Reportagens
Realidade expandida: inserindo informações digitais no mundo real
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 01 de novembro de 2007 às 06h00
Atualizada em 01 de novembro de 2007 às 12h04
Tags: Internet, Hardware, Desktop PCs, Servidores, Telecomunicações, Mobilidade, Operadoras, Componentes, Chips
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Teoricamente, passeios por cidades ainda aconteceriam sem grandes problemas se você não tivesse um celular com a plataforma ou preferisse não receber o podcast argentino, mas o passeio de torna mais rico para o turista com a introdução de informações por meio de um canal telecomunicacional - o celular, no caso.
Basicamente, a realidade expandida mistura informações fornecidas por um equipamento comunicacional, seja ele seu telefone ou seu notebook, a uma paisagem real, criando um ambiente híbrido muito mais rico para o usuário.
Cronologicamente, a realidade expandida se situa entre o mundo real, onde não há introdução de dados, e dos mundos virtuais, que apelam para ambientes totalmente criados por computador que contam com camadas de dados introduzidas em um background também virtual.
Atualmente, a rede social Second Life, da Linden Labs, é o melhor exemplo de aplicação prática dos mundos virtuais - você cria um avatar que lhe representará virtualmente em um ambiente tridimensional imersivo, conhecido academicamente como metaverso, moldado para emular o mundo real.
A introdução das informações digitais no mundo real exige tanto que os dados sejam integrados em ambientes de determinada maneira como que usuários consigam decodificar tais maneiras para que possam ter acesso às informações.
E á aí que a realidade aumentada esbarra com dois conceitos de popularização opostos: a mídia locativa e a computação vestível. Imagine andar em um parque durante um domingo de sol e, ao ter dúvidas quanto à fruta colhida no pé, você saca o celular e consulta qual a espécie e se o tal fruto não implica em riscos à saúde.
Teoricamente, isto já é possível. Amparadas pela explosão de um setor que deverá movimentar mais de três bilhões de dólares até 2010, as etiquetas eletrônicas servirão de meio para que dados sejam inseridos em ambientes reais de maneira quase imperceptível.
A pouca quantia de informação que uma etiqueta eletrônica, também conhecida como RFID, pode armazenar é suficiente para ativar determinado conteúdo online direto no celular do usuário, independente de onde ele estiver.
Lembrou-se do exemplo da prefeitura de Buenos Aires? A maneira como as informações chegam são diferentes - o podcast turístico vem por redes telefônicas e os dados sobre a árvore por acesso à web -, mas os dados são integrados na realidade da mesma maneira.
Mais do que elucidar botânicos em potencial, o uso de RFIDs como mídia locativa já tem seus principais exemplos práticos motivados pela publicidade. Nos poucos casos conhecidos no Brasil, e que usavam interface bluetooth ao invés de RFIDs, destacam-se o envio de atrações que iniciavam seus shows durante o festival Skol Beats e o programa “Outdoor Interage”, onde propagandas da Central do Outdoor enviavam torpedos publicitários para transeuntes.
Por outro lado, a imagem martelada pela ficção científica do soldado vindo do futuro que possui um visor especial onde informações são reproduzidas sobre seu campo visual já aparece como solução para usos militares, mas ainda está longe do uso corriqueiro.

