Carreira: profissionais que sabem Cobol são bem remunerados
Por Nando Rodrigues, editor assistente da PC World
Publicada em 21 de maio de 2007 às 07h00
Atualizada em 04 de novembro de 2008 às 12h13
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Ferrenho defensor do Cobol, o professor Renato Fernandez, do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (Cefet-SP), explica que a forma atual como se ministram cursos de linguagens de programação não permite que os alunos adquiram conhecimento aprofundados.
“É impossível dar um curso de lógica ou ensinar uma linguagem de programação como se deve em apenas quatro meses”, diz Fernandez. Ele lembra que, até a década de 1990, essas disciplinas levavam quatro semestres para serem ministradas, possibilitando que os alunos do curso Técnico em Processamento de Dados tivessem uma formação sólida “Por isso, quem conhece Cobol a fundo é a ‘velha guarda’”, reforça.
Dentre as diversas razões que previam a morte do Cobol, estava o fato de ser uma linguagem que ‘parou no tempo’. Ledo engano, segundo Cardoso, da C&C Microinformática. “Existem perto de 50 empresas comercializando compiladores Cobol atualmente. Isto permite que as novas aplicações sejam compatíveis não só com os sistemas legados que rodam em mainframes, mas, principalmente, com tecnologias como Java, .Net etc., tudo orientado a objeto”.
Como o Cefet-SP, algumas universidades mantém o Cobol na grade curricular dos cursos de tecnologia e Ciência da Computação. É o caso do Mackenzie, da Fasp e de algumas Fatecs, como a de Americana e a de Botucatu, ambas de São Paulo, mas são exceções.
Para complementar os cursos de formação técnica (em nível médio ou superior) e também permitir que as novas tecnologias possam ser utilizadas adequadamente, os fornecedores de compiladores Cobol e consultoria oferecem treinamento.
“Para manter-se atualizado, o profissional deve se reciclar, e nesse momento, o papel do fabricante é fundamental”, frisa Faes Jr, da ABPC. Ele explica que esse contato é uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que promove capacitação de programadores, os fabricantes constroem uma relação de fidelidade à sua versão do Cobol.
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3 comentário(s)
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