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Arquivo de janeiro, 2011

LinkedIn: Pagar ou não pelo serviço premium, eis a questão

Essa é a segunda parte de uma série de posts iniciada hoje sobre o uso otimizado da rede social LinkedIn, escrita pelo colega jornalista expert em serviços de busca Klaus Junginger. As descobertas sobre o uso da rede no ambiente pago não são poucas e são especialmente atraentes para profissionais de jornalismo pois podem auxiliar na busca de fontes. Diga aí, Klaus.

Por Klaus Junginger

Contas básicas, que são oferecidas gratuitamente, têm recursos bastante limitados. Aos usuários ficam liberados os espaços para a criação do perfil e a otimização da URL. Mas os reais benefícios (para pessoas físicas) começam a aparecer quando o uso da rede é pago.

InMail

Com restrições de identificação de outros usuários da rede, como a exibição de apenas a letra inicial do sobrenome e a impossibilidade de enviar mensagens para quem não pertence a sua rede de conexões resta pouco a não ser torcer para que respondam sua mensagem enviada em forma de convite para participar da rede de contatos. Não é a forma ideal de contatar pessoas no LinkedIn. Para sanar essa situação, O LinkedIn oferece aos pagantes a opção de enviar os chamados InMails. Dependendo da modalidade da assinatura, o usuário pode enviar entre três e 25 mensagens desse tipo. Quando decidi, em novembro de 2010 que iria escrever essa matéria, assinei o LinkedIn na modalidade mais barata, o que me deu direito a três Inmails.

O valor do LinkedIn para jornalistas

Descobri o valor desse tipo de recurso quando, semanas depois tive de escrever uma matéria sobre computação em nuvem. Detalhe, eram dez horas da noite e a matéria deveria sair no dia seguinte. Procurei na rede por algum profissional de perfil com sólidos conhecimentos no assunto e encontrei Alberto Cozer, brasileiro, gestor de uma estrutura significativa de TI e baseado nos EUA. Foi a hora perfeita para por a prova o funcionamento do InMail. Horas depois de enviar as perguntas sobre o assunto, chegavam a minha caixa de entrada as respostas.

É possível pressupor o interesse intrínseco às pessoas em querer aparecer na imprensa? Sim. Mas será que o LinkedIn ajudou a obter uma resposta de Alberto na hora do aperto?

“Provavelmente sim”, responde Alberto via mensagem trocada via  LinkedIn. “Ele (o LinkedIn)  ajuda a filtrar os contatos facilmente e em poucos cliques obter informação sobre pessoas que entram em contato comigo e saber se ha afinidade profissional”.

Para o executivo de TI, a qualidade dos contatos gerados no LinkedIn é “em geral boa”. Todavia Alberto ressalta do volume de pedidos de conexão por parte de pessoas que não têm real interesse em manter na lista de contatos, o que confirma o citado na matéria de ontem. “…eu recebo muitos pedidos de conexao de pessoas que nao conheco e com as quais nao tenho afinidade profissional. Eu sempre tenho a opcao de ignorar ou negar tais contatos e procuro fazer sempre de uma maneira educada ja que nao ha a intencao de ofender. Tenho amigos no Facebook por exemplo que nao adiciono como contato no LinkedIn porque nao ha nenhuma sinergia profissional alem da amizade. Amigos amigos, negocios a parte”.

Não para por aí

Ao telefone, Krista Canfield, gerente de RP da rede social, menciona que existe um programa de capacitação do uso da rede social desnvolvido especialmente para jornalistas. O curso tem duração aproximada de meia hora e é realizado via webinar.

Conteúdo do curso

“O tutorial consiste em ensinar aos jornalistas alguns “truques”, usando as funcionalidades do LinkedIn, para entrar em contato com fontes e descobrir alguns furos de reportagem, principalmente ligados à movimentação de empresas. Como exemplo, posso citar o tutorial realizado para os jornalistas do New York Times, que acabaram dando o furo da compra de uma empresa pequena pela Apple usando o que aprenderam com a Krista.

A maioria dessas funcionalidades está vinculada à conta Pro do LinkedIn. Por esse motivo, todos os jornalistas que passam pelo tutorial recebem um upgrade gratuito em suas contas, para que possam utilizá-las de maneira completa”, informa email enviado pela assessoria de imprensa do LinkedIn no Brasil.

Monitore os acessos ao seu perfil

Do lado direito da tela inicial do LinkedIn é exibida uma caixa que informa ao usuário quantas vezes seu perfil foi visto por outros membros da rede. Acontece que, sem enfiar a mão no bolso e entregar perto de 25 dólares ao mês, a identidade de quem contemplou seu perfil será para sempre um mistério.

Tenho percebido que muitos usuários não desejam ser identificados, possivelmente por receio de serem assediados por quem está à procura de vagas de trabalho. A afirmação tem uma explicação bastante simples. Tenho encurtada a URL de meu perfil em uma conta no Bit.ly, assim sei quantas vezes o perfil foi acessado. Partindo do pressuposto de quem acessou ser dono de um perfil no LinkedIn, percebo um discrepância razoável entre o número de acessos no link e informes na página do LinkedIn.

Ao assinar o serviço  (e se dispor a pagar por ele), o usuário pode configurar na aba de privacidade na rede, se deseja ou não ser identificado ao visualizar o perfil alheio. Usuários que não pagam os serviços premium são identificados ao acessar os perfis de assinantes.

Em minha perspectiva, esses são os dois maiores pontos em favor da assinatura de uma conta premium.

De toda forma, as vantagens intrínsecas à assinatura são diretamente proporcionais ao uso que é feito da rede. Não acredito que seja útil para pessoas que estejam em busca de uma recolocação no mercado de trabalho. É sem dúvida uma excelente vitrine e serve para aproximar profissionais que estão atuantes, mas não é um site de RH.

Se recomendações como as que foram dadas no artigo anterior forem seguidas, será possível encontrar o que se procura, ou, melhor, você poderá ser encontrado.

LinkedIn: você sabe usar essa rede social?

O post de hoje é contribuição do colega Klaus Junginger, repórter do IDGNOW e da Computerworld e voltado ao mercado de busca. Klaus resolveu investigar formas de usar melhor o LinkedIn. O resultado você confere abaixo.

Por Klaus Junginger

Em meio à miríade de redes sociais digitais, o LinkedInse destaca por ser de cunho essencialmente profissional. Sem recursos de partilha de fotos e com opções restritas de envio de mensagens para outros usuários, o LinkedIn tem alguns macetes para uso mais poderoso.

Neste texto, que é a primeira parte de alguns posts sobre a rede social, vou tratar de dicas dadas por profissionais. Nas partes seguintes, falarei sobre os recursos pagos.

Aprender a se portar nesse ambiente é fundamental – o mesmo pode ser dito acerca do perfil. Em telefonema com a RP do LinkedIn, Krista Canfield, fico sabendo quais são algumas das regras essenciais. Acompanhe:


O perfil
Segundo Krista, o número mínimo de conexões no LinkedIn é 50. Ela se refere a esse número por “magic number” (número mágico). Por quê?
A rede classifica a proximidade entre o usuário e possíveis contatos em 1º, 2º e 3º graus. E é a partir de 50 conexões que o usuário começa a perceber um volume relevante em termos de profissionais no segmento de interesse.

Preencher o perfil do LinkedIn de forma otimizada leva tempo e não precisa ser feito de uma vez só. É possível impedir que seus dados sejam expostos a quem acessar seu perfil. Contudo, é necessário selecionar essa opção no menu de configurações da rede social. Pense nisso quando for criar seu perfil. Diferentemente do Facebook, em que erros e dados inconsistentes são aceitos, esse tipo de informação pode prejudicar sua presença digital no LInkedIn.

Minimizar o volume de informações no perfil em construção não impedirá que uma busca por seu nome em mecanismos de pesquisa como o Google e o Bing revelem sua existência na rede em posições bastante privilegiadas.

Krista dá uma dica valiosa sobre esse assunto: “Get your LinkedIn profile to come up higher in search results by customizing your profile URL”, ou seja, use o LinkedIn para ocupar posições vantajosas em mecanismos de busca e otimize sua URL. Impagável. Existe uma variedade extensa de palavras-chave disponíveis para otimização.

Melhor: para cada idioma em que o LinkedIn está disponível, é criado um subdiretório. Linkedin.com/in, por exemplo, denota o diretório dos perfis criados em idioma inglês. Assim a quantidade de vezes que uma palavra-chave é usada é multiplicada pelo número de idiomas disponíveis. Mas um mesmo usuário, apesar de poder criar perfis em diomas distintos, não pode alterar sua URL para cada idioma. Seria demais, uma chance de monopólio.

O analista de audiência (Web Analytics) da Globo.com, Diógenes Passos diz que otimizou sua URL na rede LinkedIn e decidiu criar a URL com seu próprio nome, e não com uma palavra-chave. “É uma questão de personal brand“, diz. Diógenes continua, dizendo que “…em todo caso, a busca interna do LinkedIn in encontra bem keywords ligadas ao seu currículo”.
O profissional de web analytics completa a resposta (dada via Twitter): “Como existem vários outros Diógenes Passos, decidi não deixar dúvida em nenhuma busca pelo meu nome”.

A escolha, como pode perceber, caro leitor, será inteiramente sua.

O ranking interno

É possível encontrar outros usuários do LinkedIn com base na busca por palavras-chave ou nome.
Perguntada se a quantidade de vezes que determinado termo aparece em perfis no LinkedIn interfere no ranking por buscas no site, a assessoria de imprensa do LinkedIn no Brasil confirma que sim. Parece, ainda, ser o fator de maior peso na hora de compor a lista de perfis.

Em 2010, percebi várias posts e matérias de especialistas dando instruções de como montar um perfil otimizado. Para tal, é necessário incluir nas informações profissionais as palavras que melhor denotem sua atividade e experiência. Vale perguntar se tal dinâmica não encoraja o que na comunidade de SEO (otimização para sites de busca) é conhecido por Keyword stuffing – uso exagerado de palavras-chave na tentativa de aumentar a relevância para determinado termo.

Recomendações
A rede social apresenta um recurso chamado de Recommendations (recomendações); campo em que contatos – na maioria ex-colegas de trabalho – deixam suas impressões sobre o desempenho profissional do dono do perfil. Elas equivalem a cartas de recomendação; aquelas que todo bom candidato a vagas de trabalho deve ter, pois servem de chancela (não garantia) de performance. “Tenha, no mínimo três recomendações” diz Krista ao telefone. O número de recomendações, porém, não influencia o posicionamento de usuários em pesquisas por contatos na rede.
Há alguns meses tratamos do assunto recomendações no LinkedIn em outro blog.

Comportamento
Em minha opinião, a grande utilidade do LinkedIn consiste em encontrar pessoas que atuam profissionalmente em segmentos de interesse partilhado. Krista confirma essa perspectiva “é onde se encontra o real valor da rede social”. “O LinkedIn é uma plataforma em que partes que dividem interesse comum se encontram e trocam experiência em nível profissional”, afirma.

Mas atenção: a conexão deve ser interessante para ambas as partes e ela reflete um nível de confiança mútua mais consistente que um ”amigo” no Facebook, por exemplo.

Como aumentar a rede de contatos?
“Apesar do LinkedIn ter uma mensagem preconfigurada para o envio de convites, acredito que o envio dela é um dos maiores erros dos usuários”, diz Krista. “Fazer contato no LinkedIn é algo que deve ser bom para as partes e deve ter nuances de um contato pessoal”, continua. “Vale a pena ler o perfil antes de enviar um convite. Quem sabe você encontre alguma informações que os aproxime”.
Faz todo sentido.

Já que se trata claramente uma questão de interesses, nada melhor do que abrir mão da mensagem padrão e fazer um convite personalizado, algo que transmita ao outro usuário uma noção de proximidade.

Pergunto para Krista sobre o maior erro cometido por usuários do LinkedIn na hora de expandir sua rede de contatos. Na resposta da RP fica evidente que se trata de uma confusão que muitas pessoas fazem quando entram para a rede e acreditam estar em outros ambiente digitais, em que adicionar contatos torto e a direito é bastante comum.

Grupos
Do mesmo modo como acontece com outras redes sociais, existem grupos de discussão que disseminam conteúdo e informações sobre determinado assunto. Para cada grupo que um usuário do LinkedIn resolve seguir existem configurações para o recebimento dos tópicos criados por outros participantes.

Krista explica que, atualmente, você pode escolher entre resumos semanais, diários ou optar por ler o conteúdo dos tópicos apenas quando deseja acessando a página do grupo no LinkedIn. Essa última parece ser a melhor opção, pois o que poderia ser uma plataforma para discussões que se igualem à relevância da rede para fomentar relacionamentos profissionais é não raramente usado para disseminar o que pode tranquilamente ser chamado de spam. Ainda não existe a opção de denunciar determinados usuários pela prática de envio dessas mensagens. Já mensagens recebidas de outros usuários podem, sim, ser relatadas como spam Nos grupos relacionados ao SEO, por exemplo, é comum ver usuários fazendo promoção de seus serviços de otimização de perfil e até de palestrante em eventos em maio a tópicos que revelam um real interesse nos assuntos tratados.

Um aplicativo que vale a pena
Prestem atenção no MyBox, criado pela empresa Box.net. Trata-se de um disco virtual que abriga arquivos gerados por você. O Box avisa quando alguém acessa um dos arquivos. Maneira interessante de acompanhar as visitas ao seu perfil na rede social LinkedIn.

O LinkedIn está longe de se equiparar às outras redes sociais em termos de número de usuários. Segundo Krista, a rede abriga perto de 85 milhões de perfis; mais da metade dessas contas pertence a usuários de fora dos EUA.

Leia a segunda parte da matéria aqui: Pagar ou não pelo serviço Premium do LinkedIn?