e malwares com quatro ferramentas gratuitas.
Invista em networking
A manutenção de contatos profissionais é benéfica a todos, do candidato até o gestor de vagas.

CIO Global Summit - Regionais
IT Leaders Conference
Digital Age 2.0



