Profissão do futuro: bioinformata vive entre bits e células
Por Edson Soares, especial para o IDG Now!
Publicada em 02 de maio de 2006 às 08h00
Atualizada em 02 de maio de 2006 às 15h04
São Paulo - Profissão conhecida por trabalho no projeto genoma humano cresce, ampliando sua atuação ao agronegócio e à indústria.
Onze anos se passaram desde o primeiro mapeamento genético completo de um ser vivo livre, a bactéria Bacillus influenzae, e o termo bioinformática ainda parece coisa de laboratório de séries futuristas.
Mas, ao contrário do que muitos pensam, o bioinformata já é um dos profissionais mais procurados no mercado externo. Foram 20 mil contratações nos Estados Unidos em 2005, segundo a National Science Foundation. No Brasil, em 2001, com apenas 354 empresas, o setor já respondia por 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB).
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O genoma humano, cujo mapeamento foi concluído em 2003, oferece cerca de 30 mil genes para serem estudados. E claro que, para tarefa tão árdua, o mais fácil é usar computadores.
Por conta também de questões como os transgênicos, biocombustíveis, células-tronco, entre outras, os profissionais que controlam essas máquinas e programas ganharão cada vez mais relevância, se tornando cargo fundamental de qualquer laboratório no futuro.
Onde estão esses profissionais e o que eles fazem? Resumidamente, os bioinformatas trabalham usando a computação para resolver problemas da biologia. Por esse motivo, estão em empresas de biotecnologia ou em laboratórios de instituições de pesquisa.
Reconhecido oficialmente na década de 90, em razão do projeto do genoma, o bioinformata já existe de fato desde a década de 70, quando teve início o uso da computação como ferramenta para estudo da biologia. Atualmente, ele trabalha questões não somente ligadas à saúde humana como também ao agronegócio e à indústria.
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