Carreira: profissionais que sabem Cobol são bem remunerados
Por Nando Rodrigues, editor assistente da PC World
Publicada em 21 de maio de 2007 às 07h00
Atualizada em 04 de novembro de 2008 às 12h13
Em outubro de 2006, a T-Systems, empresa de tecnologia da informação e comunicação que pertence ao grupo Deutsche Telekom, inaugurou um centro Offshore na cidade de Blumenau (SC), onde mantém pessoas treinadas em Cobol. “Devido a uma necessidade de mercado, decidimos capacitar alguns de nossos profissionais na linguagem. Alguns clientes têm sistemas legados que necessitam de atualizações e melhorias constantes”, explica Ingo Feslau, diretor de Systems Integration da empresa.
Segundo ele, como as universidades não estão capacitando profissionais na linguagem Cobol (mainframe), a T-Systems resolveu investir, ela mesma, nesse treinamento. Além disso, o centro trabalha com o objetivo de dar oportunidade a jovens carentes a ingressarem no mercado de trabalho.
“Apoiamos socialmente o ‘Programa Social Entra 21’, projeto social promovido pela Blusoft (entidade para desenvolvimento do pólo tecnológico de Blumenau), que visa capacitar jovens entre 16 e 25 anos para o mercado de trabalho, custeando cursos no setor de tecnologia”, diz o diretor. No ano passado, 20 dos jovens treinados pela empresa foram efetivados. A T-Systems possui, hoje, 150 profissionais habilitados a trabalhar com Cobol e outros 40 em treinamento.
A DTS, que distribui a versão Cobol da Microfocus na América Latina, também criou um centro de treinamento para Cobol. Localizado no bairro de Alphaville, na Grande São Paulo (SP), o centro promove cursos de Cobol Mainframe com duração de 18 a 27 semanas.
“Fomos praticamente obrigado a tomar essa medida”, conta Alessandro Buonopane, da DTS. A idéia, acrescenta, é ajudar os parceiros corporativos da empresa na formação de mão-de-obra especializada. “Mas também absorvemos parte dos formando. Os melhores alunos de cada turma, com aproveitamento acima de 70%, receberão oferta de contratação imediata”, diz Buonopane.
Salários em alta
A carência de profissionais habilitados leva a uma alta na bolsa de salários. “Um profissional atualizado vale ouro. Caso contrário, ele não vale nada”, frisa Fernandez, do Cefet-SP.
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