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Dilma: “não acredito que esta eleição possa passar sem blogueiros e twitteiros”

A coletiva de Dilma Rousseff atrasou pontualmente uma hora. Às 19h00, a ministra-chefe da Casa Civil se sentava em uma mesa improvisada ao lado da área de Software Livre após uma confraternização pública com Lawrence Lessig, que deveria ocupar o palco principal conforme apontava a agenda.

Na confraternização, era possível reconhecer executivos do setor, como Antônio Carlos Valente, presidente da Telefônica, e figuras do governo, como o ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha e o ministro interino da Cultura, Alfredo Manevy.
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Scott Goodstein, responsável pela campanha móvel de Barack Obama e que não confirma nem desmente seu contato com o PT pelas eleições 2010, compunha o grupo.

O batalhão de fotógrafos, cinegrafistas, seguranças e curiosos contrastava com o encontro de Marina Silva, terminado uma hora antes. Dilma entrou no pavilhão, passeou pela arena, deu um pulo no acampamento e, após falar com Lessig, começou a responder perguntas da imprensa.

Antes de chegar, membros da organização passaram pelas bancadas pedindo que campuseiros não a vaiassem. Não houve vaias, mas sim protestos em telas de laptops. Antes do início da coletiva, um campuseiro segura seu notebook chamando a ministra de “pistoleira” e “terrorista”. Seguranças e membros da Futura Networks tentaram demovê-lo da demonstração. Não adiantou.

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Ao falar sobre tecnologia, Dilma ecoou palestra que o presidente Lula deu no Fórum Internacional de Software Livre (FISL) em junho de 2009, onde garantiu a liberdade do uso da internet no País e classificou a Lei Azeredo como censura. A abordagem de Dilma foi idêntica: sem empregar o termo “censura”, afirmou que não se pode imaginar uma internet com restrições no Brasil.

“Não acredito que esta eleição possa passar sem blogueiros e twitteiros”, afirmou, depois de confirmar que faria uma conta oficial no Twitter e chamar a web de “grande praça da modernidade”.

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