Como se tornar um engenheiro do Google
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!*
Publicada em 06 de março de 2007 às 07h00
Atualizada em 05 de setembro de 2008 às 19h44
Mas se a cultura é um fator determinante para ingressar na companhia, a bagagem acadêmica também é igualmente importante para um futuro engenheiro do Google. “Enviar o currículo é o último passo, é o fim da estrada”, diz Ribeiro. Segundo o diretor, é muito comum o aluno chegar à faculdade e achar que as notas não são mais importantes. “Não há amostragem melhor que quatro anos de notas para identificar o potencial de um candidato”, justifica o executivo.
Ribeiro fala com conhecimento de causa: a Akwan nasceu no âmbito acadêmico, fundada por egressos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apesar da pinta de empresa pequena, quando foi comprada pelo Google já colecionava um portfólio invejável de clientes para o seu sistema de buscas, com nomes como Universo Online (UOL), iG e Editora Abril.
“É preciso viver a universidade intensamente. Às vezes o aluno começa a fazer um estágio, ganhar um dinheiro, e deixa a universidade de lado pensando no curto prazo, mas pode estar perdendo uma boa chance lá na frente”, observa Ribeiro. Para Paulo Golgher, gerente de engenharia do centro em Belo Horizonte e co-fundador da Akwan, não faltam oportunidades para bons profissionais que saem da academia.
“Quem faz um bom curso, tem emprego garantido. Se não for aqui, é lá fora”, defende. Um exemplo da dedicação à vida acadêmica que se reverteu em oportunidade no mercado é o do engenheiro Torsten Nelson, que depois de se graduar e concluir mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais, e de cursar um doutorado no exterior, conseguiu uma vaga na equipe de engenharia do Google, enviando um currículo pelo site.
Já Bruno Albuquerque, formado pela Universidade Estadual de Maringá, também engenheiro de software, se concentrou mais na vivência prática, trabalhando em empresas de tecnologia até enviar seu currículo e ser contratado pelo Google para uma vaga, após seis meses de processo seletivo. “Isso foi no começo, agora nosso processo está mais estruturado. Leva no máximo um mês”, diz Golgher.
O processo de recrutamento inclui testes de programação, entrevistas com diversos profissionais dentro da empresa, e, em alguns casos, até mesmo entrevistas com funcionários no exterior, já que a equipe de engenharia no Brasil coopera diretamente com os times internacionais da companhia.
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