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Conheça 12 empreendedores que estão fazendo a Web 2.0 brasileira

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 18 de outubro de 2007 às 06h00
Atualizada em 21 de outubro de 2007 às 11h48

Tags: Internet, Mercado, Estratégias, E-commerce, Sites, B2C

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Empreendedores: Diego Monteiro e Renato Shirakashi (Via6)

via6Pelo modelo brasileiro de empreender online seguindo os passos de serviços de sucesso dos Estados Unidos, o Via6 é campeão unânime no quesito inspiração internacional.

“Muita gente nos comparava com Orkut, LinkedIn e, agora, com Facebook. Assumimos que acompanhamos tudo e sempre usamos recursos que se destacam lá fora”, admite Diego Monteiro, fundador e diretor-executivo da rede social.

Nascido como uma rede profissional nos moldas do LinkedIn, o Via6 emplacou seu serviço de categorização de notícias Rec6 como o clone do Digg mais popular no Brasil e, frente à recente popularização do Facebook, se inspirou na rede de Mark Zuckerberg.

A premissa básica do Via6 usar a colaboração da chamada Web 2.0 para que “pessoas fizessem algo útil”, diz Monteiro, se apressando em dizer que não tem nada contra serviços supostamente de diversão, como YouTube e Orkut.

A postura útil da Via6 está no foco em relacionamento profissional entre seus cadastrados, seja por conteúdo próprio publicado por um usuário ou por material de outros serviços, como vídeos e apresentações corporativas, integrados ao Via6.

Conflitantemente à postura do Via6, Monteiro afirma que teve a idéia de montar a rede social pela frustração de trabalhar em uma empresa cujo ambiente não tinha tanta inovação.

Juntou-se ao amigo de infância Renato Shirakashi no final de 2004 para começar a bolar o Via6 com a consultoria de Marcelo Ballona, um dos investidores e posteriormente sócio do Submarino, algo determinante para a escolha da web.

“Se o Ballona trabalhasse com varejo, pensaria em montar algo no varejo”, recorda. Assim como a Estante Virtual, Diego e Renato se beneficiaram de investimentos dos pais e poupanças próprias para custear o desenvolvimento.

Inspirado ou não em serviços internacionais, o Via6 carrega um mérito inegável: é a comunidade profissional de maior base de usuários no Brasil, com 195 mil usuários e ritmo de crescimento que acrescentou 100 mil cadastrados nos últimos quatro meses. Destes, apenas 6 mil estão inscritos no Rec6.

O crescimento tem relação direta com o investimento de capital de risco não divulgado recebido pela Via6 em março da consultoria Confrapar. Na época, Monteiro afirmou que 95% da verba seria usada para sofisticar a rede social.

“O investimento mudou nossa capacidade de movimentação. Temos equipe de marketing e nossa produtividade aumentou, já que também existem investidores exigindo aumento de metas”, afirma. 

É para aplacar as exigências destes investidores que o serviço planeja para novembro a estréia de um novo modelo de publicidade que usa banners segmentados para encontrar um modelo comercial para o Via6.

Com relatórios detalhados de visualização, Monteiro espera atrair anunciantes e agências para o Via6, que, segundo suas metas, conseguirá se sustentar sob suas próprias pernas até julho de 2008.

“Quando tivermos massa crítica, entre 800 mil e um milhão de usuários, podemos fazer uma versão bilíngüe”, projeta em médio prazo, enquanto o Orkut acumula 24 milhões de brasileiros e o MySpace, 110 milhões em todo o mundo.

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