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LinkedIn: Pagar ou não pelo serviço premium, eis a questão

Essa é a segunda parte de uma série de posts iniciada hoje sobre o uso otimizado da rede social LinkedIn, escrita pelo colega jornalista expert em serviços de busca Klaus Junginger. As descobertas sobre o uso da rede no ambiente pago não são poucas e são especialmente atraentes para profissionais de jornalismo pois podem auxiliar na busca de fontes. Diga aí, Klaus.

Por Klaus Junginger

Contas básicas, que são oferecidas gratuitamente, têm recursos bastante limitados. Aos usuários ficam liberados os espaços para a criação do perfil e a otimização da URL. Mas os reais benefícios (para pessoas físicas) começam a aparecer quando o uso da rede é pago.

InMail

Com restrições de identificação de outros usuários da rede, como a exibição de apenas a letra inicial do sobrenome e a impossibilidade de enviar mensagens para quem não pertence a sua rede de conexões resta pouco a não ser torcer para que respondam sua mensagem enviada em forma de convite para participar da rede de contatos. Não é a forma ideal de contatar pessoas no LinkedIn. Para sanar essa situação, O LinkedIn oferece aos pagantes a opção de enviar os chamados InMails. Dependendo da modalidade da assinatura, o usuário pode enviar entre três e 25 mensagens desse tipo. Quando decidi, em novembro de 2010 que iria escrever essa matéria, assinei o LinkedIn na modalidade mais barata, o que me deu direito a três Inmails.

O valor do LinkedIn para jornalistas

Descobri o valor desse tipo de recurso quando, semanas depois tive de escrever uma matéria sobre computação em nuvem. Detalhe, eram dez horas da noite e a matéria deveria sair no dia seguinte. Procurei na rede por algum profissional de perfil com sólidos conhecimentos no assunto e encontrei Alberto Cozer, brasileiro, gestor de uma estrutura significativa de TI e baseado nos EUA. Foi a hora perfeita para por a prova o funcionamento do InMail. Horas depois de enviar as perguntas sobre o assunto, chegavam a minha caixa de entrada as respostas.

É possível pressupor o interesse intrínseco às pessoas em querer aparecer na imprensa? Sim. Mas será que o LinkedIn ajudou a obter uma resposta de Alberto na hora do aperto?

“Provavelmente sim”, responde Alberto via mensagem trocada via  LinkedIn. “Ele (o LinkedIn)  ajuda a filtrar os contatos facilmente e em poucos cliques obter informação sobre pessoas que entram em contato comigo e saber se ha afinidade profissional”.

Para o executivo de TI, a qualidade dos contatos gerados no LinkedIn é “em geral boa”. Todavia Alberto ressalta do volume de pedidos de conexão por parte de pessoas que não têm real interesse em manter na lista de contatos, o que confirma o citado na matéria de ontem. “…eu recebo muitos pedidos de conexao de pessoas que nao conheco e com as quais nao tenho afinidade profissional. Eu sempre tenho a opcao de ignorar ou negar tais contatos e procuro fazer sempre de uma maneira educada ja que nao ha a intencao de ofender. Tenho amigos no Facebook por exemplo que nao adiciono como contato no LinkedIn porque nao ha nenhuma sinergia profissional alem da amizade. Amigos amigos, negocios a parte”.

Não para por aí

Ao telefone, Krista Canfield, gerente de RP da rede social, menciona que existe um programa de capacitação do uso da rede social desnvolvido especialmente para jornalistas. O curso tem duração aproximada de meia hora e é realizado via webinar.

Conteúdo do curso

“O tutorial consiste em ensinar aos jornalistas alguns “truques”, usando as funcionalidades do LinkedIn, para entrar em contato com fontes e descobrir alguns furos de reportagem, principalmente ligados à movimentação de empresas. Como exemplo, posso citar o tutorial realizado para os jornalistas do New York Times, que acabaram dando o furo da compra de uma empresa pequena pela Apple usando o que aprenderam com a Krista.

A maioria dessas funcionalidades está vinculada à conta Pro do LinkedIn. Por esse motivo, todos os jornalistas que passam pelo tutorial recebem um upgrade gratuito em suas contas, para que possam utilizá-las de maneira completa”, informa email enviado pela assessoria de imprensa do LinkedIn no Brasil.

Monitore os acessos ao seu perfil

Do lado direito da tela inicial do LinkedIn é exibida uma caixa que informa ao usuário quantas vezes seu perfil foi visto por outros membros da rede. Acontece que, sem enfiar a mão no bolso e entregar perto de 25 dólares ao mês, a identidade de quem contemplou seu perfil será para sempre um mistério.

Tenho percebido que muitos usuários não desejam ser identificados, possivelmente por receio de serem assediados por quem está à procura de vagas de trabalho. A afirmação tem uma explicação bastante simples. Tenho encurtada a URL de meu perfil em uma conta no Bit.ly, assim sei quantas vezes o perfil foi acessado. Partindo do pressuposto de quem acessou ser dono de um perfil no LinkedIn, percebo um discrepância razoável entre o número de acessos no link e informes na página do LinkedIn.

Ao assinar o serviço  (e se dispor a pagar por ele), o usuário pode configurar na aba de privacidade na rede, se deseja ou não ser identificado ao visualizar o perfil alheio. Usuários que não pagam os serviços premium são identificados ao acessar os perfis de assinantes.

Em minha perspectiva, esses são os dois maiores pontos em favor da assinatura de uma conta premium.

De toda forma, as vantagens intrínsecas à assinatura são diretamente proporcionais ao uso que é feito da rede. Não acredito que seja útil para pessoas que estejam em busca de uma recolocação no mercado de trabalho. É sem dúvida uma excelente vitrine e serve para aproximar profissionais que estão atuantes, mas não é um site de RH.

Se recomendações como as que foram dadas no artigo anterior forem seguidas, será possível encontrar o que se procura, ou, melhor, você poderá ser encontrado.

  • Higor Franco

    Clayton, gostei bastante da dica do Bit.ly... tentei configurar o encurtador no meu profile mas ele não está exibindo os clicks. Alguma dica?
    abrs

  • klaus_junginger

    Olá, Higor

    quem escreve é o Klaus, autor da matéria. Por favor me mande seu email que te envio as instruções passo a passo para fazer esse monitoramento.

    um abraço

    Klaus.junginger@nowdigital.com.br

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