CEO da Adobe deixa empresa no fim do mês
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 13 de novembro de 2007 às 18h40
Atualizada em 13 de novembro de 2007 às 18h45
Nova York - Bruce Chizen abandona cargo após 13 anos na Adobe, e é substituído por Shantanu Narayen.
O CEO (Chief Executive Officer) da Adobe, Bruce Chizen, abandonará seu cargo no fim de novembro, anunciou a empresa na segunda-feira (12/11).
O presidente e Chief Operating Officer da Adobe, Shantanu Narayen, irá ocupar o cargo e também se juntar à comissão de diretores.
Chizen ficará na comissão até o fim do ano fiscal da Adobe de 2008, que vai até o início de dezembro do ano calendário.
> CEO da Adobe prevê mudanças em softwares online
Em 2000, Chizen foi indicado para o cargo de CEO. O executivo chegou à empresa em 1994. Durante seu período na Adobe, a empresa comprou a Macromedia - em 2005 -, se tornando líder no mercado de desenvolvimento e ferramentas de design e criação de aplicações ricas de internet (RIAs).
Em uma declaração, a Comissão de Diretores da Adobe agradeceu a Chizen por sua visão em transformar a empresa, antes conhecida basicamente por suas ferramentas de design, em uma das maiores e mais diversificadas empresas de software do mundo.
A Comissão ainda apontou Narayen como sucessor de Chizen devido ao seu contato diário com operações globais e estratégias de marketing de longo prazo, além de estar em contato com pesquisa e desenvolvimento. Graças a estas características, a mudança será suave, diz o documento.
A princípio, parece que a saída de Chizen foi uma transição planejada - algo como passar a tocha a outro executivo. A mudança não aparenta ter sido por motivos financeiros, já que a Adobe alcançou, no quarto trimestre, rendimento entre 860 e 890 milhões de dólares - resultados que pretende divulgar em dezembro.
Recentemente, na conferência Adobe MAX, em Chicago, Chizen deu sinais que indicariam sua saída do cargo. Ele comentou que lidar com a comunidade financeira é como ir ao dentista sem Novocaína e que a transparência de um CEO é complicada, pois todos quanto ele ganha e pensam que é demais.
Nesta segunda-feira, em uma conference call, executivos enfatizaram que a saída de Chizen se refere mais a uma decisão pessoal do que a questões de negócios.
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