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22 de setembro de 2009
carreira
Gestão Profissional

Jovens têm dificuldades com as restrições de redes corporativas

Por Rodrigo Afonso, repórter do Computerworld

Publicada em 22 de abril de 2009 às 15h45

São Paulo – Geração Y, acostumada com redes sociais, celulares e messenger, precisa entender limites do ambiente corporativo, diz pesquisa.

Os profissionais que estão entrando no mercado de trabalho, pertencentes à chamada geração Y, estão bastante adaptados às novas tecnologias de interação e comunicação pela internet, mas não estão preparados para o que está por vir no futuro profissional.

A informação vem de um estudo da Accenture, realizado com jovens norte-americanos, que mostra que a nova geração de profissionais quer tecnologia personalizada no mercado de trabalho e, para a preocupação das empresas, não se preocupam muito com privacidade. Segundo o estudo, mais de 60% desses jovens não têm conhecimento das políticas de suas companhias em relação à tecnologia da informação ou não têm incentivos para seguir essas regras.

Mesmo sem a aprovação da empresa, muitos jovens utilizam tecnologias para seu dia-a-dia que não são fornecidas pelo empregador. Entre elas, estão os celulares (39%), mensagens instantâneas (27%) e redes sociais (28%).

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Para Roldofo Esenbach, analista da Accenture, essa realidade pode ser facilmente transportada para o mercado brasileiro. “Esses jovens, representantes da geração Y, nasceram com tecnologia, acesso virtual, ferramentas de compartilhamentos e de troca de ideias. É natural que eles queiram encontrar esse mesmo cenário no ambiente de trabalho, mas a realidade não é bem essa”, afirma.

De acordo com o analista, o ponto crítico é a vulnerabilidade de informações que isso gera. “Esses jovens precisam ter mais informação sobre as consequências de se divulgar informações corporativas. A falta de maturidade com relação ao risco da falta de privacidade permeia suas vidas pessoais. Quando isso é transportado para o mundo corporativo, o risco se multiplica”, diz.

Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI da Michael Page do Brasil, afirma que não há como evitar o choque que um jovem profissional vai sentir ao entrar em uma empresa do modelo tradicional. “Um jovem acostumado com o iPhone, onde instala e retira aplicativos com extrema facilidade, vai sentir um grande impacto quando tiver de lidar com um ERP totalmente travado. Ele sabe qual é o potencial da tecnologia, mas ainda não tem como entender por que a empresa necessita daquele sistema e não percebe que as mudanças são muito mais lentas no lado corporativo”, afirma.


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