E-learning: o ensino a distância na visão de quem já experimentou
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 29 de novembro de 2006 às 06h00
Atualizada em 02 de maio de 2007 às 19h20
São Paulo - Há mais de 800 cursos de ensino a distância no Brasil. Mas será que eles funcionam? Veja a opinião de quem experimentou.
Embora ainda enfrente certa dose de desconfiança e preconceito - quem já não ouviu a famosa pergunta no trânsito: ‘tirou a carta por correspondência?’ -, o ensino a distância no Brasil começa a ganhar adeptos em um nobre filão: o da educação superior.
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Entre executivos e profissionais em um estágio mais avançado da carreira, o e-learning desponta como uma alternativa flexível de aperfeiçoamento compatível com rotinas que envolvem agendas complicadas, viagens e, de uma maneira geral, pouco tempo para dedicar à sala de aula.
Análise: e-learning é para você?
Segundo o professor Fredric Michael Litto, presidente da Associação Brasileira de Ensino à Distância (ABED), o Brasil já tem mais de 150 instituições credenciadas para a oferta de cursos de graduação e pós-graduação latu sensu (especialização). No site da ABED, estão listados mais de 800 cursos a distância oferecidos no País.
Esta modalidade de aprendizado tem apelo especialmente junto ao estudante mais sênior não apenas pela flexibilidade nos estudos, mas pelo maior grau de maturidade e autonomia que este público tem em relação ao processo de educação. “Normalmente o ensino a distância não funciona tão bem com o público muito jovem, pois ele demanda mais apoio do professor”, explica Litto.
Mas quando se trata do ensino superior, não há fronteiras quanto à área de conhecimento para o emprego do e-learning, de acordo com o professor: “A Escola Paulista de Medicina forma cirurgiões por meio do ensino a distância”, exemplifica.
Especialista no desenvolvimento de conteúdo para ensino a distância, a designer instrucional Alessandra Zago já trabalhou na criação de plataformas para cursos de Matemática, Física a até para um curso de graduação em Letras voltado a alunos surdos, ministrado em Libras (Língua Brasileira de Sinais), pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
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