Campanha pela paz no RJ quer engajar usuários do Twitter
A crise da violência do Rio de Janeiro é uma boa ocasião para colocar à prova a estratégia de redes sociais do governo do Estado. Iniciado há um ano, o projeto conta com uma série de canais e ações em andamento no Twitter, Facebook, YouTube e Orkut, num trabalho que foi intensificado nesta semana em razão da luta contra o tráfico.
Um exemplo prático: o subsecretário de segurança Edval Novaes, definido no projeto como o porta-voz para mídias sociais, respondeu na tarde desta sexta-feira (17/11) perguntas de internautas via Twitcam.A conversa durou cerca de meia hora.
O objetivo foi atualizar a população sobre o desenrolar das ações de combate ao tráfico e tirar dúvidas. Ele espera, assim, evitar “boataria, informações desencontradas e aproximar cidadão e governo”, explica Risoletta Miranda, diretora-executiva da FSB Digital, empresa que coordena o projeto de mídias sociais do governo do Rio de Janeiro.
Ontem Novaes também conversou com os internautas e deve repetir a dose nos próximos dias. ‘Ele é o porta-voz do governo para as redes sociais. O foco da estratégia é dar informações, com o máximo de entrevistas possível, e assim evitar a boataria e o pânico”, diz Risoletta.
“Na ação de ontem, durante a coletiva do secretário Beltrame, houve 250 mil exposições no Twitter, com mais de 180 mil tweets com a hastag que criamos para esse fim:#beltrame”
Campanha pelo Twitter
Outro exemplo de ação surgiu hoje. O GovRJ, nome do projeto de redes sociais do governo, criou a campanha “Paz no Rio”, que tem no Twitter seu principal canal de difusão. A ação consiste em estimular os usuários para que eles insiram selos em defesa da paz no Rio de Janeiro em seus perfis de redes sociais, especialmente o Twitter e o Facebook. O serviço utilizado para isso é o Twibbon.

Naila Oliveira, profissional da FSB Digital responsável pela coordenação do projeto de redes sociais do governo, explica que a atuação em cada canal da web respeita as características do meio, com linguagem e comunicação direcionadas.
O Facebook, por exemplo, privilegia o engajamento e discussões, especialmente por parte as classes A e B, que respondem pela maior parte do público do site.
O Orkut, muito representado pela classe C, destaca informações de interesse público. Durante as chuvas de fevereiro, por exemplo, o GovRJ usava seu perfil do Orkut para informar sobre escolas que ficariam sem aulas.
No canal do GovRJ do YouTube,vídeos com entrevistas de Novaes e também de José Mariano Beltrame, secretário de segurança, e também de Sérgio Cabral, governador, entre outros. No Flickr, fotos de eventos e outras atividades do governo. A estratégia não contempla blog.
O Twitter funciona como canal de informação e também como ponto de convergência entre todos os canais, pois, por meio dele, os usuários são estimulados a visitar os demais canais.
Convergência, aliás, é um tema que Risoletta afirma ser uma busca constante, na rede e também com a assessoria de imprensa do governo do Rio, de responsabilidade de outra divisão da FSB. “Estamos sempre em contato com a assessoria para as ações sairem coordenadas”.
Uma observação a fazer
Percebe-se que a estratégia de redes sociais delineada levou em consideração o perfil de cada canal e fez um estudo sobre a melhor maneira de utilizá-los. Mas uma questão a ser observada é que o portal do governo não está integrado ao projeto – a FSB Digital foi contratada para criar e executar as ações de redes sociais, por isso não responde pelo portal.
Assim, o portal “não conversa” com os demais canais de redes sociais. O usuário – eu fiz essa experiência – enfrentará dificuldade básicas, como, por exemplo, achar rapidamente no portal botões que encaminhem para Twitter, Facebook e YouTube, só para citar alguns exemplos simples. O mesmo raciocínio vale para a distribuição rápida e fácil de informações de interesse público contidas no site.




Jornalista, é Editor de Opinião e Redes Sociais do Now!Digital, que edita o IDG Now! Formou-se pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, já trabalhou em redações de TV, jornal e foi colaborador de diferentes revistas. 


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