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Arquivo de dezembro, 2010

Faturamento publicitário da internet chega a R$ 933,7 milhões em outubro

A internet registrou entre janeiro e outubro deste ano faturamento publicitário de R$ 933,7 milhões, o que representou um crescimento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com esse desempenho, mais uma vez ela foi o meio com maior expansão publicitária do País, conforme dados do Projeto Inter-Meios divulgados hoje.

O segundo em expansão foi a TV paga. Responsável por faturamento 26% maior que o de igual período de 2009, a TV por assinatura obteve R$ 804 milhões e participação de 3,8%.

A participação da internet no total de investimentos publicitários do Brasil agora é 4,41% – em setembro, era de 4,35%. Assim, essa mídia vai lentamente abrindo vantagem em relação ao rádio, que faturou R$ 879.029.882 e obtém 4,16% do chamado bolo publicitário.

Desempenho da mídia no País

Como tem sido a praxe, o crescimento dá internet se deu acima da média do total da mídia no País. O mercado publicitário brasileiro registrou faturamento de R$ 21,1 bilhões entre janeiro e outubro, o que representa expansão de de 20,6% sobre o mesmo período de 2009.

A liderança continua nas mãos da TV aberta: 63,2% e faturamento de R$ 13,4 bilhões, aumento de 25,7% em relação a 2009.

Comparação com 2009

O ritmo de crescimento atual é um pouco superior ao de 2009, ano em que os efeitos da crise financeira internacional deflagrada em setembro de 2008 foram muito sentidos, especialmente no primeiro semestre.

No ano passado, o total faturado pela internet foi de R$ 950,4 milhões, 25% acima do desempenho de 2008. Com esse resultado, a fatia da internet representou 4,27% do bolo publicitário brasileiro no ano passado.

O resultado de 2009 ficou próximo do que o Internet Advertising Bureau (IAB), entidade que representa as empresas do setor digital, havia projetado. A entidade esperava que a publicidade na internet brasileira alcançasse faturamento de R$ 1 bilhão.

É quase certo que, como ainda falta computar os dados de novembro e dezembro, o faturamento publicitário da internet ultrapase o bilhão de reais.

Mais informações a seguir.

Paulo Coelho, Serra e garoto Capricho estão entre mais influentes do Twitter

Paulo Coelho (@paulocoelho) é a segunda celebridade mais influente do Twitter no mundo em 2010. O autor “Sentei na beira do rio e chorei” perde apenas para quem? Para ele: Justin Bieber. Bom, já seria demais o mago digital superar o queridinho teen mais falado do momento.

É o que consta em ranking da revista Forbes referente a 2010. Restrita ao que a publicação chama de “celebridades”, a lista leva em consideração critérios como alcance e impacto dos tweets, mensagens linkadas e repassadas, entre outros.

Enquanto Bieber tem índice 100 de influência, o parceiro de clássicos de Raul Seixas foi classificado com 96.
O mago tem a companhia verde-e-amarela na lista de Federico Devito (federicodevito), em14º e índice 87.7, colunista da Capricho, e José Serra (joseserra_), em 15º, com 87,1.

Veja a lista dos 20 primeiros da Forbes:

1. justinbieber 100
2. paulocoelho 96
3. joejonas 92
4. kanyewest 90.9
5. DalaiLama 90.6
6. nickjonas 90.1
7. ladygaga 89.6
8. ConanOBrien 89
9. iamdiddy 88.9
10. yelyahwilliams 88.8
11. BarackObama 88.5
12. KimKardashian 88.5
13. Tyrese 87.9
14. federicodevito 87.7
15. joseserra_ 87.1
16. TheEllenShow 87.04
17. AngelaSimmons 87
18. katyperry 87
19. ebertchicago 86.7
20. RickWarren 86.7

Brasil terá seu 1º jornal só para tablets em 2011. Só para tablets?

Um veículo jornalístico que seria exclusivo para tablets, como o iPad e o Samsung Galaxy Tab, deve estrear no Brasil em 2011, provavelmente entre março ou abril. Este blogueiro apurou com duas fontes diferentes que os responsáveis pelo projeto já estão à procura de jornalistas para montar a redação. Além da equipe própria, o canal também buscaria acordos com agências de notícias.

Na explicação dada a pelo menos um jornalista que foi convidado a participar da redação, o empreendimento é descrito como um veículo jornalístico que poderá ser acessado gratuitamente pelos usuários de tablets – não seria só iPad, mas também outros, como o Samsung Galaxy Tab. O modelo de negócios seria a venda de publicidade.

No começo

O comando do projeto está com os jornalistas Joaquim Castanheira e Leonardo Attuch – o primeiro é diretor de redação da IstoéDinheiro, e o segundo, redator-chefe da mesma publicação da Editora Três. Ambos tem longa trajetória na área de jornalismo econômico. O novo empreendimento contaria com o apoio de um banco de investimento cujo nome ainda não é conhecido.

Ainda há poucas informações disponíveis sobre o projeto. Por isso, algumas dúvidas pairam no ar:

* Trata-se de fato de um projeto exclusivamente para tablet ou o tablet é apenas uma das plataformas principais?
* Será para tablets em geral ou só para iPad?
* Ele terá site?
* Poderá ser baixado da Apple Store?
* Terá formatos publicitários e de conteúdo exclusivos para tablets, diferentes dos já disponíveis na web?

Segundo o Portal Imprensa, uma das inspirações da nova empreitada é o Daily, plataforma desenvolvida pelo grupo de Rubert Murdoch em parceria com a Apple.

Com seis indicações ao Globo de Ouro, A Rede Social tem boa bilheteria no País

Se não chega a ser um arrasa-quarteirão, o desempenho do filme “A Rede Social” (The Social Network) não é nada ruim no Brasil. Segundo dados do Filme B, portal especializado no mercado de cinema, o longa-metragem sobre a história da criação do Facebook obteve 369 mil espectadores no País até domingo (12/12), o que representou uma renda até o momento de R$ 3,75 milhões.

Bilheteria de filme que conta a história da criação do Facebook se aproxima dos 400 mil espectadores no Brasil

Bilheteria de filme que conta a história da criação do Facebook se aproxima dos 400 mil espectadores no Brasil

Lançado no dia 3/12, o filme teve média de 900 espectadores por sala no primeiro final de semana – para o portal, um filme é bem-sucedido quando chega perto ou supera os mil espectadores. “A Rede Social” estreou em 160 salas no Brasil, um lançamento de porte médio. Como comparação, um blockbuster entra em cartaz em mais 500 salas, às vezes 800.

A bilheteria do filme no segundo final de semana caiu 29%, uma das menores quedas entre os longas em cartaz, segundo o Filme B, o que sugere que “A Rede Social” possa uma boa sobrevida nas telas brasileiras.

No final de semana passado, a renda obtida foi de R$ 1.158 milhão, a quarta maior do País. A primeira foi “As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada”. Blockbuster de aventura da Fox, o longa estreou gerou R$ 4.484 milhões nesse final de semana.

Indicações ao Globo de Ouro
A visibilidade da “A Rede Social” só cresce. A Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) anunciou hoje que o filme recebeu 6 indicações ao Globo de Ouro, considerado um dos principais termômetros para o Oscar – só foi superado por “O discurso do rei”, com sete indicações.

O longa dirigido por David Fincher vai concorrer no Globo de Ouro aos prêmios de melhor filme de drama, ator (Jesse Eisenberg), roteiro (Aaron Sorkin), diretor (David Fincher), ator coadjuvante (Andrew Garfield) e trilha original.

E, como a indústria sabe, quantos mais prêmios – principalmente as estatuetas douradas do Oscar -,maiores as chances de a carreira de um filme decolar em DVD.

TI nos países emergentes crescerá com mobilidade, vídeo e “nuvem”

*De Paris *

Que o mundo está conectado todos sabemos. Que a tecnologia e a rede se embrenharam de vez em nosso no dia-a-dia e mudaram as relações sociais e de negócios também não é novidade. Mas como é a conjuntura econômico-social na qual a tecnologia da informação está inserida? De que modo a TI modifica e ou responde a mudanças da sociedade? Sendo mais específico: como esse processo se dá naquilo chamamos de mercados emergentes, no qual o Brasil é um dos protagonistas?

O estudo global “Opportunities and Challenges: Navigating Emerging Markets” da Forrester Research, nos ajuda a compreender melhor esse cenário.

Apresentada na terça-feira (7/12) durante conferência em Paris com jornalistas de 16 países realizada pela Orange Business Services – divisão B2B do Grupo France Telecom -, a análise mapeia o ambiente de negócios e tecnologia nos países em desenvolvimento.

Tive a oportunidade de acompanhar a apresentação feita em Paris pela analista sênior da Forrester Research Jennifer Bélissent, que foi complementada por análises, via videoconferência, dos principais executivos da Orange Business Services na França, região Ásia Pacífico, Índia, Oriente Médio/África e América Latina.

O tripé do futuro
No cenário traçado por Jennifer, a demanda por tecnologia da informação hoje – e que será ampliada num futuro próximo – está direcionada para o tripé computação em nuvem, mobilidade e vídeo.

Em cada uma dessas áreas descortina-se uma vasta gama de serviços atuais e futuros e que envolverá vários tipos de fornecedores no mundo inteiro. Há alguns fatores que explicam essa expectativa.

Para começar, vamos recorrer a um exemplo de São Paulo, mas que serve perfeitamente para outras capitais. O estudo da Forrester aponta que 62% dos executivos que comandam a área de TI na capital paulista dizem que expansão do uso de vídeo é uma prioridade – pense no uso de videoconferências, por exemplo.

Um dos estímulos para isso é tentativa de fugir do trânsito – evitando assim perda de tempo e redução de gastos – e a queda da fronteiras para fazer negócios. É muito mais prático, rápido e barato conversar por videoconferência do que se deslocar para outro estado ou país a todo o momento.

“O Brasil conta com vários competidores fortes de TI em seu mercado. As empresas de telecomunicações também são grandes e têm influência. Além disso, será sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Tudo isso deve impulsionar o setor de TI no País”, disse Jennifer.

Outro dado da pesquisa indica que 62% dos tomadores de decisão nas companhias no mundo inteiro querem priorizar soluções de mobilidades para estar em contato permanente com colaboradores e clientes.

“O interesse pelos mercados emergentes não de dá mais só por mão de obra de baixo custo, mas também pela orça do mercado interno”.

Contexto
O que favorece a expansão e a maior complexidade dos serviços de TI são aspectos como o alto crescimento da população nos países emergentes, o ritmo acelerado de urbanização e a globalização.
Podemos incluir na lista o fato de que os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) mostram-se fortes economicamente, com mercado consumidor interno pujante e em busca de esticar os braços para além de suas fronteiras.

A Orange Business Services credita, por exemplo, parte de sua expansão na América Latina ao atendimento de multinacionais brasileiras que avançam no exterior.

Para dar uma idéia, a população global deve crescer 30% entre 2010 e 2050, segundo a Forrester. Mas a expansão de apenas 3% nos países desenvolvidos contrasta com o crescimento de 96% na população dos países em desenvolvimento.

A projeção é de que a população urbana cresça de 3,4 bilhões de pessoas para 6,3 bilhões em 2050, com a explosão de “megacidades” – de apenas em 1975 para 29 em 2025. Em 2030, 75% da classe média global estará nos países emergentes, estima a Forrester.

Desafios globais
Se é responsável por imensas possibilidades de negócios e de inovação, esse panorama também acende o sinal de alerta para questões delicadas hoje já conhecidas e que devem se acentuar daqui por diante, a saber: a escassez de energia e de água e problemas de transporte e segurança pública.

TI pode se beneficiar do desenvolvimento de cidades inteligentes

TI pode se beneficiar do desenvolvimento de cidades inteligentes

Diante dessa conjuntura, a TI pode ser uma aliada dos governos para encontrar soluções sustentáveis e de baixo impacto nessas áreas, assim como em educação, saúde, construção civil e serviços públicos.

“As ‘cidades inteligentes’ e os ‘governos inteligentes’ vão buscar novas soluções de tecnologia. Assim, novos negócios e inovação na área devem surgir”, analisou Jennifer Bélissent, da Forrester Research.

* O jornalista viajou a Paris a convite da Orange Business Services

Eleito o filme do ano nos EUA, “A Rede Social” estreia no Brasil

E finalmente chegou o dia da estréia de A Rede Social (The Social Network) no Brasil.

Uma informação que reforça a curiosidade em relação ao filme é que o longa foi no dia 2 de dezembro o filme do ano pela crítica americana.

O ator Jesse Eisenberg mandou muito bem no papel do nerd amoral e genial Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook

O ator Jesse Eisenberg mandou muito bem no papel do nerd amoral e genial Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook

A Associação Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos concedeu ao longa os prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor ator, roteiro adaptado, conforme relato do G1.

Dirigido por David Fincher (Seven Clube da Luta) e com roteiro de Aaron Sorkin(The West Wing), o longa traça um retrato ácido e humanizado de Mark Zuckerberg, o cofundador do site. A obra é inspirada no livro
Bilionários por acaso, de Ben Mezrich (Editora Intrínseca).

Um dos pivôs das polêmicas que cercam Zuckerberg é Eduardo Saverin, está a acusação Ele foi acusado pelo brasileiro Eduardo Saverin, seu amigo em Harward e primeiro financiador do projeto,

Além da curiosidade natural por se tratar da história da maior rede social do mundo,  a expectativa em relação ao longa-metragem que conta a história do Facebook foi trabalhada ao longo dos meses pela Sony com trailers caprichados, que enfatizavam o caráter polêmico de Zuckerberg.

Resenha do IDG Now!

Eu assisti ao filme no início de novembro e escrevi uma resenha a respeito. Clique aqui para conferir.

Eis um dos trailers do filme, com Creep, do Rardiohead, na trilha.