Sete profissões de risco em tecnologia
Por PC World/EUA
Publicada em 06 de setembro de 2010 às 11h26
Como serviços de TI põem a vida de profissionais na linha de tiro, literalmente.
No mundo da TI existem algumas ocupações que são bastante arriscadas. Pode ser o seu nível de stress psicológico ou até a sua vida que estão em jogo. Este ambiente definitivamente não é para os fracos. Alguns profissionais desse segmento fazem qualquer coisa por uma boa dose de adrenalina; são capazes de escalar torres de comunicação com centenas de metros de altura. Outros se expõem apenas a danos de ordem emocional quando se propõem a consumir conteúdo de qualidade duvidosa na internet.
Junto com a taxa de emprego, caiu também o número de mortes nos ambientes de trabalho. Mas existem países, principalmente os em desenvolvimento, em que as condições trabalho no segmento tecnológico beiram ao desumano.
1. Moderação de conteúdo da internet
Pense em tudo aquilo que você mais detesta encontrar na web. Imagens de pedofilia, cadáveres e outras imagens chocantes. Agora imagine uma situação em que deve olhar para esse tipo de conteúdo das 9h às 17h todos os dias. Esse é o trabalho dos moderadores de conteúdo na internet, pessoas pagas para filtrar esse tipo de material para que você não seja exposto a fotos de gosto duvidoso em pop-ups por toda a web. A demanda por esse tipo de serviço cresce constantemente à medida que surgem mais e mais servidores de imagens pela internet que oferecem a opção de envio de imagens a partir de dispositivos móveis.
“Certamente não é um emprego para qualquer um”, diz a vice-presidente de operações da Caleris, empresa de prestação de serviços no segmento de TI, Stacey Springer. Sediada no estado de Iowa, nos EUA, os 55 funcionários da organização avaliam até 7 milhões de imagens todos os dias a pedido de mais ou menos 80 clientes. “Os níveis variam daquilo que muitos podem achar ofensivo. Existem pessoas que não querem ver imagens de crianças em situações que podem ser delicadas, ou, ainda , animais sofrendo crueldades”.
Os empregados da Caleris têm direito a acompanhamento psicológico, mesmo assim há determinadas ocasiões bastante traumáticas.
2. Montagem de equipamento elétrico
As redes de segurança que cercam os dormitórios em uma fábrica de componentes eletrônicos são uma lembrança amarga de pessoas que se atiraram em direção à morte desde janeiro. Um funcionário de 25 anos, que mais tarde viria a tirar a própria vida, foi supostamente agredido por diversas vezes na fábrica de Hon Hai, depois de perder um protótipo do iPhone4 no ano passado.
Basta lembrar do hollywoodiano esquema de segurança que cercou o lançamento do iPhone4 da Apple para imaginar a pressão a qual são submetidos os fornecedores desse gadget. A Foxconn, fabricante de dispositivos como o iPad, iPhone e outros dispositivos eletrônicos da Apple, da Dell e da HP já foi várias vezes acusada de manter a fábrica funcionando em regime e em condições subumanas. Por mais complexa que tenha sido a cadeia de eventos que culminou com o suicídio do funcionário, os grupos de direitos humanos já criticavam organizações como fabricante de produtos Apple e outras companhias de criar ambientes extremos em que trabalham jovens, em sua maioria, oriundos de áreas rurais.
Para enfrentar a onda de suicídios, a Foxconn promete realizar avaliações psicológicas com os funcionários e tenta reverter o moral da empresa com manifestações. A empresa quer, ainda, expandir o quadro de funcionários dos atuais 900 mil empregados para 1,3 milhão no ano que vem.
A pressão psicológica não é a única evidente. Várias ONGs de direitos humanos se ocupam com as denúncias de suposta exposição a elementos radioativos em fábricas de microchips e de LCDs para a Samsung.
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