Usuários são os grandes vilões da tecnologia
Por Redação do Computerworld
Publicada em 12 de julho de 2006 às 08h50
Atualizada em 14 de julho de 2006 às 11h27
São Paulo - Conheça histórias de usuários atrapalhados que trouxeram dores de cabeças para gestores da área de TI, e saiba como agir.
Se você é administrador de redes ou é responsável pelo suporte da área de TI de uma empresa, não pense que já viu tudo o que um usuário pode fazer.
Leia abaixo quatro histórias desastrosas, se identifique com os relatos e veja que tudo pode ter uma solução.
Proteção ao cliente
Senright, leitor de InfoWorld, tem uma história triste para contar. Um usuário remoto telefonou para dizer que seu laptop não estava mais funcionando. Em uma longa conversa, ele negou, inicialmente, que alguma coisa fora do comum tivesse acontecido. Acabou revelando que havia derramado uma lata de Coca-Cola inteira no teclado. “Ele me disse que tinha usado um secador de cabelo para resolver o problema, mas, mesmo assim, o laptop não inicializava. Pedi para que ele me mandasse, que eu consertaria.”
Quando SEnright abriu a caixa com o laptop no dia seguinte, levou um susto. “O cavalheiro não usou um secador de cabelo, provavelmente ele pediu emprestado uma pistola de calor, porque tudo que sobrou do teclado foi um pedaço de plástico preto derretido.”
Solução: O laptop só estava segurado contra dano “acidental”. A partir deste incidente, a necessidade de manter uma cobertura total para equipamento móvel se tornou óbvia para SEnright.
Moral da história: Proteja seus usuários móveis. Isso significa não apenas proteção para hardware, mas também treinamento e políticas claras sobre o que pode ou não ser feito com hardware da empresa fora da empresa. E certifique-se de que os usuários façam backup dos dados religiosamente quando estão no escritório ou na estrada.
A ameaça da lei
Defensores da lei podem acabar com tudo – inclusive redes que estão funcionam bem. Arriscam-se os gerentes de TI que ignoram o impacto que o cenário legal, em constante mudança, exerce sobre a tecnologia.
Certa vez, fui chamado a atuar como árbitro entre o conselho interno, a gerência sênior e a equipe de TI depois de a empresa ter sido informada de que pornografia infantil havia sido rastreada até seus servidores. A companhia não sabia se deveria ajudar na investigação descobrindo o funcionário responsável, ou limitar-se a remover os arquivos ofensivos e, possivelmente, pagar uma multa, evitando, assim, mais problemas.
No fim das contas, os advogados conseguiram fazer um acordo com os investigadores. A rede de TI continuou ativa, rastreamos a pessoa nefasta e ela foi presa. Sem alarde.
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