Publicidade

29 de agosto de 2010
carreira
Gestão Profissional

Geração Y pede mudanças entre fornecedores de TI

Por Rodrigo Afonso, da Computerworld Brasil

Publicada em 30 de julho de 2010 às 12h53

O aumento da presença de jovens profissionais no mercado estimula a criação de políticas específicas entre as empresas do setor.

De todos os desafios enfrentados pelas organizações, um dos mais recentes refere-se à capacidade de lidar com um perfil específico de jovens profissionais, que começa a entrar no mercado de trabalho e ficou conhecido como a Geração Y – pessoas nascidas por volta do final da década de 80 e início de 2000. Entre as principais características desse grupo está a vontade de aprender, a necessidade de compartilhar informações, o desejo de se destacar rapidamente na carreira e a obrigação de equilibrar vida pessoal e profissional.

Das 70 Melhores Empresas para Trabalhar em TI e Telecom, a Geração Y já representa uma parcela importante dos profissionais. “Eles respondem por cerca de 1/3 dos funcionários dessas organizações”, calcula o CEO do Great Place to Work Brasil, Ruy Shiozawa. Não à toa, ele informa que na pesquisa deste ano fica clara a movimentação das companhias, no sentido de criar políticas específicas para atender à demanda específica dos jovens profissionais. 

Um dos exemplos de como a Geração Y tem mudado a gestão das empresas vem da desenvolvedora de sistemas Sydle, na qual cerca de 85% da força de trabalho está inserida na faixa etária de até 30 anos. Desde que a empresa nasceu, em 1998, tomou a decisão de adequar suas políticas à demanda dos jovens profissionais.

O diretor de recursos humanos da companhia, Victor Xavier, conta que uma das primeiras percepções foi de que não adiantaria apenas criar um espaço físico atraente ou dar a possibilidade de horários flexíveis. “Eles (Geração Y) exigem uma ruptura, pois são pessoas que precisam se desenvolver e perceber a evolução na empresa”, afirma Xavier.

Assim, como forma de criar um vínculo com a organização, a Sydle estabeleceu um programa de job rotation (rotatividade de trabalho) para todos os trainees – estudantes de cursos universitários – que entram na companhia e que correspondem a mais de 20% dos funcionários da empresa.

A iniciativa prevê que esses profissionais passem dois meses em cada um dos departamentos. “Com isso, além de prepararmos esses jovens para analisar as questões de uma forma ampla, damos a eles a oportunidade de experimentar diversas áreas”, explica o diretor. Ele informa que isso possibilita também que os trainees descubram quais as tarefas nas quais podem ter um melhor desempenho.

Em paralelo ao job rotation, Xavier conta que a empresa busca formas de contornar outra característica comum à Geração Y: a competitividade. Para isso, investe em modelos de acompanhamento e de feedback (retorno) constante do desempenho de cada um dos profissionais. “O que facilita justificar decisões, como a promoção de algum funcionário”, cita o executivo.

E a preocupação da Sydle em garantir que os profissionais entendam que a empresa toma decisões de forma transparente é justificável. Entre os principais pontos de insatisfação dos jovens profissionais entrevistados para o estudo das 70 Melhores Empresas para Trabalhar, aparece uma remuneração injusta – se comparado ao resultado que o funcionário entrega – e o favoritismo dos chefes por algumas pessoas.

Leia mais na Computerworld.

Agora no Twitter

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
IDG Now! Sem Fio
Receba notícias do IDG Now! no celular
Assine os canais SMS

Número do celular:

ex.: 1180000000 para um telefone de SP

Mudanças no trabalho

Mudanças no trabalho

Gartner elabora lista com as tendências que alterarão as formas como as empresas atuam.

Android cresce e aparece

Android cresce e aparece

Descubra os motivos para investir no sistema da Google e desistir de comprar o iPhone da Apple.

Um bom currículo em TI

Um bom currículo em TI

Veja quatro questões que precisam ser privilegiadas no importante documento de apresentação.

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...
Eventos IDG
IT Leaders
- 23 de setembro de 2010
Blog
Videoconferência: a comunicação empresarial para o século XXI.
Baseado no modelo grid computing, o Oracle Database 11g possibilita economia de energia e maximiza a infraestrutura TI.
SOA App Grid: Melhore o seu negócio com Middleware rápido e eficiente.
As circunstâncias e os clientes mudaram. O seu programa de fidelidade manteve o ritmo?
Falta de capacidade analítica prejudica a tomada de decisões nas empresas e nos governos, revela pesquisa da Accenture.