Planejamento editorial e conversão; 10 dicas – Flávio Raimundo
Ele do Ceará e gosta de um palavrão. Mas não se engane, Flávio Raimundo (@flavio_raimundo) tem o que dizer sobre uma vertente ligada a produção de conteúdo com foco em conversão.
SEO? Claro, mas outro olhar. Um olhar feito assim, pra nós, jornalistas.
Enquanto muitos passam tempo odiando o sobrinho de alguém que diz haver técnicas de escrever materiais para a web usando recursos do Google, como o trends e o insights for search, Raimundo, do alto de seus 2,10 metros, muda o rumo da conversa e fala sobre o planejamento – sobre como a gestão de veículos de comunicação pode se beneficiar de dados disponíveis na web.
As dicas do #FO*&*:
1. Planeje. Ter de escrever tudo na base da paulada, assim, quando o redator chefe vem e diz: tá aqui a pauta e se vira. Isso é a pior circunstância possível em uma sala de redação. Às vezes o assunto não é quente, e não se trata de um furo. Na verdade, ele já foi discutido em reuniões de pauta – mas esqueceram de avisar aos remadores no calabouço sobre o que está por vir.
2. Transmita as intenções de produção ao departamento comercial, mas deixe claro que não existe uma relação direta. Que não saiam vendendo pautas, porque amanhã a Apple pode falir e nada mais vai interessar, especialmente se o revendedor de iPod fechou o patrocínio da seção que cobre o mundo Mac. Vai ser lido? Sim, mas não vai ter iPod pra vender.
3. Estude os cilcos. Quando é que um determinado assunto vai virar notícia? em maio, então lá por outubro do ano anterior é importante começar a escrever. Mas não adianta escrever sobre “vestidos de noiva” esperando ser ranqueado para vestidos de noiva 2011. Quer “vestidos de noiva 2011”? escreve isso.
4. A pauta. O que aconteceu? Está acontecendo e vai acontecer? Dê um pulo no wikkipedia e insira os dias da semana que está por vir. Uma série de fatos históricos será apresentada. Planeje. É melhor que saber às 8h que às 10h vai ter um evento comemorativo dos 20 anos de casamento de fulano ou da morte de beltrano.
5. Já ouvimos que a web isso e que a web aquilo. Dá pra misturar multimídia e links e nossa que loucura! Então está mais do que na hora de usar esses recursos. Links internos e externos (pode ser nofollow, se você realmente acha que nofollow não ajuda em nada, pense novamente – essa é uma daquelas coisas que Flávio Raimundo disse e fez Pedro “Ruas” Dias se ajeitar na cadeira).
6. Promova o engajamento. Se no estilo off-line o engajamento por parte dos leitores é algo difícil de conseguir, saiba que no caso do online isso muda. Dê a oportunidade de leitores se comunicarem com você, coloque os widgets do twitter, facebook e outros em num lugar acessível.
7. Posicionamento de conteúdo. Merece bastante atenção. Onde fica o conversor do veículo? O que o jornal quer? Comentários ou assinatura? Dependendo do caso a regra canônica de onde colocar os recursos de conversão vão mudar. Para ilustrar, Raimundo abre uma página do Kindle no site da Amazon. A quantidade de conteúdo é algo monstruoso e o recurso de conversão fica logo ali, na “primeira dobra”.
8. Texto curto para web? A temperatura na sala do SerachLabs aumentou em 5 graus quando ele tocou no assunto. Segundo Flávio, essa história de texto curto é coisa para preguiçoso. O que deve ser feito é gerar uma interface de leitura que possibilite ao visitante do site a absorção descomplicada, assim, agradável do texto.
9. Trabalhe a cauda longa. Ok, a matéria é sobre fertilizantes orgânicos feitos à base de areia. O que impede de produzir um glossário no final da matéria? Algo que explique o que é o litotame (um fertilizante produzido a partir de calcário marinho).
10. Justifique cada manobra SEOsística que implementar no texto. Não trabalhe em piloto automático.




Klaus Junginger é um jornalista absolutamente fanático por tecnologia e por search. Explorador entusiasmado do segmento de search engine optimization e jornalismo online, Klaus ruma em direção ao escrutínio das possibilidades do jornalismo online otimizado para dispositivos mobile. 














