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LinkedIn: Pagar ou não pelo serviço premium, eis a questão

Essa é a segunda parte de uma série de posts iniciada hoje sobre o uso otimizado da rede social LinkedIn, escrita pelo colega jornalista expert em serviços de busca Klaus Junginger. As descobertas sobre o uso da rede no ambiente pago não são poucas e são especialmente atraentes para profissionais de jornalismo pois podem auxiliar na busca de fontes. Diga aí, Klaus.

Por Klaus Junginger

Contas básicas, que são oferecidas gratuitamente, têm recursos bastante limitados. Aos usuários ficam liberados os espaços para a criação do perfil e a otimização da URL. Mas os reais benefícios (para pessoas físicas) começam a aparecer quando o uso da rede é pago.

InMail

Com restrições de identificação de outros usuários da rede, como a exibição de apenas a letra inicial do sobrenome e a impossibilidade de enviar mensagens para quem não pertence a sua rede de conexões resta pouco a não ser torcer para que respondam sua mensagem enviada em forma de convite para participar da rede de contatos. Não é a forma ideal de contatar pessoas no LinkedIn. Para sanar essa situação, O LinkedIn oferece aos pagantes a opção de enviar os chamados InMails. Dependendo da modalidade da assinatura, o usuário pode enviar entre três e 25 mensagens desse tipo. Quando decidi, em novembro de 2010 que iria escrever essa matéria, assinei o LinkedIn na modalidade mais barata, o que me deu direito a três Inmails.

O valor do LinkedIn para jornalistas

Descobri o valor desse tipo de recurso quando, semanas depois tive de escrever uma matéria sobre computação em nuvem. Detalhe, eram dez horas da noite e a matéria deveria sair no dia seguinte. Procurei na rede por algum profissional de perfil com sólidos conhecimentos no assunto e encontrei Alberto Cozer, brasileiro, gestor de uma estrutura significativa de TI e baseado nos EUA. Foi a hora perfeita para por a prova o funcionamento do InMail. Horas depois de enviar as perguntas sobre o assunto, chegavam a minha caixa de entrada as respostas.

É possível pressupor o interesse intrínseco às pessoas em querer aparecer na imprensa? Sim. Mas será que o LinkedIn ajudou a obter uma resposta de Alberto na hora do aperto?

“Provavelmente sim”, responde Alberto via mensagem trocada via  LinkedIn. “Ele (o LinkedIn)  ajuda a filtrar os contatos facilmente e em poucos cliques obter informação sobre pessoas que entram em contato comigo e saber se ha afinidade profissional”.

Para o executivo de TI, a qualidade dos contatos gerados no LinkedIn é “em geral boa”. Todavia Alberto ressalta do volume de pedidos de conexão por parte de pessoas que não têm real interesse em manter na lista de contatos, o que confirma o citado na matéria de ontem. “…eu recebo muitos pedidos de conexao de pessoas que nao conheco e com as quais nao tenho afinidade profissional. Eu sempre tenho a opcao de ignorar ou negar tais contatos e procuro fazer sempre de uma maneira educada ja que nao ha a intencao de ofender. Tenho amigos no Facebook por exemplo que nao adiciono como contato no LinkedIn porque nao ha nenhuma sinergia profissional alem da amizade. Amigos amigos, negocios a parte”.

Não para por aí

Ao telefone, Krista Canfield, gerente de RP da rede social, menciona que existe um programa de capacitação do uso da rede social desnvolvido especialmente para jornalistas. O curso tem duração aproximada de meia hora e é realizado via webinar.

Conteúdo do curso

“O tutorial consiste em ensinar aos jornalistas alguns “truques”, usando as funcionalidades do LinkedIn, para entrar em contato com fontes e descobrir alguns furos de reportagem, principalmente ligados à movimentação de empresas. Como exemplo, posso citar o tutorial realizado para os jornalistas do New York Times, que acabaram dando o furo da compra de uma empresa pequena pela Apple usando o que aprenderam com a Krista.

A maioria dessas funcionalidades está vinculada à conta Pro do LinkedIn. Por esse motivo, todos os jornalistas que passam pelo tutorial recebem um upgrade gratuito em suas contas, para que possam utilizá-las de maneira completa”, informa email enviado pela assessoria de imprensa do LinkedIn no Brasil.

Monitore os acessos ao seu perfil

Do lado direito da tela inicial do LinkedIn é exibida uma caixa que informa ao usuário quantas vezes seu perfil foi visto por outros membros da rede. Acontece que, sem enfiar a mão no bolso e entregar perto de 25 dólares ao mês, a identidade de quem contemplou seu perfil será para sempre um mistério.

Tenho percebido que muitos usuários não desejam ser identificados, possivelmente por receio de serem assediados por quem está à procura de vagas de trabalho. A afirmação tem uma explicação bastante simples. Tenho encurtada a URL de meu perfil em uma conta no Bit.ly, assim sei quantas vezes o perfil foi acessado. Partindo do pressuposto de quem acessou ser dono de um perfil no LinkedIn, percebo um discrepância razoável entre o número de acessos no link e informes na página do LinkedIn.

Ao assinar o serviço  (e se dispor a pagar por ele), o usuário pode configurar na aba de privacidade na rede, se deseja ou não ser identificado ao visualizar o perfil alheio. Usuários que não pagam os serviços premium são identificados ao acessar os perfis de assinantes.

Em minha perspectiva, esses são os dois maiores pontos em favor da assinatura de uma conta premium.

De toda forma, as vantagens intrínsecas à assinatura são diretamente proporcionais ao uso que é feito da rede. Não acredito que seja útil para pessoas que estejam em busca de uma recolocação no mercado de trabalho. É sem dúvida uma excelente vitrine e serve para aproximar profissionais que estão atuantes, mas não é um site de RH.

Se recomendações como as que foram dadas no artigo anterior forem seguidas, será possível encontrar o que se procura, ou, melhor, você poderá ser encontrado.

LinkedIn: você sabe usar essa rede social?

O post de hoje é contribuição do colega Klaus Junginger, repórter do IDGNOW e da Computerworld e voltado ao mercado de busca. Klaus resolveu investigar formas de usar melhor o LinkedIn. O resultado você confere abaixo.

Por Klaus Junginger

Em meio à miríade de redes sociais digitais, o LinkedInse destaca por ser de cunho essencialmente profissional. Sem recursos de partilha de fotos e com opções restritas de envio de mensagens para outros usuários, o LinkedIn tem alguns macetes para uso mais poderoso.

Neste texto, que é a primeira parte de alguns posts sobre a rede social, vou tratar de dicas dadas por profissionais. Nas partes seguintes, falarei sobre os recursos pagos.

Aprender a se portar nesse ambiente é fundamental – o mesmo pode ser dito acerca do perfil. Em telefonema com a RP do LinkedIn, Krista Canfield, fico sabendo quais são algumas das regras essenciais. Acompanhe:


O perfil
Segundo Krista, o número mínimo de conexões no LinkedIn é 50. Ela se refere a esse número por “magic number” (número mágico). Por quê?
A rede classifica a proximidade entre o usuário e possíveis contatos em 1º, 2º e 3º graus. E é a partir de 50 conexões que o usuário começa a perceber um volume relevante em termos de profissionais no segmento de interesse.

Preencher o perfil do LinkedIn de forma otimizada leva tempo e não precisa ser feito de uma vez só. É possível impedir que seus dados sejam expostos a quem acessar seu perfil. Contudo, é necessário selecionar essa opção no menu de configurações da rede social. Pense nisso quando for criar seu perfil. Diferentemente do Facebook, em que erros e dados inconsistentes são aceitos, esse tipo de informação pode prejudicar sua presença digital no LInkedIn.

Minimizar o volume de informações no perfil em construção não impedirá que uma busca por seu nome em mecanismos de pesquisa como o Google e o Bing revelem sua existência na rede em posições bastante privilegiadas.

Krista dá uma dica valiosa sobre esse assunto: “Get your LinkedIn profile to come up higher in search results by customizing your profile URL”, ou seja, use o LinkedIn para ocupar posições vantajosas em mecanismos de busca e otimize sua URL. Impagável. Existe uma variedade extensa de palavras-chave disponíveis para otimização.

Melhor: para cada idioma em que o LinkedIn está disponível, é criado um subdiretório. Linkedin.com/in, por exemplo, denota o diretório dos perfis criados em idioma inglês. Assim a quantidade de vezes que uma palavra-chave é usada é multiplicada pelo número de idiomas disponíveis. Mas um mesmo usuário, apesar de poder criar perfis em diomas distintos, não pode alterar sua URL para cada idioma. Seria demais, uma chance de monopólio.

O analista de audiência (Web Analytics) da Globo.com, Diógenes Passos diz que otimizou sua URL na rede LinkedIn e decidiu criar a URL com seu próprio nome, e não com uma palavra-chave. “É uma questão de personal brand“, diz. Diógenes continua, dizendo que “…em todo caso, a busca interna do LinkedIn in encontra bem keywords ligadas ao seu currículo”.
O profissional de web analytics completa a resposta (dada via Twitter): “Como existem vários outros Diógenes Passos, decidi não deixar dúvida em nenhuma busca pelo meu nome”.

A escolha, como pode perceber, caro leitor, será inteiramente sua.

O ranking interno

É possível encontrar outros usuários do LinkedIn com base na busca por palavras-chave ou nome.
Perguntada se a quantidade de vezes que determinado termo aparece em perfis no LinkedIn interfere no ranking por buscas no site, a assessoria de imprensa do LinkedIn no Brasil confirma que sim. Parece, ainda, ser o fator de maior peso na hora de compor a lista de perfis.

Em 2010, percebi várias posts e matérias de especialistas dando instruções de como montar um perfil otimizado. Para tal, é necessário incluir nas informações profissionais as palavras que melhor denotem sua atividade e experiência. Vale perguntar se tal dinâmica não encoraja o que na comunidade de SEO (otimização para sites de busca) é conhecido por Keyword stuffing – uso exagerado de palavras-chave na tentativa de aumentar a relevância para determinado termo.

Recomendações
A rede social apresenta um recurso chamado de Recommendations (recomendações); campo em que contatos – na maioria ex-colegas de trabalho – deixam suas impressões sobre o desempenho profissional do dono do perfil. Elas equivalem a cartas de recomendação; aquelas que todo bom candidato a vagas de trabalho deve ter, pois servem de chancela (não garantia) de performance. “Tenha, no mínimo três recomendações” diz Krista ao telefone. O número de recomendações, porém, não influencia o posicionamento de usuários em pesquisas por contatos na rede.
Há alguns meses tratamos do assunto recomendações no LinkedIn em outro blog.

Comportamento
Em minha opinião, a grande utilidade do LinkedIn consiste em encontrar pessoas que atuam profissionalmente em segmentos de interesse partilhado. Krista confirma essa perspectiva “é onde se encontra o real valor da rede social”. “O LinkedIn é uma plataforma em que partes que dividem interesse comum se encontram e trocam experiência em nível profissional”, afirma.

Mas atenção: a conexão deve ser interessante para ambas as partes e ela reflete um nível de confiança mútua mais consistente que um ”amigo” no Facebook, por exemplo.

Como aumentar a rede de contatos?
“Apesar do LinkedIn ter uma mensagem preconfigurada para o envio de convites, acredito que o envio dela é um dos maiores erros dos usuários”, diz Krista. “Fazer contato no LinkedIn é algo que deve ser bom para as partes e deve ter nuances de um contato pessoal”, continua. “Vale a pena ler o perfil antes de enviar um convite. Quem sabe você encontre alguma informações que os aproxime”.
Faz todo sentido.

Já que se trata claramente uma questão de interesses, nada melhor do que abrir mão da mensagem padrão e fazer um convite personalizado, algo que transmita ao outro usuário uma noção de proximidade.

Pergunto para Krista sobre o maior erro cometido por usuários do LinkedIn na hora de expandir sua rede de contatos. Na resposta da RP fica evidente que se trata de uma confusão que muitas pessoas fazem quando entram para a rede e acreditam estar em outros ambiente digitais, em que adicionar contatos torto e a direito é bastante comum.

Grupos
Do mesmo modo como acontece com outras redes sociais, existem grupos de discussão que disseminam conteúdo e informações sobre determinado assunto. Para cada grupo que um usuário do LinkedIn resolve seguir existem configurações para o recebimento dos tópicos criados por outros participantes.

Krista explica que, atualmente, você pode escolher entre resumos semanais, diários ou optar por ler o conteúdo dos tópicos apenas quando deseja acessando a página do grupo no LinkedIn. Essa última parece ser a melhor opção, pois o que poderia ser uma plataforma para discussões que se igualem à relevância da rede para fomentar relacionamentos profissionais é não raramente usado para disseminar o que pode tranquilamente ser chamado de spam. Ainda não existe a opção de denunciar determinados usuários pela prática de envio dessas mensagens. Já mensagens recebidas de outros usuários podem, sim, ser relatadas como spam Nos grupos relacionados ao SEO, por exemplo, é comum ver usuários fazendo promoção de seus serviços de otimização de perfil e até de palestrante em eventos em maio a tópicos que revelam um real interesse nos assuntos tratados.

Um aplicativo que vale a pena
Prestem atenção no MyBox, criado pela empresa Box.net. Trata-se de um disco virtual que abriga arquivos gerados por você. O Box avisa quando alguém acessa um dos arquivos. Maneira interessante de acompanhar as visitas ao seu perfil na rede social LinkedIn.

O LinkedIn está longe de se equiparar às outras redes sociais em termos de número de usuários. Segundo Krista, a rede abriga perto de 85 milhões de perfis; mais da metade dessas contas pertence a usuários de fora dos EUA.

Leia a segunda parte da matéria aqui: Pagar ou não pelo serviço Premium do LinkedIn?

Faturamento publicitário da internet chega a R$ 933,7 milhões em outubro

A internet registrou entre janeiro e outubro deste ano faturamento publicitário de R$ 933,7 milhões, o que representou um crescimento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com esse desempenho, mais uma vez ela foi o meio com maior expansão publicitária do País, conforme dados do Projeto Inter-Meios divulgados hoje.

O segundo em expansão foi a TV paga. Responsável por faturamento 26% maior que o de igual período de 2009, a TV por assinatura obteve R$ 804 milhões e participação de 3,8%.

A participação da internet no total de investimentos publicitários do Brasil agora é 4,41% – em setembro, era de 4,35%. Assim, essa mídia vai lentamente abrindo vantagem em relação ao rádio, que faturou R$ 879.029.882 e obtém 4,16% do chamado bolo publicitário.

Desempenho da mídia no País

Como tem sido a praxe, o crescimento dá internet se deu acima da média do total da mídia no País. O mercado publicitário brasileiro registrou faturamento de R$ 21,1 bilhões entre janeiro e outubro, o que representa expansão de de 20,6% sobre o mesmo período de 2009.

A liderança continua nas mãos da TV aberta: 63,2% e faturamento de R$ 13,4 bilhões, aumento de 25,7% em relação a 2009.

Comparação com 2009

O ritmo de crescimento atual é um pouco superior ao de 2009, ano em que os efeitos da crise financeira internacional deflagrada em setembro de 2008 foram muito sentidos, especialmente no primeiro semestre.

No ano passado, o total faturado pela internet foi de R$ 950,4 milhões, 25% acima do desempenho de 2008. Com esse resultado, a fatia da internet representou 4,27% do bolo publicitário brasileiro no ano passado.

O resultado de 2009 ficou próximo do que o Internet Advertising Bureau (IAB), entidade que representa as empresas do setor digital, havia projetado. A entidade esperava que a publicidade na internet brasileira alcançasse faturamento de R$ 1 bilhão.

É quase certo que, como ainda falta computar os dados de novembro e dezembro, o faturamento publicitário da internet ultrapase o bilhão de reais.

Mais informações a seguir.

Paulo Coelho, Serra e garoto Capricho estão entre mais influentes do Twitter

Paulo Coelho (@paulocoelho) é a segunda celebridade mais influente do Twitter no mundo em 2010. O autor “Sentei na beira do rio e chorei” perde apenas para quem? Para ele: Justin Bieber. Bom, já seria demais o mago digital superar o queridinho teen mais falado do momento.

É o que consta em ranking da revista Forbes referente a 2010. Restrita ao que a publicação chama de “celebridades”, a lista leva em consideração critérios como alcance e impacto dos tweets, mensagens linkadas e repassadas, entre outros.

Enquanto Bieber tem índice 100 de influência, o parceiro de clássicos de Raul Seixas foi classificado com 96.
O mago tem a companhia verde-e-amarela na lista de Federico Devito (federicodevito), em14º e índice 87.7, colunista da Capricho, e José Serra (joseserra_), em 15º, com 87,1.

Veja a lista dos 20 primeiros da Forbes:

1. justinbieber 100
2. paulocoelho 96
3. joejonas 92
4. kanyewest 90.9
5. DalaiLama 90.6
6. nickjonas 90.1
7. ladygaga 89.6
8. ConanOBrien 89
9. iamdiddy 88.9
10. yelyahwilliams 88.8
11. BarackObama 88.5
12. KimKardashian 88.5
13. Tyrese 87.9
14. federicodevito 87.7
15. joseserra_ 87.1
16. TheEllenShow 87.04
17. AngelaSimmons 87
18. katyperry 87
19. ebertchicago 86.7
20. RickWarren 86.7

Brasil terá seu 1º jornal só para tablets em 2011. Só para tablets?

Um veículo jornalístico que seria exclusivo para tablets, como o iPad e o Samsung Galaxy Tab, deve estrear no Brasil em 2011, provavelmente entre março ou abril. Este blogueiro apurou com duas fontes diferentes que os responsáveis pelo projeto já estão à procura de jornalistas para montar a redação. Além da equipe própria, o canal também buscaria acordos com agências de notícias.

Na explicação dada a pelo menos um jornalista que foi convidado a participar da redação, o empreendimento é descrito como um veículo jornalístico que poderá ser acessado gratuitamente pelos usuários de tablets – não seria só iPad, mas também outros, como o Samsung Galaxy Tab. O modelo de negócios seria a venda de publicidade.

No começo

O comando do projeto está com os jornalistas Joaquim Castanheira e Leonardo Attuch – o primeiro é diretor de redação da IstoéDinheiro, e o segundo, redator-chefe da mesma publicação da Editora Três. Ambos tem longa trajetória na área de jornalismo econômico. O novo empreendimento contaria com o apoio de um banco de investimento cujo nome ainda não é conhecido.

Ainda há poucas informações disponíveis sobre o projeto. Por isso, algumas dúvidas pairam no ar:

* Trata-se de fato de um projeto exclusivamente para tablet ou o tablet é apenas uma das plataformas principais?
* Será para tablets em geral ou só para iPad?
* Ele terá site?
* Poderá ser baixado da Apple Store?
* Terá formatos publicitários e de conteúdo exclusivos para tablets, diferentes dos já disponíveis na web?

Segundo o Portal Imprensa, uma das inspirações da nova empreitada é o Daily, plataforma desenvolvida pelo grupo de Rubert Murdoch em parceria com a Apple.

Com seis indicações ao Globo de Ouro, A Rede Social tem boa bilheteria no País

Se não chega a ser um arrasa-quarteirão, o desempenho do filme “A Rede Social” (The Social Network) não é nada ruim no Brasil. Segundo dados do Filme B, portal especializado no mercado de cinema, o longa-metragem sobre a história da criação do Facebook obteve 369 mil espectadores no País até domingo (12/12), o que representou uma renda até o momento de R$ 3,75 milhões.

Bilheteria de filme que conta a história da criação do Facebook se aproxima dos 400 mil espectadores no Brasil

Bilheteria de filme que conta a história da criação do Facebook se aproxima dos 400 mil espectadores no Brasil

Lançado no dia 3/12, o filme teve média de 900 espectadores por sala no primeiro final de semana – para o portal, um filme é bem-sucedido quando chega perto ou supera os mil espectadores. “A Rede Social” estreou em 160 salas no Brasil, um lançamento de porte médio. Como comparação, um blockbuster entra em cartaz em mais 500 salas, às vezes 800.

A bilheteria do filme no segundo final de semana caiu 29%, uma das menores quedas entre os longas em cartaz, segundo o Filme B, o que sugere que “A Rede Social” possa uma boa sobrevida nas telas brasileiras.

No final de semana passado, a renda obtida foi de R$ 1.158 milhão, a quarta maior do País. A primeira foi “As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada”. Blockbuster de aventura da Fox, o longa estreou gerou R$ 4.484 milhões nesse final de semana.

Indicações ao Globo de Ouro
A visibilidade da “A Rede Social” só cresce. A Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) anunciou hoje que o filme recebeu 6 indicações ao Globo de Ouro, considerado um dos principais termômetros para o Oscar – só foi superado por “O discurso do rei”, com sete indicações.

O longa dirigido por David Fincher vai concorrer no Globo de Ouro aos prêmios de melhor filme de drama, ator (Jesse Eisenberg), roteiro (Aaron Sorkin), diretor (David Fincher), ator coadjuvante (Andrew Garfield) e trilha original.

E, como a indústria sabe, quantos mais prêmios – principalmente as estatuetas douradas do Oscar -,maiores as chances de a carreira de um filme decolar em DVD.

TI nos países emergentes crescerá com mobilidade, vídeo e “nuvem”

*De Paris *

Que o mundo está conectado todos sabemos. Que a tecnologia e a rede se embrenharam de vez em nosso no dia-a-dia e mudaram as relações sociais e de negócios também não é novidade. Mas como é a conjuntura econômico-social na qual a tecnologia da informação está inserida? De que modo a TI modifica e ou responde a mudanças da sociedade? Sendo mais específico: como esse processo se dá naquilo chamamos de mercados emergentes, no qual o Brasil é um dos protagonistas?

O estudo global “Opportunities and Challenges: Navigating Emerging Markets” da Forrester Research, nos ajuda a compreender melhor esse cenário.

Apresentada na terça-feira (7/12) durante conferência em Paris com jornalistas de 16 países realizada pela Orange Business Services – divisão B2B do Grupo France Telecom -, a análise mapeia o ambiente de negócios e tecnologia nos países em desenvolvimento.

Tive a oportunidade de acompanhar a apresentação feita em Paris pela analista sênior da Forrester Research Jennifer Bélissent, que foi complementada por análises, via videoconferência, dos principais executivos da Orange Business Services na França, região Ásia Pacífico, Índia, Oriente Médio/África e América Latina.

O tripé do futuro
No cenário traçado por Jennifer, a demanda por tecnologia da informação hoje – e que será ampliada num futuro próximo – está direcionada para o tripé computação em nuvem, mobilidade e vídeo.

Em cada uma dessas áreas descortina-se uma vasta gama de serviços atuais e futuros e que envolverá vários tipos de fornecedores no mundo inteiro. Há alguns fatores que explicam essa expectativa.

Para começar, vamos recorrer a um exemplo de São Paulo, mas que serve perfeitamente para outras capitais. O estudo da Forrester aponta que 62% dos executivos que comandam a área de TI na capital paulista dizem que expansão do uso de vídeo é uma prioridade – pense no uso de videoconferências, por exemplo.

Um dos estímulos para isso é tentativa de fugir do trânsito – evitando assim perda de tempo e redução de gastos – e a queda da fronteiras para fazer negócios. É muito mais prático, rápido e barato conversar por videoconferência do que se deslocar para outro estado ou país a todo o momento.

“O Brasil conta com vários competidores fortes de TI em seu mercado. As empresas de telecomunicações também são grandes e têm influência. Além disso, será sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Tudo isso deve impulsionar o setor de TI no País”, disse Jennifer.

Outro dado da pesquisa indica que 62% dos tomadores de decisão nas companhias no mundo inteiro querem priorizar soluções de mobilidades para estar em contato permanente com colaboradores e clientes.

“O interesse pelos mercados emergentes não de dá mais só por mão de obra de baixo custo, mas também pela orça do mercado interno”.

Contexto
O que favorece a expansão e a maior complexidade dos serviços de TI são aspectos como o alto crescimento da população nos países emergentes, o ritmo acelerado de urbanização e a globalização.
Podemos incluir na lista o fato de que os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) mostram-se fortes economicamente, com mercado consumidor interno pujante e em busca de esticar os braços para além de suas fronteiras.

A Orange Business Services credita, por exemplo, parte de sua expansão na América Latina ao atendimento de multinacionais brasileiras que avançam no exterior.

Para dar uma idéia, a população global deve crescer 30% entre 2010 e 2050, segundo a Forrester. Mas a expansão de apenas 3% nos países desenvolvidos contrasta com o crescimento de 96% na população dos países em desenvolvimento.

A projeção é de que a população urbana cresça de 3,4 bilhões de pessoas para 6,3 bilhões em 2050, com a explosão de “megacidades” – de apenas em 1975 para 29 em 2025. Em 2030, 75% da classe média global estará nos países emergentes, estima a Forrester.

Desafios globais
Se é responsável por imensas possibilidades de negócios e de inovação, esse panorama também acende o sinal de alerta para questões delicadas hoje já conhecidas e que devem se acentuar daqui por diante, a saber: a escassez de energia e de água e problemas de transporte e segurança pública.

TI pode se beneficiar do desenvolvimento de cidades inteligentes

TI pode se beneficiar do desenvolvimento de cidades inteligentes

Diante dessa conjuntura, a TI pode ser uma aliada dos governos para encontrar soluções sustentáveis e de baixo impacto nessas áreas, assim como em educação, saúde, construção civil e serviços públicos.

“As ‘cidades inteligentes’ e os ‘governos inteligentes’ vão buscar novas soluções de tecnologia. Assim, novos negócios e inovação na área devem surgir”, analisou Jennifer Bélissent, da Forrester Research.

* O jornalista viajou a Paris a convite da Orange Business Services

Eleito o filme do ano nos EUA, “A Rede Social” estreia no Brasil

E finalmente chegou o dia da estréia de A Rede Social (The Social Network) no Brasil.

Uma informação que reforça a curiosidade em relação ao filme é que o longa foi no dia 2 de dezembro o filme do ano pela crítica americana.

O ator Jesse Eisenberg mandou muito bem no papel do nerd amoral e genial Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook

O ator Jesse Eisenberg mandou muito bem no papel do nerd amoral e genial Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook

A Associação Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos concedeu ao longa os prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor ator, roteiro adaptado, conforme relato do G1.

Dirigido por David Fincher (Seven Clube da Luta) e com roteiro de Aaron Sorkin(The West Wing), o longa traça um retrato ácido e humanizado de Mark Zuckerberg, o cofundador do site. A obra é inspirada no livro
Bilionários por acaso, de Ben Mezrich (Editora Intrínseca).

Um dos pivôs das polêmicas que cercam Zuckerberg é Eduardo Saverin, está a acusação Ele foi acusado pelo brasileiro Eduardo Saverin, seu amigo em Harward e primeiro financiador do projeto,

Além da curiosidade natural por se tratar da história da maior rede social do mundo,  a expectativa em relação ao longa-metragem que conta a história do Facebook foi trabalhada ao longo dos meses pela Sony com trailers caprichados, que enfatizavam o caráter polêmico de Zuckerberg.

Resenha do IDG Now!

Eu assisti ao filme no início de novembro e escrevi uma resenha a respeito. Clique aqui para conferir.

Eis um dos trailers do filme, com Creep, do Rardiohead, na trilha.

Violência no Rio: redes sociais têm mecanismos para desmentir boatos

A repercussão das notícias sobre a violência no Rio de Janeiro demontra que as redes sociais têm mecanismos eficientes para desmentir boatos. A afirmação foi feita em podcast ao IDG Now! por Sérgio Amadeu, doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo e um dos principais estudiosos da cibercultura do País.

“Não temos uma pesquisa minuciosa sobre isso ainda. A gente tem hipóteses e analises feitas a partir de entrevistas com pessoas que usam muito a rede e que confirmam o seguinte: um boato pode se espalhar muito fortemente. Mas ele é rapidamente desmentido. É a primeira constação. A segunda constatação é que diferenciar boatos de campanhas temática ou política”, afirma Amadeu, que é ex-presidente do Instituto de Tecnologia da Informação, órgão ligado à Casa Civil da Presidência da República.

Ele também analisa a situação atual e o desafios para o jornalismo cidadão no Brasil hoje.

Basta clicar abaixo para ouvir o podcast.

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Campanha pela paz no RJ quer engajar usuários do Twitter

A crise da violência do Rio de Janeiro é uma boa ocasião para colocar à prova a estratégia de redes sociais do governo do Estado. Iniciado há um ano, o projeto conta com uma série de canais e ações em andamento no Twitter, Facebook, YouTube e Orkut, num trabalho que foi intensificado nesta semana em razão da luta contra o tráfico.

Um exemplo prático:  o subsecretário de segurança Edval Novaes, definido no projeto como o porta-voz para mídias sociais, respondeu na tarde desta sexta-feira (17/11) perguntas de internautas via Twitcam.A conversa durou cerca de meia hora.

O objetivo foi atualizar a população sobre o desenrolar das ações de combate ao tráfico e tirar dúvidas. Ele espera, assim, evitar “boataria, informações desencontradas e aproximar cidadão e governo”, explica Risoletta Miranda, diretora-executiva da FSB Digital, empresa que coordena o projeto de mídias sociais do governo do Rio de Janeiro.

Ontem Novaes também conversou com os internautas e deve repetir a dose nos próximos dias. ‘Ele é o porta-voz do governo para as redes sociais. O foco da estratégia é dar informações, com o máximo de entrevistas possível, e assim evitar a boataria e o pânico”, diz Risoletta.

“Na ação de ontem, durante a coletiva do secretário Beltrame, houve 250 mil exposições no Twitter, com mais de 180 mil tweets com a hastag que criamos para esse fim:#beltrame”

Campanha pelo Twitter

Outro exemplo de ação surgiu hoje. O GovRJ, nome do projeto de redes sociais do governo, criou a campanha “Paz no Rio”, que tem no Twitter seu principal canal de difusão. A ação consiste em estimular os usuários para que eles insiram selos em defesa da paz no Rio de Janeiro em seus perfis de redes sociais, especialmente o Twitter e o Facebook. O serviço utilizado para isso é o Twibbon.

paznorio

Naila Oliveira, profissional da FSB Digital responsável pela coordenação do projeto de redes sociais do governo, explica que a atuação em cada canal da web respeita as características do meio, com linguagem e comunicação direcionadas.

O Facebook, por exemplo, privilegia o engajamento e discussões, especialmente por parte as classes A e B, que respondem pela maior parte do público do site.

O Orkut, muito representado pela classe C, destaca informações de interesse público. Durante as chuvas de fevereiro, por exemplo, o GovRJ usava seu perfil do Orkut para informar sobre escolas que ficariam sem aulas.

No canal do GovRJ do YouTube,vídeos com entrevistas de Novaes e também de José Mariano Beltrame, secretário de segurança, e também de Sérgio Cabral, governador, entre outros.  No Flickr, fotos de eventos e outras atividades do governo. A estratégia não contempla blog.

O Twitter funciona como canal de informação e também como ponto de convergência entre todos os canais, pois, por meio dele, os usuários são estimulados a visitar os demais canais.

Convergência, aliás, é um tema que Risoletta afirma ser uma busca constante, na rede e também com a assessoria de imprensa do governo do Rio, de responsabilidade de outra divisão da FSB. “Estamos sempre em contato com a assessoria para as ações sairem coordenadas”.

Uma observação a fazer

Percebe-se que a estratégia de redes sociais delineada levou em consideração o perfil de cada canal e fez um estudo sobre a melhor maneira de utilizá-los. Mas uma questão a ser observada é que o portal do governo não está integrado ao projeto – a FSB Digital foi contratada para criar e executar as ações de redes sociais, por isso não responde pelo portal.

Assim, o portal “não conversa” com os demais canais de redes sociais. O usuário – eu fiz essa experiência – enfrentará dificuldade básicas, como, por exemplo, achar rapidamente no portal botões que encaminhem para Twitter, Facebook e YouTube, só para citar alguns exemplos simples.  O mesmo raciocínio vale para a distribuição rápida e fácil de informações de interesse público contidas no site.

Estudante de 23 anos atua como agregador de notícias no Twitter sobre caos no Rio

Em meio à explosão da violência no Rio de Janeiro, um caso muito interessante nos convida à reflexão sobre o fazer jornalístico na era das redes sociais. Um caso que diz muito também sobre como o ecossistema da informação se organiza ( ou se desorganiza) diante da participação do cidadão em grandes fatos que exigem apuração, produção e distribuição rápidas da informação.

Na madrugada de terça-feira para quarta, quando o combate ao tráfico do Rio crescia assustadoramente, um  perfil Twitter denominado @caosrj começou a postar mensagens sobre o assunto. Os tweets abordavam de informações sobre carros incendiados a dicas para escapar de pontos de tiroteio no Rio de Janeiro e também em Niterói.

Conforme a temperatura dos ataques subia, o perfil ampliou seu escopo e passou a retuitar jornais, rádios e TVs.

Agregador de notícias

Como a onda de boatos e informações desencontradas é grande em situações como essa, o usuário começou a separar o joio do trigo, ou seja, tentar identificar o que é boato daquilo que real, dentro do que é possível fazer num momento como esse e correndo todos os riscos possíveis. Quando errava ou constatava um dado impreciso, um novo tweet corrigia o post anterior.

Assim, o perfil @caosrj transformou-se sem querer  num eficiente agregador de notícias sobre a crise da violência no Rio.

caosrj-twitter

O responsável pela iniciativa é um estudante de jornalismo chamado Pablo Tavares  que, diante da preocupação com o problema e a curiosidade própria de quem quer ser jornalista, resolveu ocupar suas horas vagas tuitando sobre o assunto. Aos 23 anos, Pablo está no quarto período do curso de jornalismo ( o equivalente ao segundo ano). Não trabalha na área ainda.

O momento em que entramos na história

Quando Cristina De Luca, diretora de redação da rede Now Digital, controladora do IDG Now!, viu os tweets de @caosrj, tentou contato com o usuário – sem saber de quem se tratava inicialmente.  Ao analisar a sequência de tweets, ela percebeu que ali poderia ser um canal de reunião de informações em tempo real sobre a crise no Rio, um meio para manter-se atualizada com rapidez. Por isso procurou se certificar da procedência das informações e de quem as postava. A cada passo, comentava comigo e outros colegas da redação o desenrolar da história. Eu também passei a seguir perfil.

Ela mandou uma mensagem aberta perguntando quem era o responsável por perfil. O usuário respondeu, e partir de então iniciou-se uma conversa por DM (mensagem direta privada). Nesse canal fechado, Pablo se identificou e contou um pouco sobre como realizava sua cobertura.

As primeiras conversas do IDG Now! com o usuário

As primeiras conversas do IDG Now! com o usuário

Ela perguntou se Pablo toparia dar uma entrevista a nós. Foi aí então que eu, que sabia da história por meio dos relatos da Cris, entrei diretamente no circuito.

Curiosidade

Liguei e conversei com Pablo.

Ele me disse que estuda na universidade Plínio Leite, em Niterói e que a ideia do perfil no microblog surgiu quase que por acaso, motivada pela sua curiosidade.

“Eu acompanhava  as notícias na mídia, principalmente sobre Niterói, onde moro. Mas vi que os veículos estavam atrasados em relação ao Twitter, o que é natural. Afinal, há muitos boatos, os veículos precisam checar antes. Mas comecei a ver que muitas pessoas relatavam casos que elas estavam vendo, como carros sendo queimados ou locais de tiroteios. Quando via que três, quatro ou mais usuários confirmavam uma história, a probabilidade de ela ser verdadeira é grande. E o mesmo acontecia para desmentir: quando algo não está certo, os outros usuários desmentem”, diz.

“As pessoas traziam um relato emocional, mas achei que pudesse ser útil porque poderia ajudar a orientar a pessoas a fugir de situações perigosas”, disse.

Um detalhe importante nessa história toda: Pablo tomou sozinho a iniciativa de criar o perfil e fazer a seu modo a cobertura.

Combate ao tráfico vira trend topics mundial, mas no Rio não

Os ataques que acometem o Rio de Janeiro desde a segunda-feira ( 221//11) alcançaram hoje o trend topics mundial, o que dizer que a violência no Estado está entre os assuntos mais comentados no mundo.

Para dar uma ideia da repercussão no microblog, das 10 hastags mais populares por volta das 16h30, cinco referiam-se ao problema do Rio de Janeiro.

As cinco hashtgs sobre o problema são: BOPE, #rio, Vila Cruzeiro, Marinha e Penha – esta saiu pouco depois.

Curiosamente, na medição referente ao Estado alvo da violência nesta semana o interesse pelo assunto no Twitter é menor. Apenas duas hastags sobre o assunto figuram entre as dez: #mafiadocabral e Tijuca.

A liderança está com #shackFriday,assim como no mundial (é um tweet promocional, publicitário).

Em São Paulo só uma hastag: Datena. Cabea observação que, no caso do apresentador da Band, boa parte das citações refere-se ao combate ao tráfico no Rio, embora haja tweets não relacionados ao tema.

Luan Santana e Fluzão está na lista do Rio

Se #mafiadocabral era a terceira mais popular no horário entre os usuários do Rio, causa estranhamento o baixo número de hastags sobre a violência.  Entre as dez, aparecem como referência ao tema #diadomusico (em segundo lugar), #GravaçãoDVDLuanSantana e Fluzão.

Mais informações a seguir

As empresas estão nas redes sociais, mas os CEOs…

Ouvimos aos borbotões notícias de empresas que ingressam nas redes sociais. Mas, quando é o CEO, a história é diferente.

Um estudo da agência internacional de relações públicas Weber Shandwick aponta que 64% dos comandantes das maiores companhias do mundo não têm perfis nas redes sociais.

A informação está na pesquisa “Socialize seu CEO: De (anti)social a social”. O trabalho procurou identificar as atividades de comunicação publicamente visíveis, como entrevistas a jornais e revistas e atuação na internet.

Segundo o estudo, nove entre dez CEOs das 50 maiores empresas do mundo se comunicam por canais convencionais: 93% são citados em reportagens da imprensa internacional e em veículos de negócios.

A comunicação online, por sua vez, não é comum  no cotidiano desses executivos. O principal canal de exposição são perfis sobre eles na Wikipédia. No mais, a atuação é modesta: 36% participam de alguma maneira dos sites de suas companhias ou redes sociais. Nestes casos, os exemplos são os compartilhados pela maioria dos internautas, como Twitter, Facebook, LinkedIn ou blogs corporativos, entre outros.

A pesquisa procurou identificar também quem é o CEO ativo nas redes sociais. Veja alguns de seus traços característicos:

* CEOs que participam atividamente de redes sociais geralmente comandam organizações muito conhecidas.

*  Os “CEOs sociais” participam de mais de uma rede: 72% deles utilizam 1,8 canais na intenet.

* Os CEOs americanos são os mais participativos.

* Quanto maior o tempo no cargo, maior a atuação nas redes. Segundo a pesquisa, os CEOs com até 3 anos no cargo participam menos que aqueles que têm mandatos médios ( 3 a 5 anos) ou mais longos (acima de 5 anos). As porcentagens, respectivamente, são  30%, 38% e 43%.

E por que então os CEOs participam tão pouco das redes sociais?

Segundo a Weber Shandwick, uma das razões é que prevalece a ideia nesse público de que o tempo é melhor empregado no relacionamento com clientes e funcionários. Isso sem falar no fato de que o departamento jurídico costuma recomendar cautela na web 2,0, avalia Weber Shandwick.

O Big Brother na internet está mais perto do que você pensa

Procuram-se mães internautas que tenham entre 30 e 40 anos, morem no bairro paulistano de Perdizes, tenham iPhone 3GS e gostem de esportes.

Imagine, amigo leitor, que um determinado anunciante esteja em busca de um público exatamente com esse perfil, hipotético, acima descrito. Trata-se de um detalhamento sofisticado e indica a tentativa de alcançar um grau elevado de personalização.

As ferramentas disponíveis hoje no mercado permitem a qualquer anunciante bem assessorado fazer avaliações precisas sobre o perfil de internautas sem que se saiba o nome da pessoa. Bom, pelo menos é isso que se espera: que o anunciante não saiba o nome da pessoa.

Individualização

A companhia Empório de Mídia, de São Paulo, reformulou sua estratégia de mercado para entregar a comunicação personalizada. A expansão nos negócios já se faz notar: de sete funcionários que mantinha no ano passado, passou agora para 38. A meta da empresa é registrar faturamento de R$ 6 milhões em 2010, o dobro do alcançado em 2009.

E, no que se refere à a privacidade, a Empório de Mídia assegura que não tem acesso à identidade dos internautas.

Depois de investir seis meses no desenvolvimento de softwares de monitoramento de internet, a empresa diz que é capaz de alcançar “audiências online hiper-segmentadas”. Um exemplo que cabe nessa definição é o que foi citado no começo desta matéria.

Uma divulgação feita pela empresa para alguns jornalistas nesta semana, no entanto, identifica o destinatário, com entrega de um CD de uma banda que a pessoa gosta. A alegação da companhia é de que o gosto musical pôde ser conhecido com base em monitoramento público de redes sociais. Mas o nível de conhecimento demonstrado na ação pode acender o sinal de alerta sobre a possibilidade de uso tecnologia que a oferece. Isso não quer dizer que, além da identificação do perfil, mas também da identidade do usuário da rede social, tenha sido ou deva ser usada.

Em resumo, o modelo utilizado pela Empório de Mídia para obter esse detalhamento é a convergência de Business Intelligence ( sistema baseado em análises de bancos de dados para tomada de decisão) e behavioral targeting (técnica para entregar mensagens contextualizadas a um usuário durante sua navegação na web). A empresa também se vale de profissionais para rastrear blogs, portais, sites e redes sociais.

“Utilizamos o behavioral targeting 2.0, a hiper-segmentação. Assim, entregamos a mensagem que interessa ao internauta”, afirma Gabriel Menegatti, presidente da Empório de Mídia.

“Em tese o sistema tem a informação (sobre a identidade da pessoa). Mas, para nós, a identificação é somente por códigos numéricos, ou seja, não sabemos o nome dos usuários”, afirma.

“Na web, hoje, todo mundo está sendo monitorado. E isso passa pelo Google Analytics, pelos sistemas de adserver, por exemplo. A questão é o que você faz com os dados. No nosso caso, estabelecemos como princípio o fato de que os dados dos usuários são sigilosos”.

Dados

A base de dados da Empório de Mídia é enriquecida por uma rede de sites conveniados de diversos segmentos. A partir do opt-in concedido pelos internautas desses sites, as informações sobre gostos e preferências são utilizadas em ações de comunicação.

A tendência aqui e lá fora é o avanço da comunicação personalizada. É simples entender a razão: os resultados obtidos com campanhas desse tipo são maiores que as tradicionais, argumenta Menegatti. Uma ação feita pela companhia para Smirnoff, por exemplo, obteve taxa de clique de 0,59%, enquanto a média no mercado varia entre “0,15% a 0,25%”, diz

Bon Jovi terá show transmitido pelo YouTube. Uma nova tendência?

Você gosta de Bon Jovi?

Hummm…Bom, mesmo que eu não possa compartilhar dessa preferência musical, fica a dica: às 23h desta quarta-feira (10/11), a banda americana terá show transmitido ao vivo pelo YouTube. A apresentação será em Nova York.

Set list de apresentação da banda foi feito a partir de pedidos enviados pelo YouTube

Set list de apresentação da banda foi feito a partir de pedidos enviados pelo YouTube

Será possível cantarolar os hits do grupo (ou cornetar, se você não curti-los) por meio do canal do Bon Jovi no portal de vídeos.

Independentemente de apreciar ou não as canções “bon jovianas”, é preciso destacar a sacada de que o set list do show foi escolhido pelos fãs por meio de votação no YouTube. Interatividade com entretenimento. Os pedidos foram feitos até o dia 8 deste mês.

Clique aqui para ir ao canal do Bon Jovi.

Tendência?

Fico com a dúvida de se essa pode se tornar uma tendência ou não daqui para frente. U2 e Arcard Fire também já fizeram o mesmo este ano.

Não tenho detalhes de como foi são os acordos firmados. Mas é evidente o potencial de exposição e marketing para músicos, portal e marcas.

Agora eu quero saber o seguinte: quem serão os próximos?

Deixo aqui minha torcida para que tenhamos as seguintes bandas ao vivo pelo YouTube:

• AC/DC
• Rolling Stones
• Metallica
• Pearl Jam
• The Strokes
• Rage Against the Machine

Cofundadores do YouTube e MySpace procuram startups no Brasil

O auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, esteve apinhado de gente na tarde desta terça-feira. Na plateia, inúmeros empreendedores ou candidatos a empreendedores, entre outros convidados. Era fácil perceber que a imensa maioria era composta por jovens.

Eles estavam lá por uma razão muito simples: queriam ouvir o que investidores do Vale do Silício – a meca da tecnologia mundial – tinham a dizer aos brasileiros na Semana do Vale do Silício, evento realizado de hoje até o dia 12 e que também passará pelo Rio de Janeiro.

Para a plateia e para diversos profissionais do setor digital, é importante saber se esses rapazes – que ter os seus trintas e poucos anos -, responsáveis pela chave de cofres de investidores internacionais, estão dispostos a destinar recursos a projetos de tecnologia desenvolvidos no Brasil.

Afinal, enquanto as economias americana e europeia estão cambaleantes, a brasileira vai bem e o País se destaca entre os emergentes. Logo, despontamos como alvos preferenciais para investimentos de diversos setores, incluindo o de tecnologia.

Pesquisa in loco

A resposta é quase a mesma entre os visitantes ilustres – e destaque-se a palavra “ilustres”. Estamos falando, entre outros, de cofunfadores de empresas como YouTube, MySpace.

“Sim, estamos estudando investir em startups no Brasil. “E minha primeira vez no País, um mercado que se mostra muito bom para investimentos”, emenda de bate pronto Jawed Karim, cofundador do YouTube e sócio fundador do fundo de investimento de risco Youniversity Ventures, criado em parceria com investidores do PayPal.

“Claro, estamos explorando o mercado para identificar as melhores oportunidades”, diz Aber Whitcomb, ex-CTO e cofundador do MySpace.

Ele e Karim desligaram-se respectivamente de MySpace e YouTube há algum tempo e hoje buscam identificar oportunidades de investimentos em novas startups mundo afora.

Embora afirmem a disposição em investir, ambos tergiversam ao falar sobre os perfis dos projetos.

Whitcomb foi encarregado da engenharia e operações técnicas daquela que já foi a maior rede social do mundo. Ele se notabilizou como um especialista em redes, armazenamento e computação em grande escala.

Formado em Ciência da Computação, Karim, por sua vez, tem buscado até o momento oportunidades entre ex-alunos e alunos da Universidades de Stanford e Illinois.

Desafios

Outro que reforçou o discurso de exaltação ao mercado brasileiro de tecnologia é Paul Bragel, confundador da americana I/O Ventures, que investe em startups.

Também se dizendo em busca de oportunidades de negócios no País, Bragel destaca a possibilidade de parceria local. Um dos desafios para o mercado nacional, no entanto, é ampliar a massa de profissionais qualificados para o setor de tecnologia.

“Há engenheiros muitso bons aqui, mas geralmente eles são contratados por grandes bancos e outras companhias de porte. É preciso ampliar a capacidade de recursos humanos no País”, disse.

“Os negócios no Brasil estão animados, hás boas expectativas. O importante é fazer o que estamos fazendo: vir ao País, pesquisar o mercado, compartilhar experiências”, afirmou Bragel, que disse ter conhecido mais do mercado digital brasileiro depois da venda milionária do Buscapé para o Naspers.

Como eles vieram parar aqui

Os investidores estão no Brasil graças ao empenho de três brasileiros: o professor José Augusto Corrêa, da FGV; Rodrigo Veloso, CEO da O.N.E, que tem sede em Los Angeles; e Reinaldo Normand, fundador do Zeebo, startup criada originalmente como um console de videogame e hoje posicionado como uma “plataforma de entretenimento e educação adquirida pela Qualcomm.

Eles são sócios na BricChamber , empresa definida como uma “Câmara de negócios Brasil, Rússia, Índia e China – a referência ao Bric está no nome.

O maior objetivo da companhia é estimular o empreendedorismo em países emergentes. Para isso, propõe-se a promover intercâmbios de negócios e compartilhamento de experiências entre empreendedores dos mercados em desenvolvimento.

Sua atuação se dará em diversos setores da economia, como energia e bens de consumo. A área de tecnologia foi escolhida para dar a largada em função do bom trânsito que Normand tem entre as cabeças pensantes do Vale do Silício.