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Arquivo da Categoria ‘Inovação’

TI nos países emergentes crescerá com mobilidade, vídeo e “nuvem”

*De Paris *

Que o mundo está conectado todos sabemos. Que a tecnologia e a rede se embrenharam de vez em nosso no dia-a-dia e mudaram as relações sociais e de negócios também não é novidade. Mas como é a conjuntura econômico-social na qual a tecnologia da informação está inserida? De que modo a TI modifica e ou responde a mudanças da sociedade? Sendo mais específico: como esse processo se dá naquilo chamamos de mercados emergentes, no qual o Brasil é um dos protagonistas?

O estudo global “Opportunities and Challenges: Navigating Emerging Markets” da Forrester Research, nos ajuda a compreender melhor esse cenário.

Apresentada na terça-feira (7/12) durante conferência em Paris com jornalistas de 16 países realizada pela Orange Business Services – divisão B2B do Grupo France Telecom -, a análise mapeia o ambiente de negócios e tecnologia nos países em desenvolvimento.

Tive a oportunidade de acompanhar a apresentação feita em Paris pela analista sênior da Forrester Research Jennifer Bélissent, que foi complementada por análises, via videoconferência, dos principais executivos da Orange Business Services na França, região Ásia Pacífico, Índia, Oriente Médio/África e América Latina.

O tripé do futuro
No cenário traçado por Jennifer, a demanda por tecnologia da informação hoje – e que será ampliada num futuro próximo – está direcionada para o tripé computação em nuvem, mobilidade e vídeo.

Em cada uma dessas áreas descortina-se uma vasta gama de serviços atuais e futuros e que envolverá vários tipos de fornecedores no mundo inteiro. Há alguns fatores que explicam essa expectativa.

Para começar, vamos recorrer a um exemplo de São Paulo, mas que serve perfeitamente para outras capitais. O estudo da Forrester aponta que 62% dos executivos que comandam a área de TI na capital paulista dizem que expansão do uso de vídeo é uma prioridade – pense no uso de videoconferências, por exemplo.

Um dos estímulos para isso é tentativa de fugir do trânsito – evitando assim perda de tempo e redução de gastos – e a queda da fronteiras para fazer negócios. É muito mais prático, rápido e barato conversar por videoconferência do que se deslocar para outro estado ou país a todo o momento.

“O Brasil conta com vários competidores fortes de TI em seu mercado. As empresas de telecomunicações também são grandes e têm influência. Além disso, será sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Tudo isso deve impulsionar o setor de TI no País”, disse Jennifer.

Outro dado da pesquisa indica que 62% dos tomadores de decisão nas companhias no mundo inteiro querem priorizar soluções de mobilidades para estar em contato permanente com colaboradores e clientes.

“O interesse pelos mercados emergentes não de dá mais só por mão de obra de baixo custo, mas também pela orça do mercado interno”.

Contexto
O que favorece a expansão e a maior complexidade dos serviços de TI são aspectos como o alto crescimento da população nos países emergentes, o ritmo acelerado de urbanização e a globalização.
Podemos incluir na lista o fato de que os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) mostram-se fortes economicamente, com mercado consumidor interno pujante e em busca de esticar os braços para além de suas fronteiras.

A Orange Business Services credita, por exemplo, parte de sua expansão na América Latina ao atendimento de multinacionais brasileiras que avançam no exterior.

Para dar uma idéia, a população global deve crescer 30% entre 2010 e 2050, segundo a Forrester. Mas a expansão de apenas 3% nos países desenvolvidos contrasta com o crescimento de 96% na população dos países em desenvolvimento.

A projeção é de que a população urbana cresça de 3,4 bilhões de pessoas para 6,3 bilhões em 2050, com a explosão de “megacidades” – de apenas em 1975 para 29 em 2025. Em 2030, 75% da classe média global estará nos países emergentes, estima a Forrester.

Desafios globais
Se é responsável por imensas possibilidades de negócios e de inovação, esse panorama também acende o sinal de alerta para questões delicadas hoje já conhecidas e que devem se acentuar daqui por diante, a saber: a escassez de energia e de água e problemas de transporte e segurança pública.

TI pode se beneficiar do desenvolvimento de cidades inteligentes

TI pode se beneficiar do desenvolvimento de cidades inteligentes

Diante dessa conjuntura, a TI pode ser uma aliada dos governos para encontrar soluções sustentáveis e de baixo impacto nessas áreas, assim como em educação, saúde, construção civil e serviços públicos.

“As ‘cidades inteligentes’ e os ‘governos inteligentes’ vão buscar novas soluções de tecnologia. Assim, novos negócios e inovação na área devem surgir”, analisou Jennifer Bélissent, da Forrester Research.

* O jornalista viajou a Paris a convite da Orange Business Services

As empresas estão nas redes sociais, mas os CEOs…

Ouvimos aos borbotões notícias de empresas que ingressam nas redes sociais. Mas, quando é o CEO, a história é diferente.

Um estudo da agência internacional de relações públicas Weber Shandwick aponta que 64% dos comandantes das maiores companhias do mundo não têm perfis nas redes sociais.

A informação está na pesquisa “Socialize seu CEO: De (anti)social a social”. O trabalho procurou identificar as atividades de comunicação publicamente visíveis, como entrevistas a jornais e revistas e atuação na internet.

Segundo o estudo, nove entre dez CEOs das 50 maiores empresas do mundo se comunicam por canais convencionais: 93% são citados em reportagens da imprensa internacional e em veículos de negócios.

A comunicação online, por sua vez, não é comum  no cotidiano desses executivos. O principal canal de exposição são perfis sobre eles na Wikipédia. No mais, a atuação é modesta: 36% participam de alguma maneira dos sites de suas companhias ou redes sociais. Nestes casos, os exemplos são os compartilhados pela maioria dos internautas, como Twitter, Facebook, LinkedIn ou blogs corporativos, entre outros.

A pesquisa procurou identificar também quem é o CEO ativo nas redes sociais. Veja alguns de seus traços característicos:

* CEOs que participam atividamente de redes sociais geralmente comandam organizações muito conhecidas.

*  Os “CEOs sociais” participam de mais de uma rede: 72% deles utilizam 1,8 canais na intenet.

* Os CEOs americanos são os mais participativos.

* Quanto maior o tempo no cargo, maior a atuação nas redes. Segundo a pesquisa, os CEOs com até 3 anos no cargo participam menos que aqueles que têm mandatos médios ( 3 a 5 anos) ou mais longos (acima de 5 anos). As porcentagens, respectivamente, são  30%, 38% e 43%.

E por que então os CEOs participam tão pouco das redes sociais?

Segundo a Weber Shandwick, uma das razões é que prevalece a ideia nesse público de que o tempo é melhor empregado no relacionamento com clientes e funcionários. Isso sem falar no fato de que o departamento jurídico costuma recomendar cautela na web 2,0, avalia Weber Shandwick.

Cofundadores do YouTube e MySpace procuram startups no Brasil

O auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, esteve apinhado de gente na tarde desta terça-feira. Na plateia, inúmeros empreendedores ou candidatos a empreendedores, entre outros convidados. Era fácil perceber que a imensa maioria era composta por jovens.

Eles estavam lá por uma razão muito simples: queriam ouvir o que investidores do Vale do Silício – a meca da tecnologia mundial – tinham a dizer aos brasileiros na Semana do Vale do Silício, evento realizado de hoje até o dia 12 e que também passará pelo Rio de Janeiro.

Para a plateia e para diversos profissionais do setor digital, é importante saber se esses rapazes – que ter os seus trintas e poucos anos -, responsáveis pela chave de cofres de investidores internacionais, estão dispostos a destinar recursos a projetos de tecnologia desenvolvidos no Brasil.

Afinal, enquanto as economias americana e europeia estão cambaleantes, a brasileira vai bem e o País se destaca entre os emergentes. Logo, despontamos como alvos preferenciais para investimentos de diversos setores, incluindo o de tecnologia.

Pesquisa in loco

A resposta é quase a mesma entre os visitantes ilustres – e destaque-se a palavra “ilustres”. Estamos falando, entre outros, de cofunfadores de empresas como YouTube, MySpace.

“Sim, estamos estudando investir em startups no Brasil. “E minha primeira vez no País, um mercado que se mostra muito bom para investimentos”, emenda de bate pronto Jawed Karim, cofundador do YouTube e sócio fundador do fundo de investimento de risco Youniversity Ventures, criado em parceria com investidores do PayPal.

“Claro, estamos explorando o mercado para identificar as melhores oportunidades”, diz Aber Whitcomb, ex-CTO e cofundador do MySpace.

Ele e Karim desligaram-se respectivamente de MySpace e YouTube há algum tempo e hoje buscam identificar oportunidades de investimentos em novas startups mundo afora.

Embora afirmem a disposição em investir, ambos tergiversam ao falar sobre os perfis dos projetos.

Whitcomb foi encarregado da engenharia e operações técnicas daquela que já foi a maior rede social do mundo. Ele se notabilizou como um especialista em redes, armazenamento e computação em grande escala.

Formado em Ciência da Computação, Karim, por sua vez, tem buscado até o momento oportunidades entre ex-alunos e alunos da Universidades de Stanford e Illinois.

Desafios

Outro que reforçou o discurso de exaltação ao mercado brasileiro de tecnologia é Paul Bragel, confundador da americana I/O Ventures, que investe em startups.

Também se dizendo em busca de oportunidades de negócios no País, Bragel destaca a possibilidade de parceria local. Um dos desafios para o mercado nacional, no entanto, é ampliar a massa de profissionais qualificados para o setor de tecnologia.

“Há engenheiros muitso bons aqui, mas geralmente eles são contratados por grandes bancos e outras companhias de porte. É preciso ampliar a capacidade de recursos humanos no País”, disse.

“Os negócios no Brasil estão animados, hás boas expectativas. O importante é fazer o que estamos fazendo: vir ao País, pesquisar o mercado, compartilhar experiências”, afirmou Bragel, que disse ter conhecido mais do mercado digital brasileiro depois da venda milionária do Buscapé para o Naspers.

Como eles vieram parar aqui

Os investidores estão no Brasil graças ao empenho de três brasileiros: o professor José Augusto Corrêa, da FGV; Rodrigo Veloso, CEO da O.N.E, que tem sede em Los Angeles; e Reinaldo Normand, fundador do Zeebo, startup criada originalmente como um console de videogame e hoje posicionado como uma “plataforma de entretenimento e educação adquirida pela Qualcomm.

Eles são sócios na BricChamber , empresa definida como uma “Câmara de negócios Brasil, Rússia, Índia e China – a referência ao Bric está no nome.

O maior objetivo da companhia é estimular o empreendedorismo em países emergentes. Para isso, propõe-se a promover intercâmbios de negócios e compartilhamento de experiências entre empreendedores dos mercados em desenvolvimento.

Sua atuação se dará em diversos setores da economia, como energia e bens de consumo. A área de tecnologia foi escolhida para dar a largada em função do bom trânsito que Normand tem entre as cabeças pensantes do Vale do Silício.

A Futurecom em tweets

É um corre-corre danado na Futurecom. Sai de um painel, vai para outro, entra na sala de imprensa. Senta, escreve e publica. Grava vídeo. Tuita. Coloca no Facebook. 

Isso no meu caso e no de  outros que trabalham em sites e usam as redes sociais para divulgação de informações. Para os de jornais, é o inadiável fechamento ( quer dizer, às vezes atrasa, eu sei como é que é…). 

Depois um café ou suco entre os colegas jornalistas – gente da vários Estados do Brasil e de outros países. Muitos argentinos - e argentinas!  

E conversas sobre tudo: o tablet novo, o debate acalorado sobre banda larga, mas também a rodada do Brasilerão, a morte do Polvo Paul, eleições e o show da Maria Rita.  E lá vamos rodar entre os estantes das empresas, conversar com as fontes, descobrir pautas.

Visões em 140 caracteres

Bom, isso é in loco. Mas há um ambiente que faz uma síntese bem peculiar do que ocorre na Futerecom. Melhor ainda: um local que, de uma outra, reflete o ritmo, o clima do evento, com a saudável riqueza de agregar olhares de todos os tipos, não especificamente de jornalistas:  o Twitter.

São visões e ideias de pessoas diversas que ajudam a entender melhor o que se passa por aqui durante os três desse que é um dos principais eventos de tecnologia do Brasil.

Selecionei a lista de tweets com base, na maioria dos casos, naqueles que tuitaram com a hastah #futurecom, a mais utilizada.  

 

Igor Kardush kardush  Já sei qual a escola do Falco. Otávio Azevedo da AG está alfinetando todo mundo sobre o PNBL na #Futurecom

Leandro Rodrigues lecarv  A palestra de Banda Larga na #futurecom esta pegando fogo. Muito bom isso.

Clayton clayton_melo  Otávio M.Azevedo(Andrade Gutierrez): “Não existe um plano de banda larga” #futurecom http://yfrog.com/n8axskj

Clayton clayton_melo E Jarbas Valente(Anatel) rebate Otávio Azevedo: “Brasil tem, sim, um Plano Nacional de Banda Larga” #futurecom

Computerworld - Br ComputerworldBR  Telebrás garante cronograma do plano de banda larga para 2010 http://bit.ly/9ntieV

IDG Now! IDGNow  PM paulista vai lançar 190 via SMS para surdos http://bit.ly/dvPLHi

Bruna Souza brunasc07  Painel sobre os desafios para disseminação da Tv digital no Brasil r América latina #futurecom

Cristina De Luca DeLuCa RT @portalipnews: #Futurecom Tam realiza primeiro vôo com chamadas de voz e tráfego de dados a bordo http://bit.ly/a1EdvT

Fabio Monfrin fabiomonfrin  Pesquisa aponta que 70% dos brasileiros usuários de internet gostariam de acessar pelo celular. #futurecom #CBN about 20 hours ago via Mobile Web

Leandro Bravo lebravo  #futurecom Vou ver a palestra do Steven Dubner http://stevendubner.com.br e ao mesmo tempo tem painel com @marcelotas e a @garotasemfio :/

Erika Mioshi erikamioshi Hoje na #Futurecom tem @marcelotas falando sobre a influência da Geração Y no mundo dos negócios.

Paulo Gratão ✔ paulogratao E uma jornalista gringa aparece no #futurecom, escreve que o Brasil respira política (?) e que o evento foi marcado pela ausência do PT. Oi?

Rafael Rigues rafarigues 14 Reais por um sanduiche prensado e uma coca. Vou largar o jornalismo e abrir uma lanchonete em feiras de telecom, rende mais #Futurecom

Monica Notton MoniNotton Pô, maridão que nem liga para tecnologia vai à Futurecom.Bem q ele poderia ter dado convite de niver de casamento que é HOJE! \o/ #futurecom

Cauê Fabiano Cauefabiano  Galaxy Tab, tablet da Samsung na #Futurecom http://vqv.me/wSj Esse dispositivo de 7″ pode ser usado como celular (!!) (via @pcworldbrasil)

DanieleZ DanieleZ  estamos ferrados: RT @lebravo: #futurecom “Os 4 pilares de desenvolvimento do pais: energia, saneamento, transporte e banda larga” – Cisco.

 Vinicius Rocha VRSS  Assine petição global à favor do PROTOCOLO da BIODIVERSIDADE > http://bit.ly/9cE1TB > via @AVAAZ que mobilizou BR p/ #fichalimpa #futurecom

 Rodrigo Braga rcbraga Vivo acaba de divulgar que o seu serviço de estudo de inglês por celular possui 600 mil assinantes. #Futurecom #PainelVAS

 Thiago Moreira tggmoreira Fiamma: A importancia da mudanca do modelo da banda larga movel de flat fee para pay per use, o modelo atual nao e sustentavel #Futurecom

 Sergio Barros SergioBF  Presidente da Oi, Eduardo Falco, critica Anatel por privilegiar operadoras novas no leilião da banda H. #Futurecom

Clayton clayton_melo  Dep.Julio Semeguini da entrevista a CW, p/ Edileuza Soares (Will Marchiori na câmera). Mais tarde no ar #futurecom http://yfrog.com/71bnnjj

Jean Souza jeanprs Hoje na #futurecom tem show da Maria Rita…

Elisa Santos elisantoss  #Futurecom show de bola! Aproveitando tudo o que eh possivel!!! Hoje a noite, show da Maria Rita!

fufa fufa Apenas uma coisa me preocupa: a bateria do telefone ta acabando #futurecom

DM9 levará universitário para conhecer o mundo e contar em blog o que viu

A DM9DDB vai escolher um universitário de 21 anos, de qualquer área, para viajar por 9 grandes cidades do mundo em 99 dias e manter um blog com relatos de sua experiência.

Chamado de 99 Novas e lançado nesta segunda-feira, em São Paulo, o projeto faz parte das comemorações pelo aniversário de 21 anos da agência. As inscrições para o projeto já podem ser feitas por meio do site da iniciativa.

Os pré-requisitos são ter ou completar 21 anos até o dia do embarque (9 de janeiro de 2011), estar cursando alguma instituição de ensino superior, desde que reconhecido pelo Ministério da Educação (recém-formados também são aceitos), ser fluente em inglês, ser brasileiro e morar no País.

No roteiro da viagem constam Nova York, Paris, Barcelona, Bangcoc, Xangai, Tóquio, Londres, Milão e Mumbai.

Como é o processo seletivo
O processo de seleção é dividido em três fases. Na primeira, os participantes terão de responder a um teste online com 99 perguntas
sobre conhecimentos gerais. Os 99 candidatos que acertarem mais questões no menor prazo passarão para a segunda etapa.

Na fase seguinte, será necessário gravar um vídeo de 90 segundos em inglês sobre um tema que será anunciado posteriormente, além de uma entrevista online também na língua inglesa. Apenas nove postulantes serão selecionados.

Na etapa final, esses nove passarão por uma prova mais específica: terão de montar um blog – o objetivo é ver como a pessoa se sai com a ferramenta em si, se domina minimamente e tecnologia para saber se virar quando estiver na viagem. Também haverá uma entrevista presencial, que selará a sorte do felizardo.

Tendências mundo afora
O objetivo da agência é que o estudante escolhido descubra tendências, mostre comportamentos e histórias de culturas diferentes.

“Quero que o blog seja um lugar para indicar tendências. Não é um projeto de emprego, mas de conhecimento”, diz Sérgio Valente, presidente da DM9DDB.

E não pense você que o objetivo é endeusar o último hype.

“Nossa intenção não é que o escolhido indique a moda mais recente. É para a massa também. Quero saber quem é o Luan Santana de Nova York, Xangai”, afirma Valente. Ele se refere ao novo ídolo do chamado “sertanejo universitário”.

A proposta não é dar emprego, mas a agência não descarta a possibilidade de convidar o universitário a trabalhar na DM9DDB ao retornar da viagem.

Qual a importância de um link?

Para que serve um link?

A resposta que vem de supetão é mais ou menos a seguinte: para levar de uma página a outra da web. Para complementar a questão, podemos dizer que serve para apontar correlações entre conteúdos e, assim, enriquecer a experiência do internauta.

O ato de inserir links provocou mais mudanças na sociedade do que se pode imaginar à primeira vista

O ato de inserir links provocou mais mudanças na sociedade do que se pode imaginar à primeira vista

Não há dúvidas de que isso esclarece, num nível bem imediato, à dúvida de que para que servem os links.

Mas que tal aprofundarmos um pouco mais o olhar e pensarmos a que outras razões servem um link? Que tal refletirmos sobre a maneira como ele modifica nossa relação com a informação, segurança, qual seu impacto na economia, comunicação, marketing – se é que ele interfere de alguma forma nesses campos?

Será uma boa pedida também avançar mais, agora para um plano mais abstrato: o link já não teria se tornado um elemento cultural de nossos dias, já não estaríamos “pensando por links”, tamanhas as conexões possíveis em nossos dias? No plano da linguagem, o que mudou?

O link induz à especialização

Comecemos pela leitura de negócios.

“O link muda tudo”, escreve Jeff Jarvis em ‘O que faria a Google?” (Editora Manole).

Para empresas e profissionais de toda a ordem, especialmente os que atuam na área de serviços, um efeito direto é o aumento da especialização. “A ideia de fornecer um produto de tamanho único que faz tudo para todas as pessoas é vestígio de uma era de isolamento”, escreve Jarvis, eleito pelo Fórum Econômico Mundial um dos 100 maiores líderes de mídia do mundo.

“E a especialização cria uma demanda por qualidade – se você quiser se concentrar em um mercado ou serviço, é melhor ser o melhor para que as pessoas coloquem links para você, de modo que você suba nos resultados do Google e as pessoas possam encontrá-lo e clicar em seu site”.

“No varejo, na mídia, na educação, no governo e na saúde – em tudo -, o link fomenta a especialização, a qualidade e a colaboração, além de alterar os antigos papéis e criar outros. O link muda a arquitetura fundamental das sociedades e das indústrias, assim como as vigas e os trilhos de aço mudaram o modo como as cidades e nações são construídas e seu funcionamento”, diz.

Para completar o raciocínio de Jarvis, o maior número de conexões eleva o valor e estimula relações e conhecimento.

Um componente da linguagem

Agora, deixemos de lado o plano concreto onde se situam a economia e a sociedade e olhemos por outro prisma.

Um autor que também se debruçou sobre os efeitos dos links é Steven Johnson. Há um capítulo sobre o tema em seu “Cultura da interface”. Se Jarvis analisa o link a partir do contexto das transformações provocadas pelo Google, Johnson prefere a perspectiva da linguagem.

“O link é a primeira nova forma significante de pontuação a emergir em séculos, mas é só um sinal do que está por vir”, redigiu em seu livro, em 1997. “O hipertexto, de fato, sugere toda uma nova gramática de possibilidades, uma nova maneira de escrever e narrar”, argumenta Johnson, que é formado em semiótica e literatura.

Um dos pontos centrais do argumento dele é que, ao contrário do que muito se apregoa, os links não são desagregadores, os culpados pela suposta dispersão dos internautas num labirinto digital, um convite à superficialidade.

São antes “um recurso sintético, uma ferramenta que une múltiplos elementos num mesmo tipo de unidade ordenada.”

Isso demonstra que, para Johnson, o link é um componente lingüístico presente na interface web, o que confere à palavra um papel relevante no ambiente digital.

Construção do conhecimento

Para entender a ideia, pense no percurso que se tem a partir de links associados a um tema central – uma matéria sobre o uso das redes sociais pelas empresas, por exemplo. Se bem escolhidos, os links seguramente proporcionarão um entendimento muito maior, formado a partir de múltiplas vozes, olhares e recortes.

A meu ver, pegando a deixa de Johnson, não poderíamos dizer que é como se tudo acabasse fazendo parte de uma grande narrativa – aliás, uma forma diferente de narrativa – , que começa pelo texto principal, prossegue pelo conteúdo  sugerido pelos links e só ao final desse processo é reelaborada pelo internauta?

É uma nova maneira de processar conhecimento.

Como aproveitar melhor essa nova possibilidade? Eis um exercício que está diante de nós todos os dias, a cada novo clique.

Gerador automático de aplicativos é filão para o marketing? A Artech pensa que sim

Imagine*, caro leitor, que você tenha aplicativos em seu smartphone que o ajudem a gerenciar diversas atividades: finanças, histórico de saúde (horário de tomar remédios, quantas vezes foi ao médico e datas de novas consultas, seu tipo de sangue), informações referentes ao seu automóvel (lembretes de quanto trocar óleo, filtro de ar, gasto de combustível mensal), tarefas, projetos profissionais e por aí vai.

Com foco hoje no segmento corporativo, empresa uruguaia também vai desenvolver aplicativos móveis para o consumidor comum

Empresa uruguaia estuda venda de patrocínio em aplicativos móveis destinados ao consumidor

Programas assim já estão por aí ou estão em vias de chegarem ao seu celular.

Mas um dado novo nessa história – e que pode interessar a empresas e agências digitais -  é que aplicativos com a função de auxiliar o usuário em suas atividades cotidianas podem virar um filão de marketing à medida em que a mobilidade se populariza no Brasil. Ainda mais se eles forem programados automaticamente por uma ferramenta inteligente, o que proporcionaria agilidade e redução de custos.

Pelo menos essa é a aposta da Artech, empresa uruguaia de tecnologia fundada em 1988 e que mantém, além da sede, em Montevidéo, escritórios no Japão, EUA, México e Brasil.

Aplicativos patrocinados

O grande projeto da companhia agora é a criação de aplicativos para smartphones gerados de modo automático, por uma ferramenta inteligente, com a possibilidade de veiculação de publicidade ou mesmo patrocínios de empresas.

A lógica é a seguinte: uma companhia da área de saúde, por exemplo, poderia encomendar o desenvolvimento de um aplicativo sob medida para as necessidades de seu cliente – pense no exemplo que citei do programinha que organiza a vida médica do cidadão. O consumidor instalaria o aplicativo em seu celular, sem pagar nada por isso.

Em outros termos, a empresa-anunciante patrocinaria para seu cliente um serviço – no caso, um aplicativo que organiza a vida médica da pessoa – , dispondo assim de um instrumento para se manter próxima do consumidor.

Esse mesmo modelo pode ser replicado para companhias de variados setores e que precisam investir no relacionamento com o consumidor.

O projeto de aplicativos para celulares ainda está em fase embrionária na Artech. Os primeiros programas para smartphones feitos pela empresa foram anunciados nesta semana em Montevidéo no XX Encuentro Genexus, que tive a oportunidade de acompanhar.

O evento reuniu durante três dias a “comunidade Genexus” – desenvolvedores, clientes e distribuidores que usam a ferramenta. Cerca de 3,5 mil pessoas de vários países, como Brasil, México, Argentina, China e EUA, estiveram presentes.

Avanço da mobilidade abre novas frentes para empresas de softwares

Avanço da mobilidade abre novas frentes de negócios para empresas de softwares

Os aplicativos para smartphones desenvolvidos pela Artech estão aptos a rodar em diferentes sistemas, como Apple (iPhone, iPad), RIM (Blackberry) e Google (Android).

A versão beta para testes estará disponível para desenvolvedores em outubro. O lançamento comercial está previsto para março de 2011.

Modelo comercial

Como o projeto acabou de sair do forno, a Artech ainda não formatou o plano comercial para os aplicativos patrocinados e nem tem ideia da receita que a novidade deve gerar.

“O momento é muito promissor para a mobilidade, e queremos nos colocar bem nesse segmento. Haverá um novo modelo de negócios em virtude disso, com possibilidade de venda de patrocínio ou publicidade. Mas tudo ainda está muito novo, não temos claro como será esse modelo de negócios”, afirmou o engenheiro de sistemas uruguaio Nicolás Jodal, sócio e vice-presidente da Artech.  “Estamos experimentando”, disse.

“Existe a possibilidade de uso customizado dos aplicativos por empresas. Mas nosso primeiro objetivo é atender a um novo comportamento do consumidor, que passou a demandar serviços para o celular”, reforça o também uruguaio e engenheiro de sistemas Breogán Gonda, presidente e sócio da empresa.

“O celular representa uma grande oportunidade para nós, é uma revolução, ainda mais no Brasil, onde a mobilidade avança rapidamente”, reforça Gerardo Wisosky, country manager da Artech para o Brasil.

Genexus,o  programa que faz programas

No caso da Artech, há outro ingrediente que torna a estratégia peculiar: os aplicativos são gerados automaticamente por uma ferramenta de sua propriedade chamada Genexus, definida pela empresa como um software que faz programas.

Por esse processo,  o aplicativo não é desenvolvido a partir da programação convencional, feita “à unha” (manualmente) pelo desenvolvedor. Em vez de escrever linhas e mais linhas de códigos, o que toma um bom tempo das equipes de TI, o desenvolvedor se concentraria em descrever para a máquina o que ele quer do aplicativo: a linguagem utilizada, funcionalidades, configurações, recursos. E a ferramenta entrega o software pronto.

O argumento da Artech é que o gerador de código proporciona agilidade para desenvolver o software, ganho de produtividade e redução de custos.

Do corporativo ao usuário comum

Se a exploração do segmento móvel é uma nova frente de atuação, o mesmo não se pode dizer da utilização de geradores de código pela empresa. Esta é justamente a principal característica da Artech e de seu Genexus.

A companhia uruguaia nasceu com a proposta de ser uma empresa especializada em soluções para desenvolvimento, gerenciamento e manutenção automática de aplicativos.  Seu principal nicho de mercado é a tecnologia corporativa. Entre as empresas que utilizam o Genexus no Brasil estão Porto Seguro, Faber Castell, Toyota, Itaú-Unibanco e Tecnisa.

Com cerca de 6 mil clientes, dos quais 1,5 mil no Brasil, a Artech tem faturamento próximo dos 50 milhões de reais por ano e cerca de 70 mil usuários do mundo. O investimento anual em pesquisa é de 5 milhões de reais.

* O jornalista viajou ao XX Encuentro Genexus, no Uruguai, a convite da Artech.

Assistimos a Brasil x Portugal em 3D: torcida comportadinha e refri aguado

Minha expectativa para ver um jogo de futebol em 3D era grande, ainda mais do Brasil numa Copa do Mundo. Ok, ok, o futebol-arte passa longe de nossa seleção, mas já pensou ver saltando da tela um drible endiabrado do Nilmar, com passe para Luis Fabiano e puft! Golaço no ângulo? Se bem que, com Felipe Melo em campo, seria mais fácil imaginar um pega pra capar tridimensional com o, como dizer, afoito (nervoso, diriam outros) Pepe, de Portugal.

Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo
Globo 3D- crédito Zé Paulo Cardeal-TV Globo
Educação britânica durante o jogo do escrete canarinho com Portugal

Era mais ou menos esse o meu espírito ao chegar na manhã de hoje ao Cinemark do Shopping Eldorado, para ver Brasil e Portugal com transmissão em 3D pela Rede Globo.
Cheguei 15 minutos antes do início da partida. Sala praticamente lotada, apenas algumas cadeiras vazias.

Eram convidados da emissora, muitos deles de empresas ou jornalistas, como eu e Rui Maciel, também do IDG Now!, meu companheiro de jornada tecno-ludopédica.

Sentei-me, coloquei os óculos escuros – como já uso óculos, fiz a patacoada de colocar um por cima do outro, mas funcionou.

“Oooooohhhh”
Os jogadores haviam acabado de entrar em campo. A TV mostrou a torcida, técnicos, os boleiros se aquecendo. Não notei diferença nenhuma na transmissão. “Está tudo igual. Cadê, cadê?”, desdenhei.

Foi então que, minutos mais tarde, como num clique, algo aconteceu: a imagem ficou mais nítida, os jogadores pareciam colocados na tela como se fora um efeito de photoshop. Era o sinal 3D. “Ooooooohhh”, ouviu-se, em uníssono, na plateia. O reloginho que marca o tempo de jogo parecia suspenso no ar, diante do meu nariz, com o campo lá no fundo.

Ali percebi que, sim, ver em 3D é diferente. Mas era só o começo. No momento em que a bola rolou, as diferenças ficaram mais nítidas.

Uns minutos depois, um outro “oooooooooh”, agora mais forte, mais espantado: foi a primeira vez que a câmera, já em 3D, saiu do plano geral e focou um grupo de jogadores, de perto, em movimento.

Dentro do jogo
Quando a câmera fica num plano aberto, de longe, não se nota grande diferença. Pense nas tomadas aéreas.

O salto de qualidade, a sensação de que você está dentro do campo e que o que acontece lá pode chegar a você, é sentida quando há um close ou corta-se para uma câmera que fica praticamente na linha do campo.

Aí, meu caro e minha cara, se você tiver tomado uns golinhos a mais, prepare-se: é capaz de você ir atrás da bola ou fugir da bordoada – se o Felipe Melo estiver na jogada, por exemplo. Como eu estava na base da refrigerante de máquina (aguado, hein?), o impacto foi um pouco menor.

Sem replays, só o Galvão
Uma situação curiosa é que, quem estava presente à sessão, não viu a muitos dos replays das jogadas. Em vários momentos Galvão Bueno comentava algum lance que nós não víamos – seria por que nem todas as câmeras utilizadas na transmissão eram para 3D? Provavelmente.

Agora, um detalhe importante: a platéia presente à sessão organizada pela Globo estava comportada demais, serena demais. Nem parecia que estávamos assistindo a um jogo do Brasil na Copa do Mundo. Tudo bem que o jogo foi modorrento, mas nenhum um grito mais bagaceira, nenhuma homenagem efusiva ao juiz? Nada. As pessoas falavam baixinho, pareciam que tinham ido a uma sessão de filmes do Ingmar Bergman.

As exceções foram os raros lances com chance de gol, como a bola que o Nilmar chutou e bateu na trave ou o milagre do Julio César, no segundo tempo, que salvou a pátria.

Assim, meus caros amigos, o resumo da ópera é o seguinte: assistir a um jogo em 3D é uma experiência bacana. Vale a pena. Mas, se tiver o clima de botequim junto, é muito, muito melhor.

Já pensaram no dia em que o 3D estiver em cada esquina, em cada boteco deste País, ligado num futebolzinho regado à cerveja e um churrasquinho supimpa?

Realidade aumentada pode transformar a educação e impulsionar o turismo

A realidade aumentada tem um sem-número de aplicações possíveis. Uma delas – pouco explorada até o momento – interfere nas formas de aprendizagem e no relacionamento do cidadão com o espaço urbano.

augmented-realityTecnologia pode auxiliar turistas nas cidades

É justamente o uso dessa tecnologia nesses dois campos que atrai atenção do sociólogo e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo Sérgio Amadeu da Silveira.

O ponto de partida dos estudos de Silveira – pesquisador do digital e ex-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) – é de que a realidade aumentada enriquece os processos de aprendizagem não-tradicionais.

Monumentos, esquinas, postes e casas são passíveis de receber marcadores digitais equipados com animações, textos, links – e, logo mais, até sons – que podem ser interpretados por celulares e smartphones com realidade aumentada.

Assim, é possível combinar ações no espaço urbano e no ciberespaço que estimulem a criatividade e a pesquisa nas cidades em campos do conhecimento como geografia, história, matemática, biologia, antropologia e filosofia, entre outras, diz Silveira.

Placas de rua
Para dar um exemplo, um marcador numa placa da rua Teodoro Sampaio, no bairro paulistano de Pinheiros, teria explicações, que a pessoa acessaria de seu celular, por meio da realidade aumentada, mostrando que Teodoro Sampaio foi um engenheiro negro muito importante nascido no século XIX, diz, referindo-se a uma tradicional rua no bairro paulistano de Pinheiros.

Esse exemplo é apenas a ponta do iceberg do que a RA é capaz de fazer no campo educacional. A inspiração para as análises de Silveira vem da Holanda, de um projeto desenvolvido pela Escola Montessori, em 2005, que transformou a capital daquele país, Amsterdam, em um imenso tabuleiro do Frequency 1550, um jogo educativo que usa o celular como plataforma. Ele foi desenvolvido para estudantes de 12 a 14 anos entenderem como era a Amsterdam do ano 1550.

Enquanto um grupo de alunos ia às ruas, com celulares de terceira geração dotados de GPS, outro núcleo ficava na escola em computadores conectados à internet. As turmas precisavam de colaboração para vencer o jogo, com testes a respeito da história da cidade na era medieval.

Os alunos que estavam na escola podiam rastrear a posição de seus colegas nas ruas por meio de um mapa na cidade exibido na tela dos computadores ­ também era possível a comunicação por rádio.

Real e virtual
Embora não tenha utilizado realidade aumentada, o projeto da escola holandesa indica o amplo potencial para ações que mesclem o ambiente real e o virtual, avalia Silveira. É possível desenvolver jogos educativos com realidade aumentada para ensinar geografia e história, entre outras disciplinas, afirma.

O modelo tradicional de educação segue o estilo broadcast (unidirecional e não-interativo), enquanto o uso da realidade aumentada representa um novo paradigma para a educação. Ela torna instigante o aprendizado e permite que o conhecimento seja organizado de uma nova maneira, completa.

Cidades aumentadas
Outra possibilidade concreta de utilização dessa tecnologia diz respeito ao poder público. As prefeituras – ou secretarias de Estado e ministérios – poderiam comandar um amplo projeto para “marcar” as cidades brasileiras com códigos de realidade aumentada e explorar esse recurso na área de turismo.

A ideia é que pontos turísticos ou de serviços, como restaurantes, estações de metrô e pontos de ônibus, entre outros, contenham informações úteis para os turistas estrangeiros ou de diferentes localidades do próprio Brasil.

Trata-se de algo possível para o País, do ponto de vista tecnológico, afirma Silveira. A grande questão seria definir o processo para desenvolver os marcadores digitais, o que, diz o especialista, poderia ser feito por meio de colaboração na rede e também por meio de editais públicos.

“Minha proposta é inserir a lógica wiki e colaborativa para levar a realidade aumentada ao espaço urbano. A diferença em relação à Wikipédia, é que a enciclopédia está no ciberespaço, enquanto a RA extrapola o virtual. É o diálogo entre a cidade e o ciberespaço”, afirma Sérgio Amadeu.

A simulação em 3D online vai revolucionar a experiência de consumo

Imagine, leitor, que você acabou de adentrar um restaurante. Antes de caminhar até alguma mesa, olha para o ambiente. Observa a cor da pintura nas paredes, os quadros dependurados, analisa a decoração do local.

3D

Depois vê a disposição das mesas. Investiga se o espaço entre elas é cômodo o suficiente para passar, onde pode ser mais agradável ficar. Então caminha por entre elas e olha os assentos. De repente se senta. Não gostou. Levanta-se e vai até outro ponto do restaurante. Agora, sim, bem melhor. Hora de escolher o prato: pega o cardápio nas mãos e consulta. Decisão tomada, chama o garçom.

Trata-se de uma situação corriqueira, não? Na vida real, sim. Mas a cena acima é a descrição do que já é feito por meio de simulações em 3D e indica a maneira como os consumidores vão se relacionar com os produtos num futuro bem próximo. E aponta também para uma nova tendência nas estratégias de desenvolvimento de produtos.

Recriação virtual

Essa é a visão de Bruno Latchague, vice-presidente executivo de gerenciamento de ciclo de vida de produtos da empresa francesa Dassault Systèmes. A cena do restaurante no começo desta matéria é exemplo de um projeto desenvolvido pela companhia para um cliente na Europa.

“A tecnologia que utilizamos, que é similar à usada em videogames, recria de modo bem realista os ambientes. Assim, é possível projetar como ficarão empreendimentos depois de passarem por reformas. Mais que isso: pode-se saber a opinião dos consumidores a respeito de um projeto de decoração, ambientação de lojas. Permite saber se eles vão gostar ou não e o que sugerem que seja feito”, explica   Latchague, que é francês e esteve em São Paulo na semana para um evento interno da Dassault.

Ele reforça: “O consumidor virou um ator fundamental no processo de criação de produtos. E isso vai revolucionar as estratégias de produção”, afirma Latchague.

Há cerca de 25 anos na companhia e baseado na França, Latchague atua no setor de pesquisas e desenvolvimento. É um dos  responsáveis na organização pelo desenvolvimento daquilo que é chamado de PLM (Product Lifecicle Management), ou gerenciamento de ciclo de vida de produto.

Processo colaborativo

A tecnologia de simulações em 3D é usada pela  Dassault em trabalhos para clientes de variados setores – aeroespacial, farmacêutico, automotivo, varejo, energia e científico. A ideia da companhia é usar a visão em 3D para dar suporte a processos industriais e proporcionar uma visão ampla do ciclo de vida dos produtos, desde a sua concepção até a sua manutenção e reciclagem. Dessa maneira, diz Latchague, é possível melhorar o processo de desenvolvimento de produtos, encurtando prazos e custos e antecipando as reações por parte do consumidor.

Essa evolução é acelerada pela colaboração online. A Dassault, explica Latchague, envolve seus funcionários do mundo inteiro no desenvolvimento de produtos. Por meio de uma plataforma online, os profissionais trabalham sob as mesmas condições, prazos e objetivos para encontrarem soluções. “Nossos colaboradores, como engenheiros e designers, trabalham colaborativamente por meio da internet no desenvolvimento de produtos e outras soluções. Dessa forma, eles podem interferir para melhorar os produtos e adquirem a ideia de que fazem parte de um time”.

“A colaboração é parte importante durante o desenvolvimento, e ela tem de acontecer online, porque torna o trabalho mais ágil. As correções e sugestões são dadas momentos em que as ações acontecem”.

Softwares

Para materializar essa nova visão sobre o desenvolvimento de produtos, a Dassault tem alguns softwares: Catia, para desenho do produto virtual; SolidWorks, voltado a desenho mecânico 3D; o Delmia, de produção virtual; Simulia, para a simulação do real; Enovia, responsável pelo gerenciamento global e colaborativo do ciclo de vida de produtos; e o 3DVIA, para experimentação 3D online.

Fundada em 1981, a Dassault atua em mais de 80 países, contando o Brasil, e tem mais de 100 mil clientes no mundo. Entre os clientes no Brasil estão montadoras, Embraer, ITA, IPT, Grendene e Natura.