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Arquivo de setembro, 2010

6 dicas de sites que ajudam você a escolher seus candidatos

As eleições serão no próximo (3/10). E aí, já escolheu seus candidatos? Se ainda não tiver definido, temos umas boas dicas de sites para buscar informações sobre os postulantes a cargos públicos.

Sites auxiliam com informações sobre biografia, situação perante a Justiça e projetos defendidos

Sites auxiliam com informações sobre biografia, situação perante a Justiça e projetos defendidos

Se já tiver escolhido, convido você da mesma forma para dar uma espiada na lista abaixo – isso pode fazer você repensar o seu voto ou ir mais seguro para as urnas.

A listagem abaixo foi feita a partir de sugestões publicadas pela Agência Câmara. São boas ferramentas de apoio, que municiam o eleitor com informação de vários tipos, como a biografia, vida pregressa e afinidade políticas, determinadas a partir do que o candidato pensa ou defende sobre diversas questões.

1. Divulgação de Registro de Candidaturas

Disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE), o serviço traz informações sobre todos os candidatos desta eleição no País inteiro. É possível acessar por Estado, escolhendo a situação e o cargo.

2.Ficha Limpa
Site do movimento Ficha Limpa, lei que impede que políticos com condenação na Justiça concorram às eleições. Em vez de destacar os “fichas sujas”, o canal aponta aqueles que estão com a ficha limpa. Por isso, abre espaço para candidatos cadastrarem no site suas candidaturas, que passam por verificação dos responsáveis pelo site – eles analisam se o postulante está mesmo com a ficha limpa (sem condenações na Justiça).

Aqueles que estivem “limpos”, constam na relação do site para consulta dos eleitores. Isso significa que, além de colocarem à favor da lei Ficha Limpa, os candidatos se comprometem com a transparência por meio da prestação de contas de sua campanha eleitoral, informando semanalmente a origem dos recursos obtidos e os gastos efetivados.

3.Extrato Parlamentar
Este site calcula a afinidade política entre as ideias dos candidatos a deputado federal e o que você pensa. O cálculo é feito a partir de modelos matemáticos baseados na posição do parlamentar sobre os temas listados, que leva em consideração o banco de dados legislativo do Cebrap, um dos responsáveis pelo site – o Extrato Parlamentar também tem como parceiro o Movimento Voto Aberto, entre outras instituições.

4. Repolítica
Aqui o objetivo também é apontar afinidades com as ideias de candidatos. A diferença em relação ao Extrato Parlamentar, no entanto, é que ele inclui também candidaturas à presidência, governo, senado e deputado estadual. Os apontamentos do Repolítica são feitos a partir do “cruzamento da opinião da comunidade, que avalia ética, ideologia e prioridades do político, com dados da Transparência Brasil e do TSE, que exibem questões como ficha criminal e projetos apresentados.”

5. Projeto Excelências
Mantido pela ong Transparência Brasil, o site divulga informações sobre os parlamentares em exercício em todas as esferas políticas – federal e estadual e vereadores, num total de 2368 políticos. Os dados são obtidos de fontes públicas ( Casas legislativas, TSE, tribunais estaduais e superiores, tribunais de contas e outras) e de outros projetos mantidos pela Transparência Brasil, como o “Às claras”, sobre financiamento de campanhas, e o “Deu no jornal”, com notícias sobre corrupção.

6.Câmara dos Deputados
O site da Câmara informa é útil para conhecer melhor os candidatos que postulam a reeleição. O canal traz a biografia dos deputados em exercício, discursos, votações em plenários, presença em plenário e em comissões e projetos que apresentou.

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DM9 levará universitário para conhecer o mundo e contar em blog o que viu

A DM9DDB vai escolher um universitário de 21 anos, de qualquer área, para viajar por 9 grandes cidades do mundo em 99 dias e manter um blog com relatos de sua experiência.

Chamado de 99 Novas e lançado nesta segunda-feira, em São Paulo, o projeto faz parte das comemorações pelo aniversário de 21 anos da agência. As inscrições para o projeto já podem ser feitas por meio do site da iniciativa.

Os pré-requisitos são ter ou completar 21 anos até o dia do embarque (9 de janeiro de 2011), estar cursando alguma instituição de ensino superior, desde que reconhecido pelo Ministério da Educação (recém-formados também são aceitos), ser fluente em inglês, ser brasileiro e morar no País.

No roteiro da viagem constam Nova York, Paris, Barcelona, Bangcoc, Xangai, Tóquio, Londres, Milão e Mumbai.

Como é o processo seletivo
O processo de seleção é dividido em três fases. Na primeira, os participantes terão de responder a um teste online com 99 perguntas
sobre conhecimentos gerais. Os 99 candidatos que acertarem mais questões no menor prazo passarão para a segunda etapa.

Na fase seguinte, será necessário gravar um vídeo de 90 segundos em inglês sobre um tema que será anunciado posteriormente, além de uma entrevista online também na língua inglesa. Apenas nove postulantes serão selecionados.

Na etapa final, esses nove passarão por uma prova mais específica: terão de montar um blog – o objetivo é ver como a pessoa se sai com a ferramenta em si, se domina minimamente e tecnologia para saber se virar quando estiver na viagem. Também haverá uma entrevista presencial, que selará a sorte do felizardo.

Tendências mundo afora
O objetivo da agência é que o estudante escolhido descubra tendências, mostre comportamentos e histórias de culturas diferentes.

“Quero que o blog seja um lugar para indicar tendências. Não é um projeto de emprego, mas de conhecimento”, diz Sérgio Valente, presidente da DM9DDB.

E não pense você que o objetivo é endeusar o último hype.

“Nossa intenção não é que o escolhido indique a moda mais recente. É para a massa também. Quero saber quem é o Luan Santana de Nova York, Xangai”, afirma Valente. Ele se refere ao novo ídolo do chamado “sertanejo universitário”.

A proposta não é dar emprego, mas a agência não descarta a possibilidade de convidar o universitário a trabalhar na DM9DDB ao retornar da viagem.

Filme sobre Facebook tem potencial para ser o hit dos cinemas ainda em 2010

Um dos filmes mais aguardados do ano e envolto em polêmicas, “The social network” já movimenta a imprensa americana.

Polêmico, filme mostra Mark Zuckerberg como vilão

Polêmico, filme mostra Mark Zuckerberg como vilão

Sites especializados ou de grandes veículos têm publicado nesta semana uma séries de resenhas e reportagens sobre o longa-metragem. O filme foi programado para a abertura do 48 Festival Internacional de Cinema de Nova York, nesta sexta-feira (24/9). Em linhas gerais, a crítica parece receber bem o filme, que mostra Mark Zuckerberg como uma espécie de geniozinho do mal, capaz de passar por cima de tudo e todos para obter o sucesso.

Dirigido por David Fincher, a obra foi chamada pela ABC News de um épico sobre as pessoas por trás do site e um filme sobre a busca pelo poder.

“Não há falsidade e traição, não há tragédia e triunfo. Há heróis e vilões”, escreve a jornalista da ABC News Sheila Makinar. Para a jornalista, a produção do filme é suntuosa e a trilha, assinada por Trent Reznor, do Nine Inch Nails, e o compositor Atticus Ross é um dos pontos altos.

Jesse Eisenberg (à esquerda) interpreta Zuckerberg e Justin Timberlake faz Sean Parker, um dos criadores do Napster

Jesse Eisenberg (à esquerda) interpreta Zuckerberg e Justin Timberlake faz Sean Parker, um dos criadores do Napster

O New York Times aproveitou a oportunidade da apresentação do filme no festival para fazer uma extensa matéria sobre Zuckerberg.

Com o título “Milhões de amigos, mas não muito popular”, a matéria diz que o filme de Fincher tem um olhar estranhamente engraçado e emocionante sobre o homem por trás de um fenômeno das mídias sociais.

“Rápido como um coelho, astuto como uma raposa, ele é o nerd que queria ser rei ou simplesmente Bill Gates. Ele também é o cara mais esperto da sala”, diz o jornal sobre o fundador do Facebook.

O filme estreia nos EUA em outubro. No Brasil, o filme estará nas telas no dia 3 de dezembro no Brasil.

E aí? O que esperar de “The social network”?

Chegada do Twitter Analytics até o final de 2010 é dada como certa

O tão esperado serviço de análises de audiência em tempo real do Twitter parece que enfim vai sair. Matéria desta quinta-feira (23/9) do site americano Read Write Web, valendo-se notícia do blog Web Trends,  diz que o  Twitter Analytics será lançado até o final do ano.

Para reforçar argumento publicitário, serviço de analytics é essencial

Para reforçar argumento publicitário, serviço de analytics é essencial no microblog

Segundo o site, a confirmação foi dada pelo diretor de desenvolvimento de negócios do Twitter Ross Hoffman durante o Sports Marketing 2.o Summit, em São Francisco, ontem.

O Twitter vem se preparando há meses para desenvolver um serviço do tipo.

Só para citar um exemplo, em junho a empresa comprou uma fabricante de uma aplicação analítica da web hospedada na nuvem, a Trendly, da Smalltought Systems, que permite aos donos de sites obter análises detalhadas de dados de uso e de tráfego que o Google Analytics coleta sobre seus sites.

O próprio Twitter, algumas vezes pela voz de Biz Stone, já falou em outras ocasiões que estuda maneiras de gerar receita com publicidade ou serviços pagos. Para isso, oferecer o seu serviço de analytics é fundamental.

Qual a importância de um link?

Para que serve um link?

A resposta que vem de supetão é mais ou menos a seguinte: para levar de uma página a outra da web. Para complementar a questão, podemos dizer que serve para apontar correlações entre conteúdos e, assim, enriquecer a experiência do internauta.

O ato de inserir links provocou mais mudanças na sociedade do que se pode imaginar à primeira vista

O ato de inserir links provocou mais mudanças na sociedade do que se pode imaginar à primeira vista

Não há dúvidas de que isso esclarece, num nível bem imediato, à dúvida de que para que servem os links.

Mas que tal aprofundarmos um pouco mais o olhar e pensarmos a que outras razões servem um link? Que tal refletirmos sobre a maneira como ele modifica nossa relação com a informação, segurança, qual seu impacto na economia, comunicação, marketing – se é que ele interfere de alguma forma nesses campos?

Será uma boa pedida também avançar mais, agora para um plano mais abstrato: o link já não teria se tornado um elemento cultural de nossos dias, já não estaríamos “pensando por links”, tamanhas as conexões possíveis em nossos dias? No plano da linguagem, o que mudou?

O link induz à especialização

Comecemos pela leitura de negócios.

“O link muda tudo”, escreve Jeff Jarvis em ‘O que faria a Google?” (Editora Manole).

Para empresas e profissionais de toda a ordem, especialmente os que atuam na área de serviços, um efeito direto é o aumento da especialização. “A ideia de fornecer um produto de tamanho único que faz tudo para todas as pessoas é vestígio de uma era de isolamento”, escreve Jarvis, eleito pelo Fórum Econômico Mundial um dos 100 maiores líderes de mídia do mundo.

“E a especialização cria uma demanda por qualidade – se você quiser se concentrar em um mercado ou serviço, é melhor ser o melhor para que as pessoas coloquem links para você, de modo que você suba nos resultados do Google e as pessoas possam encontrá-lo e clicar em seu site”.

“No varejo, na mídia, na educação, no governo e na saúde – em tudo -, o link fomenta a especialização, a qualidade e a colaboração, além de alterar os antigos papéis e criar outros. O link muda a arquitetura fundamental das sociedades e das indústrias, assim como as vigas e os trilhos de aço mudaram o modo como as cidades e nações são construídas e seu funcionamento”, diz.

Para completar o raciocínio de Jarvis, o maior número de conexões eleva o valor e estimula relações e conhecimento.

Um componente da linguagem

Agora, deixemos de lado o plano concreto onde se situam a economia e a sociedade e olhemos por outro prisma.

Um autor que também se debruçou sobre os efeitos dos links é Steven Johnson. Há um capítulo sobre o tema em seu “Cultura da interface”. Se Jarvis analisa o link a partir do contexto das transformações provocadas pelo Google, Johnson prefere a perspectiva da linguagem.

“O link é a primeira nova forma significante de pontuação a emergir em séculos, mas é só um sinal do que está por vir”, redigiu em seu livro, em 1997. “O hipertexto, de fato, sugere toda uma nova gramática de possibilidades, uma nova maneira de escrever e narrar”, argumenta Johnson, que é formado em semiótica e literatura.

Um dos pontos centrais do argumento dele é que, ao contrário do que muito se apregoa, os links não são desagregadores, os culpados pela suposta dispersão dos internautas num labirinto digital, um convite à superficialidade.

São antes “um recurso sintético, uma ferramenta que une múltiplos elementos num mesmo tipo de unidade ordenada.”

Isso demonstra que, para Johnson, o link é um componente lingüístico presente na interface web, o que confere à palavra um papel relevante no ambiente digital.

Construção do conhecimento

Para entender a ideia, pense no percurso que se tem a partir de links associados a um tema central – uma matéria sobre o uso das redes sociais pelas empresas, por exemplo. Se bem escolhidos, os links seguramente proporcionarão um entendimento muito maior, formado a partir de múltiplas vozes, olhares e recortes.

A meu ver, pegando a deixa de Johnson, não poderíamos dizer que é como se tudo acabasse fazendo parte de uma grande narrativa – aliás, uma forma diferente de narrativa – , que começa pelo texto principal, prossegue pelo conteúdo  sugerido pelos links e só ao final desse processo é reelaborada pelo internauta?

É uma nova maneira de processar conhecimento.

Como aproveitar melhor essa nova possibilidade? Eis um exercício que está diante de nós todos os dias, a cada novo clique.

Parceria entre HP e Paul McCartney digitalizará obra de ex-Beatle

Fãs de Paul McCartney, uma boa notícia. O ex-Beatle pretende digitalizar parte de sua obra. A intenção é que vídeos e gravações do músico, muitas delas inéditas, sejam colocadas na internet.

Um exemplo são imagens de McCartney em eventos como o Live Aid, ainda não exibidas publicamente.

Segundo matéria da Computerworld americana, a HP é a responsável pela construção da infraestrutura de computação que abrigará a obra. O número de profissionais envolvidos no projeto por parte da HP varia entre 30 e 100, e ainda não há previsão de quando o trabalho estará concluído.

Como o projeto está bem no começo, não se sabe se o acesso ao acervo digital será totalmente gratuito ou não.

Mas, para já preparar os ouvidos, acesse o site do Paul e baixe gratuitamente o clip de “Trip do Lagos”, hit de McCartney com a banda Wings, que formou logo depois do fim dos Beatles.

Pré-venda da trilha de filme sobre Facebook já está disponível

Mais um aperitivo para os que estão na expectativa pelo filme “The social network”, sobre o Facebook.

A pré-venda da trilha do longa-metragem já está disponível na internet. O álbum será comercializado nos formatos digital, CD, blue-ray e vinil.

A versão em CD sai por 8 dólares, enquanto o blu-ray custa 20 dólares e o vinil, 25 dólares. Em todos os casos a versão digital do álbum é enviada junto para o consumidor.

Isoladamente, a versão digital será lançada no dia 28 de setembro e será vendida com exclusividade pela Amazon. Os formatos físicos estarão no mercado em outubro.

Por enquanto, é possível baixar gratuitamente cinco faixas.

A trilha do “The social network” é assinada por Trend Reznor, vocalista da banda americana Nine Inch Nails, e Atticus Ross.
Reznor e David Fincher, diretor do filme, já fizeram outras parcerias. Flincher já dirigiu clipe do Nine Inch Nails.

Vamos conferir.

Mas vejam só: não é curioso que um filme sobre a maior rede social do mundo, ícone da web 2.0, tenha versão em vinil? Sim, claro, faz todo sentido ter em vinil, formato que na era digital ganhou um status cult e virou objeto de colecionador. Eu mesmo curto a ideia.

É um detalhe pitoresco, no entanto, o fato de a tradição ser revisitada e revigorada para promover um ícone da cultura digital.

comScore lança serviço de mensuração de redes sociais

A comScore, uma das principais empresas mundiais de aferição digital, anunciou nesta segunda-feira ( 20/9) que passou a fazer mensuração de redes sociais. O novo serviço, chamado de comScore Social Analytix, será feito por meio da ferramenta Radian6.

Assim, os clientes da comScore poderão saber, em tempo real, o que os consumidores dizem sobre marcas e produtos  em diversas redes sociais, como Facebook, Twitter, LinkedIn e MySpace, e também capturar menções em blogs e vídeos na web.

O Radian6 vai funcionar de modo independente dos painéis de medição já utilizados pela comScore nos países em que atua.

Segundo o instituto de pesquisa, além de identificar citações nas redes, o  comScore Social Analytix permitirá responder aos consumidores que fizerem comentários sobre marcas, identificar os influenciadores e, assim, desenvolver uma estratégia de aproximação com eles. Também  facilitará o acompanhamento dos efeitos de campanhas publicitárias.

O ingresso da comScore na área de mensuração de redes sociais segue movimento natural das companhias de pesquisa. O Ibope Nielsen Online, por exemplo, tem o BuzzMetrics, para redes sociais, e o VideoCensus, para vídeos – ambos os serviços foram trazidos para o Brasil no início deste ano.

Gerador automático de aplicativos é filão para o marketing? A Artech pensa que sim

Imagine*, caro leitor, que você tenha aplicativos em seu smartphone que o ajudem a gerenciar diversas atividades: finanças, histórico de saúde (horário de tomar remédios, quantas vezes foi ao médico e datas de novas consultas, seu tipo de sangue), informações referentes ao seu automóvel (lembretes de quanto trocar óleo, filtro de ar, gasto de combustível mensal), tarefas, projetos profissionais e por aí vai.

Com foco hoje no segmento corporativo, empresa uruguaia também vai desenvolver aplicativos móveis para o consumidor comum

Empresa uruguaia estuda venda de patrocínio em aplicativos móveis destinados ao consumidor

Programas assim já estão por aí ou estão em vias de chegarem ao seu celular.

Mas um dado novo nessa história – e que pode interessar a empresas e agências digitais -  é que aplicativos com a função de auxiliar o usuário em suas atividades cotidianas podem virar um filão de marketing à medida em que a mobilidade se populariza no Brasil. Ainda mais se eles forem programados automaticamente por uma ferramenta inteligente, o que proporcionaria agilidade e redução de custos.

Pelo menos essa é a aposta da Artech, empresa uruguaia de tecnologia fundada em 1988 e que mantém, além da sede, em Montevidéo, escritórios no Japão, EUA, México e Brasil.

Aplicativos patrocinados

O grande projeto da companhia agora é a criação de aplicativos para smartphones gerados de modo automático, por uma ferramenta inteligente, com a possibilidade de veiculação de publicidade ou mesmo patrocínios de empresas.

A lógica é a seguinte: uma companhia da área de saúde, por exemplo, poderia encomendar o desenvolvimento de um aplicativo sob medida para as necessidades de seu cliente – pense no exemplo que citei do programinha que organiza a vida médica do cidadão. O consumidor instalaria o aplicativo em seu celular, sem pagar nada por isso.

Em outros termos, a empresa-anunciante patrocinaria para seu cliente um serviço – no caso, um aplicativo que organiza a vida médica da pessoa – , dispondo assim de um instrumento para se manter próxima do consumidor.

Esse mesmo modelo pode ser replicado para companhias de variados setores e que precisam investir no relacionamento com o consumidor.

O projeto de aplicativos para celulares ainda está em fase embrionária na Artech. Os primeiros programas para smartphones feitos pela empresa foram anunciados nesta semana em Montevidéo no XX Encuentro Genexus, que tive a oportunidade de acompanhar.

O evento reuniu durante três dias a “comunidade Genexus” – desenvolvedores, clientes e distribuidores que usam a ferramenta. Cerca de 3,5 mil pessoas de vários países, como Brasil, México, Argentina, China e EUA, estiveram presentes.

Avanço da mobilidade abre novas frentes para empresas de softwares

Avanço da mobilidade abre novas frentes de negócios para empresas de softwares

Os aplicativos para smartphones desenvolvidos pela Artech estão aptos a rodar em diferentes sistemas, como Apple (iPhone, iPad), RIM (Blackberry) e Google (Android).

A versão beta para testes estará disponível para desenvolvedores em outubro. O lançamento comercial está previsto para março de 2011.

Modelo comercial

Como o projeto acabou de sair do forno, a Artech ainda não formatou o plano comercial para os aplicativos patrocinados e nem tem ideia da receita que a novidade deve gerar.

“O momento é muito promissor para a mobilidade, e queremos nos colocar bem nesse segmento. Haverá um novo modelo de negócios em virtude disso, com possibilidade de venda de patrocínio ou publicidade. Mas tudo ainda está muito novo, não temos claro como será esse modelo de negócios”, afirmou o engenheiro de sistemas uruguaio Nicolás Jodal, sócio e vice-presidente da Artech.  “Estamos experimentando”, disse.

“Existe a possibilidade de uso customizado dos aplicativos por empresas. Mas nosso primeiro objetivo é atender a um novo comportamento do consumidor, que passou a demandar serviços para o celular”, reforça o também uruguaio e engenheiro de sistemas Breogán Gonda, presidente e sócio da empresa.

“O celular representa uma grande oportunidade para nós, é uma revolução, ainda mais no Brasil, onde a mobilidade avança rapidamente”, reforça Gerardo Wisosky, country manager da Artech para o Brasil.

Genexus,o  programa que faz programas

No caso da Artech, há outro ingrediente que torna a estratégia peculiar: os aplicativos são gerados automaticamente por uma ferramenta de sua propriedade chamada Genexus, definida pela empresa como um software que faz programas.

Por esse processo,  o aplicativo não é desenvolvido a partir da programação convencional, feita “à unha” (manualmente) pelo desenvolvedor. Em vez de escrever linhas e mais linhas de códigos, o que toma um bom tempo das equipes de TI, o desenvolvedor se concentraria em descrever para a máquina o que ele quer do aplicativo: a linguagem utilizada, funcionalidades, configurações, recursos. E a ferramenta entrega o software pronto.

O argumento da Artech é que o gerador de código proporciona agilidade para desenvolver o software, ganho de produtividade e redução de custos.

Do corporativo ao usuário comum

Se a exploração do segmento móvel é uma nova frente de atuação, o mesmo não se pode dizer da utilização de geradores de código pela empresa. Esta é justamente a principal característica da Artech e de seu Genexus.

A companhia uruguaia nasceu com a proposta de ser uma empresa especializada em soluções para desenvolvimento, gerenciamento e manutenção automática de aplicativos.  Seu principal nicho de mercado é a tecnologia corporativa. Entre as empresas que utilizam o Genexus no Brasil estão Porto Seguro, Faber Castell, Toyota, Itaú-Unibanco e Tecnisa.

Com cerca de 6 mil clientes, dos quais 1,5 mil no Brasil, a Artech tem faturamento próximo dos 50 milhões de reais por ano e cerca de 70 mil usuários do mundo. O investimento anual em pesquisa é de 5 milhões de reais.

* O jornalista viajou ao XX Encuentro Genexus, no Uruguai, a convite da Artech.

Demitida da Casa Civil, Erenice Guerra vira trend topics Brasil e mundial

Foi rápido como um foguete – e de alcance mundial: Erenice Guerra, destituída hoje do cargo de ministra da Casa Civil em razão de denúncias de que seu filho supostamente operaria lobby a favor de empresas dentro da Casa Civil, se tornou trend topics Brasil e mundial.

trend_mundo

O cargo será ocupado interinamente pelo atual secretário-executivo da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima. A notícia da demissão da ministra começou a circular na internet por volta das 12h.

trend_brasil

Por volta das 15h50, o termo “Erenice Guerra” deixou de figurar como o trend topics mundial, mas ainda permanecia entre na liderança Brasil.

Alguém lembra do “Cala boca Galvao”?

O novo episódio mais uma vez demonstra que a força do Brasil no Twitter, a exemplo do estardalhaço provocado pelo “Cala boca Galvao”, que se tornou trend topics mundial durante a Copa do Mundo. Como desdobramento das “homenagens” ao locutor global, na época o “Cala boca Tadeu Schimidt” também figurou como campeão mundial de citações no Twitter.

Se o PC já mudou a maneira como você escreve, o que dizer do Twitter?

Caros leitores, estou cá com minhas teclas a pensar umas coisas esquisitas: o processador de textos transformou nosso modo de escrever? Redigir reportagens, teses, cartas para a namorada ou bilhetes infames direto no computador alterou nosso estilo da escrita? Indo além, mudou a maneira como argumentamos por meio de palavras escritas?

As interfaces interferem na maneira como organizamos nossa comunicação

As interfaces influenciam no modo como organizamos nossa comunicação

O fato de não precisarmos mais – como quando fazíamos na época em que redigíamos textos longos no papel ou à máquina – preparar mentalmente as frases antes de dar forma a elas teve algum efeito colateral?

Reflitam comigo.

Hoje funcionamos quase no automático. Sentamo-nos diante do PC ou notebook – agora iPad e demais tablets -  e mandamos brasa. É mais ou menos assim: a tela em branco não perdura em seu estado imaculado nem um minuto, e lá vai o tec tec tec. Depois damos uma olhadela. Não, está ruim. Apaga. Começa de novo. Piorou, refaz. Tec tec tec. Bom, melhorou. Uma hora engrena. Vai, mano! E assim caminha a humanidade.

O tec tec tec e o cheiro de celulose

Agora voltemos no tempo (quer dizer, voltemos, nós, que vivemos a era jurássico-celulósica em sua plenitude; quem já cresceu com a tela do PC, tente imaginar como era o processo).

Na Era jurássico-celulósica, estruturávamos mentalmente as frases antes de passá-las ao papel. Afinal, ninguém queria refazer o que havia redigido à máquina

Na Era jurássico-celulósica, estruturávamos mentalmente as frases antes de passá-las ao papel. Afinal, ninguém queria perder tempo refazendo o que havia redigido à máquina

Para escrever à máquina ou na folha de papel, o exercício natural era estruturar minimamente que fosse as primeiras frases mentalmente, para que, quando as escrevêssemos, o texto estivesse encaminhado. Era uma maneira de reduzir o retrabalho. Afinal, não dava para deletar (eis uma palavra filhote do que veio a seguir) folhas datilografadas ou enfeitadas com letras forjadas em cadernos de caligrafia.

Bom, mas você pode perguntar: e daí?

Para explicar, chamo agora o Steven Johnson, o “culpado” por este texto. Foi a leitura do livro dele, “Cultura da Interface” (Zahar), que me fez matutar sobre o assunto. Na verdade, essa questão já me intrigava, pois tentei tempos atrás rascunhar crônicas à mão – algo que fiz durante anos com naturalidade – e me senti um completo incapaz. Não fluiu. O jeito foi ir para o notebook…

O design das ideias

Formado em semiótica pela Brown University e em literatura inglesa pela Columbia University, Johnson investiga como o design de interface – pense no computador, por exemplo – transforma nossa maneira de criar e comunicar.

Diz ele:

“A coisa realmente interessante aqui é que o uso do processador de textos muda nossa maneira de escrever – não só porque estamos nos valendo de novas ferramentas para dar cabo da tarefa, mas também porque o computador transforma fundamentalmente o modo como concebemos as frases, o processo de pensamento que se desenrola paralelamente ao processo de escrever”, escreve Johnson.

Ele continua:

“Podemos ver essas transformações operando em vários níveis. O mais básico diz respeito a simples volume: a velocidade da composição digital – para não mencionar os comandos de voltar o verificador ortográfico – tornam muito mais fácil aviar dez páginas num tempo em que teríamos de rabiscar cinco com caneta e papel. A efemeridade de certos formatos digitais – sendo o e-mail o exemplo mais óbvio – também criou um estilo de escrita mais descontraído, mais coloquial, uma fusão de certa escrita com conversa por telefone.”

“Mas, para mim”, continua Johnson, “ o efeito colateral mais intrigante do processador de textos reside na relação alterada entre uma frase em sua forma conceptual e sua tradução física na página ou na tela. Nos anos em que ainda escrevia com caneta e papel, ou usando a máquina de escrever, quase invariavelmente elaborava cada frase na minha cabeça antes de começar a transcrevê-la para a página. Havia um claro antes e depois no processo: eu planejava de antemão o sujeito e o verbo, os advérbios e as orações subordinadas; ficava ajeitando o arranjo por um ou dois minutos, e quando a mistura parecia correta, voltava para o bloco pautado amarelo.”

“Tudo mudou depois que o canto da sereia da interface Mac me induziu a escrever diretamente no computador(…) o processador de textos eliminava o sacrifício que as revisões normalmente impunham.”

“Ao cabo de alguns meses, percebi uma modificação no modo como eu trabalhava com frases: processos de pensamento e digitação começaram a coincidir. Uma expressão vinha à minha mente – um fragmento de frase, uma frase de abertura, uma observação parentética – e antes que tivesse tempo de ruminá-la, as palavras já estavam na tela”, diz o autor.

Ainda é difícil saber como a lógica dos fragmentada dos microblogs vai agir em nós e nas próximas gerações

Ainda é difícil saber como a lógica fragmentada e instantânea dos microblogs vai agir em nós e nas próximas gerações

E vejam vocês: Johnson escreveu isso em 1997, ou seja, nos primórdios na web, quando um troço chamado Twitter nem de longe passaria pela cabeça do mais visionário dos seres que habitam o Vale do Silício.

O que pensar então das transformações na forma como escrevemos provocadas pela emergência dos 140 caracteres? E pelas mensagens enviadas por meio de smartphones, iPhones, iPads?

Acervo do Última Hora na web é passeio pela história do Brasil no século XX

“O jornal cumpriu o seu papel inicial que foi o de provocar a competição pela notícia. Nós tínhamos um repórter ao lado do presidente o dia inteiro, mas para humanizar as notícias dele, porque as notícias vinham oficiais, era um resto de censura, era o hábito da censura.
A coluna se tornou tão importante que deu um editorial no ‘Correio da Manhã’, o que na época era uma consagração, chamava-se ‘O Dia do Presidente’. Essa Nova Instituição da Imprensa Brasileira. Os jornais estrangeiros preferiam tirar a notícia do ‘Dia do Presidente’ e não da Agência Nacional.”

Publicadas na Folha de S.Paulo em 14 de janeiro de 1979, as palavras acima são do jornalista Samuel Wainer. Ele se referia ao jornal Última Hora (UH), fundado por ele em 1951 no Rio de Janeiro. Um dos periódicos brasileiros mais importantes em meados do século passado, o Última Hora entrou para a história pelas polêmicas nas quais se envolveu e por ter ajudado a renovar o modo de fazer jornalismo no Brasil.

Jornal Última Hora tinha forte apelo popular e representou uma inovação para a imprensa nacional

Jornal Última Hora tinha forte apelo popular e representou uma inovação para a imprensa nacional

Você, leitor, agora pode viajar mais nessa história – e, por consequência, na da imprensa nacional e do próprio País – consultando um acervo de 54.600 fotos e 1.200 ilustrações do jornal que o Arquivo Público do Estado de São Paulo colocou na internet.

As imagens compreendem um período de cerca de 20 anos da edição carioca do Última Hora – de 1951 a 1970. O jornal também teve edições em outros estados, como São Paulo.

Vem mais por aí
O trabalho de digitalização ainda está em andamento. Segundo o Arquivo Público, o objetivo é chegar a um total de 600 mil imagens digitalizadas nos próximos anos – não há previsão de quando o projeto estará concluído.

Estreia de Roberto Carlos na TV Tupi, em 1968, apareceu nas páginas do periódico

Estreia de Roberto Carlos na TV Tupi, 1968

As imagens agora colocadas para acesso gratuito na web se somam às edições digitais do Última Hora. As versões digitalizadas estão no site desde 2008 e foram patrocinadas pela AMD. Foram digitalizadas 36.000 páginas, o que abrange 60 meses de jornal.

Já o tratamento de conservação preventiva e a digitalização das imagens, para usar o jargão dos técnicos, resulta do Projeto Última Hora – Acervo fotográfico, do Centro Iconográfico e Cartográfico do Arquivo Público. Essa iniciativa começou em 2007.

No total, o Fundo Última Hora, que é administrado pelo Arquivo Público do Estado de Paulo, contém 166 mil fotografias, 500 mil negativos, 2.223 ilustrações e uma coleção de edições da Ultima Hora do Rio de Janeiro entre os anos de 1951 e 1970, em papel ou microfilme.

Ao lado Getúlio Vargas e contra Carlos Lacerda
O Última Hora inovou tanto nos temas destacados na cobertura como pela forma como o fazia. O jornal trazia assuntos tradicionais (política, economia, internacional) no primeiro caderno, enquanto no segundo caderno o espaço era para esportes, divertimento e reivindicações populares. Cobertura policial também recebia atenção. Essa combinação foi um dos segredos para o sucesso de público do UH.

Foto de cobertura policial, tema bastante abordado pelo jornal, que destacava assuntos populares

Foto de cobertura policial, tema bastante abordado pelo jornal, que destacava assuntos populares


“Considerado assunto menor em outros jornais, justamente por ser um tema por demais ligado às classes populares, o futebol foi alçado a assunto de primeira grandeza na UH justamente por promover o diálogo e estabelecer uma proximidade com o povo. Um dos momentos em que essa escolha foi levada ao extremo foi exatamente a Copa do Mundo”, consta no site do Arquivo Público.

Renovação estética
A questão gráfica também não ficava atrás. Samuel Wainer investiu na diagramação, no uso da cor, da fotografia e ilustrações. Como parte do projeto de valorização estética, as ilustrações não se restringiam apenas à política, algo já comum na época, mas também à arte, cultura e comportamento.

Pelé e outros esportistas eram personagens frequentes das ilustrações

Pelé e outros esportistas eram personagens frequentes das ilustrações

“Eu trouxe o diagramador, criei a valorização do repórter, individualizei a função do fotógrafo, estruturei a cobertura de massa, enfim, uma série de coisas – que representam toda a criação de uma equipe, porque ninguém cria nada sozinho em jornal”, disse Samuel Wainer na já citada entrevista à Folha.

Amigo de Getúlio Vargas, Samuel Wainer contou com apoio do governo para montar o jornal

Amigo de Vargas, Samuel Wainer recebeu apoio do governo para montar o jornal

A criação do jornal foi estimulada pelo então presidente Getúlio Vargas, de quem Samuel Wainer era aliado de primeira hora. Carlos Lacerda, rival político feroz de Getúlio e Wainer, promoveu campanha contra o Última Hora sob a alegação de que o jornal foi fundado com empréstimo fraudulento do Banco do Brasil. Disso resultou uma CPI no Congresso, uma boa dose de polêmica e um dos capítulos mais movimentados da imprensa brasileira.

Clique aqui para ver o acervo do Última Hora.

Beirut nos ensina sobre a cultura do fã e uma palavra da moda: engajamento

Eles não fazem parte do casting de grandes gravadoras muito menos são um fenômeno do show business. Pelo contrário, eles são cria do novo ecossistema digital da mídia – seu principal canal de conexão com fãs no mundo inteiro é a internet, por meio do MySpace e, principalmente, do YouTube.

Banda atrai fãs pelo YouTube e ganhou Beirut Day in Brazil

Banda atrai fãs pelo YouTube e ganhou Beirut Day in Brazil

Até aí, nada demais. Bandas que se tornam sucesso via web brotam a cada clique e atendem a todos os gostos. Mas chamo à atenção para uma que, se é não capaz de derrubar servidores de tantos acessos que provocam, sabe cativar muito bem um determinado nicho de público e derruba as fronteiras para suas músicas. E, talvez o mais importante, reúne em torno de si alguns dos elementos daquilo que podemos chamar de cultura da internet – ou cultura nos tempos da internet.

Estou falando da banda Beirut, que se tornou conhecida de alguns brasileiros depois de ter utilizada uma de suas músicas na minissérie Capitu, da Rede Globo, em 2008 (mesmo assim, não se tornou sucesso no País e continuou restrita a um nicho de público). Fundada em 2006 em Santa Fé (Novo México, nos EUA), Beirut é uma das pérolas que merecem ser pinçadas da web e apreciadas por diferentes razões.

A primeira delas é musical. Seu som é resultado de múltiplas influências, como folk, rock, sons dos Bálcãs e outras influências do Leste Europeu. Munido por ukulele, acordeons e instrumentos de percussão que podem ser nada mais nada menos que cestos de lixo, o Beirut é um saboroso liquidificador sonoro onde cabe de tudo. É uma banda multicultural por natureza, aberta ao diferente, refletindo na música uma tendência que é própria da sociedade conectada do século XXI.

Clipes na levada do YouTube

A segunda razão tem a ver com o lado musical, mas vai além. Os clipes da banda exemplificam bem um tipo de linguagem e de produção que ganha força em tempos de YouTube. Com raras exceções, como a da música Elephant Gun (que contou com produção tal qual a indústria de videoclipes sempre fez), os vídeos da banda buscam o olhar natural, a simplicidade, o momento. Como eles usam locações ao ar livre ou improvisadas e uma câmera só, pode-se presumir que são produções baratas.

Em geral, os filmes mostram a banda, liderada por Zach Condon, tocando em bares, ruas, praças, restaurantes ou galpões. A performance apresentada no vídeo é a que aconteceu no momento da captação das imagens, com burburinhos e outras interferências do ambiente (os clipes fazem parte do projeto La Blogotheche, com seu A Take Away Shows, mas isso é para outro post).

É simples, mas profissional

Não se trata de algo “caseiro”. Há uma equipe experiente trabalhando na produção. A maioria dos clipes do Beirut é dirigida por Vincent Moon, um filmmaker que mora em Paris e já fez clipes para REM e Arcade Fire.

É ele o homem por trás da proposta, da ideia visual que se alimenta de uma aparente trivialidade: os vídeos buscam uma linguagem que aproxime a experiência retratada no vídeo – a performance da banda – daquilo que internauta presenciaria se estivesse lá, no bar ou praça onde o Beirut gravou o clipe. Um olhar natural, dentro do que é possível conceber como natural ao que é filtrado pelas lentes de uma câmera. É como se, pela tela do YouTube, você também estivesse lá.

Se observarmos os números, é possível dizer que os internautas aprovam a ideia. Uma conta rápida no YouTube mostra que, juntos, dez clipes do Beirut foram vistos mais de 12 milhões de vezes. Só o clipe de “Nantes” foi assistido quase 3,4 milhões de vezes no YouTube.


Clipes mostram banda em ruas, bares e cafés

“Beirutando” no Brasil

Um terceiro aspecto – talvez o mais fantástico – diz respeito ao tão falado “engajamento”, algo desejado por profissionais de marketing do mundo inteiro. Sem ter a intenção, a banda inspirou a criação de um troço chamado Beirutando. E adivinhe onde? Sim, no Brasil.

O Beirutando (?!) propõe que em um determinado dia grupos em diferentes estados brasileiros toquem em locais públicos músicas do Beirut ensaiadas ao longo do ano.

A ideia nasceu de duas garotas do interior de São Paulo – Íris e Tainá, segundo o blog do projeto – fás da banda americana. Hoje, o Beirutando tem núcleos ativos também no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. As redes sociais são o ponto de contato para compartilhar informações e experiências.

“Beirutar não significa fazer cover de Beirut, mas ter a simples vontade de ir até um lugar público e tocar as músicas de Zach Condon para as outras pessoas, mostrando assim, um som diferente do que é comum ouvir nas cidades, nas ruas”, escrevem as organizadoras no blog.


Integrantes do Beirutando tocam “Nantes” em Recife

Os encontros começaram em fevereiro de 2009, com músicos e fãs da banda. Alguns dos ensaios foram registrados em fotos e vídeos estão no Myspace , YouTube e no blog.

O ápice da empreitada foi no dia 30 de agosto de 2009, quando os grupos fizeram apresentações públicas nessas regiões. E, vejam só, conseguiram, por meio do assessor de imprensa da banda, um encontro com o Beirut quando o grupo esteve no Brasil no ano passado.

Zach Condon e companhia curtiram a parada. No site da banda há uma saudação entusiasmada ao “Beirut Day in Brazil” (clique em News para ler).

Diga se não é um belo exemplo da cultura do fã da qual fala Henry Jenkins, do MIT (Massachussetts Institute of Technology), em “Cultura da Convergência” (Editora Aleph)?

Software calcula popularidade de artistas

Para quem vive de popularidade, como os músicos e toda a cadeia de negócios ligada a ele, saber a quantas anda o humor do público é fundamental. Um recurso lançado nesta semana pelo site de música Vagalume procura suprir essa necessidade.

Trata-se de um software que calcula o quanto um artista – nacional ou internacional – é popular, usando como base de dados a relação entre a quantidade de acessos para um músico e a audiência geral do Vagalume. O site afirma que, para gerar a análise automática dos dados, foram utilizados cálculos estatísticos.

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As medições são feitas com base em 5 bilhões de acessos ao site (consulta por letras, biografias, notícias etc), computados praticamente desde o lançamento da empresa, entre o final de 2002 e início de 2003.

Embora restrito aos acessos do site, o medidor serve como uma espécie de termômetro para perceber tendências.
A cantora Britney Spears é um bom exemplo. No site, é possível ver um gráfico que mostra a ascensão de queda de uma celebridade do show business.

Como base em análise retroativa dos dados, o medidor mostra que, em março de 2004, a moça alcançou um pico de 375 pontos. A partir dali começou a queda livre, com um ligeiro aumento em 2007, até descer a ladeira de vez e se encontrar hoje nos 20 pontos.

“O medidor permite acompanhar as flutuações da popularidade de um artista, algo importante para assessores de imprensa, empresários e gravadoras dos músicos, por exemplo”, diz Daniel Lafraia, sócio e diretor técnico do Vagalume.

Segundo ele, o Vagalume recebe cerca de 13 milhões de visitantes por mês, que navegam por 300 milhões de páginas mensalmente.

“A maior parte do público tem entre 12 e 25 anos, embora também tenhamos uma parcela com faixa etária mais alta. Neste caso, muitos chegam ao site por meio de sistemas de busca ao pesquisarem por letras ou músicas”, explica Ana Letícia Torres, sócia e diretora de conteúdo do Vagalume.

Clique aqui para descobrir se seu artista predileto está bombando ou se ninguém está nem aí para ele.

“A vida em um dia”, filme colaborativo do YouTube, recebeu mais de 80 mil vídeos

O YouTube recebeu mais de 80 mil vídeos enviados por internautas de 197 países para a produção do longa-metragem “A Vida em um dia”. Primeiro longa colaborativo da história, o filme tem produção-executiva de Ridley Scot (”Blade Runner” e “Alien, o oitavo passageiro”) e direção de Kevin MacDonald, responsável por filmes como “Último Rei da Escócia” e “Intrigas de Estado”.

O trailer de apresentação do projeto tem um minuto e onze segundos de duração. No YouTube, é possível assistir a muitos dos vídeos enviados pelos usuários – basta clicar na aba “Explorar” na seção destinada ao filme.

Cá entre nós, vai dar um trabalhão danado separar esse material e dar um sentido narrativo. Mas o projeto está em boas mãos. Será que vem coisa boa por aí?

O lançamento de “A vida em um dia” será em janeiro.

Clique aqui para ver mais detalhes sobre “A Vida em um dia”.