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Realidade expandida: inserindo informações digitais no mundo real

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 01 de novembro de 2007 às 06h00
Atualizada em 01 de novembro de 2007 às 12h04

Tags: Internet, Hardware, Desktop PCs, Servidores, Telecomunicações, Mobilidade, Operadoras, Componentes, Chips

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Por mais que o Centro de sistemas para soldados do exército norte-americano empregue no projeto Future Force Warrior estes preceitos de realidade expandida usados pela ficção, a necessidade de um PC portátil conectado ao corpo ainda faz com que o uso de LCDs individuais esteja fora de cogitação comercial.

Não é apenas a falta de computadores vestíveis disponíveis no mercado que dificultam a popularização de tais aparatos como meio de explorar o conceito de realidade expandida - a base instalada de celular, por sua vez, representa o principal perigo.

Projetos como o LifeClipper ou Mobile Augmented Reality Systems, da Universidade de Columbia, ainda estão restritos ao ambiente acadêmico.

Exemplo maior disto é o ARQuake, que estudantes da Universidade de South Austrália criaram para demonstrar, na prática, como a realidade expandida também pode ser usada no futuro para criar games imersivos.

Com um PC e um GPS conectados ao corpo e um visor especial, estudantes conseguiram recriar o famoso jogo de tiro em primeira pessoa pelas alamedas e corredores da faculdade, inserindo sobre o campus as fases do game.

>Veja fotos dos gamers experimentando o ARQuake

Isto significa que, ao invés de ficar sentados na frente do PC, monstros e inimigos de Quake são combatidos por estratégias reais boladas por jogadores que têm que se movimentar de verdade dentro de um ambiente criado pelo micro baseado no ambiente real. Mas a tecnologia não tem sequer previsão de chegar ao mercado dado o preço do sistema que, segundo o grupo de engenheiros, ultrapassa os 10 mil dólares por unidade.

A crescente base instalada de telefones celulares no mercado internacional coloca os aparelhos como potenciais canais para que dados eletrônicos sejam entregues aos usuários sem um novo investimento em outro tipo de equipamento.

Assim como já aproveita a prefeitura de Buenos Aires, a mobilidade dos telefones celulares se encaixa no perfil que o filósofo Lev Manovich define como ideal para tarefas computacionais que não exigem mais poderosos desktops.

“Hoje, é muito mais eficiente modelar em 3D sentado em uma cadeira confortável em frente a um display de 22 polegadas, enquanto outras atividades de computação e telecomunicações não são necessariamente estacionárias”, explica ele em "A poética do espaço expandido", publicado em 2002.

“Expandir o ser humano significa também expandir todo o espaço onde ele mora ou por onde ele passa". Se a expansão tem relação com o poderio dos equipamentos portáteis, a realidade pode se tornar infinita de tão expandida.

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