Compromisso, parcerias efetivas e diálogo são objetivos dos CIOs
Por Ana Paula Oliveira, editora assistente do Computerworld
Publicada em 28 de setembro de 2006 às 15h00
São Paulo - Esses foram alguns dos pontos ressaltados pelos IT Leaders 2006, durante evento promovido pelo IDG Brasil, em São Paulo.
Além de saber aliar as demandas corporativas atuais com a capacidade da área de TI, sem deixar de lado a visão de negócios e a estratégia da organização, os CIOs também precisam estar atentos a outras facetas da gestão de equipes.
O compromisso, as parcerias e o diálogo foram alguns dos pontos ressaltados por alguns dos IT Leaders deste ano, durante o evento Best Practices IT Leaders 2006, promovido pelo IDG Brasil e que acontece nesta quinta-feira (28/9), em São Paulo.
Para Emilio Vieira, CIO da AGF Seguros e IT Leader na categoria Seguradoras, além de saber demonstrar o valor que a área de TI agrega ao negócio, também é importante contar com o envolvimento da equipe e das áreas envolvidas em cada projeto. “Não adianta implantar a melhor metodologia, de cima para baixo, se os funcionários não comprarem a idéia. E mesmo quando eles compram, o ideal é checar se o compromisso se mantém ao longo de todas as etapas do processo”, afirma.
Por outro lado, mesmo quando isso acontece, a empresa talvez precise ir um pouco além e buscar o envolvimento dos fornecedores e até mesmo, por incrível que possa parecer, de seus clientes. “É isso o que acontece na Sab Company. Criamos uma comunidade Sab onde todos são parceiros e nossos fornecedores têm a oportunidade de vender também para nossos clientes”, conta Adriano Aquino, CIO da Sab Company e IT Leader na categoria de Serviços.
Para o executivo, que conseguiu economizar cerca de 500 mil reais por ano com a implantação de um projeto de voz sobre IP em parceria com a Alcatel e com a Embratel, a idéia de comunidade e parcerias estratégicas funciona tão bem na prática que, a partir desse resultado, a Sab já está oferecendo consultoria de VoIP para alguns de seus clientes interessados nos ganhos obtidos pela empresa.
“Nossas parcerias são tão eficientes, que se o fornecedor fechar um contrato com um de meus clientes, recebemos uma parte do fee. Dessa forma, a área de TI passa de simples provedora para uma geradora de receitas para a companhia”, detalha Aquino.
A análise do César Tadeu Fava, CIO do Senac-SP e vencedor na categoria Educação, vai mais além. Para o executivo, a grande evolução sentida na área de tecnologia nos últimos anos foi deixar para trás modelos baseados em controle, autoridade, eficiência e aplicar conceitos de colaboração, competências e flexibilidades. “Passamos a deixar de lado os bits e bytes e focar no relacionamento e no diálogo com as equipes, áreas parceiras e principalmente com os usuários de nossos serviços”, garante o CIO.
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