Reportagens
Conheça 12 empreendedores que estão fazendo a Web 2.0 brasileira
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 18 de outubro de 2007 às 07h00
Atualizada em 21 de outubro de 2007 às 12h48
Tags: Internet, Mercado, Estratégias, E-commerce, Sites, B2C
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Empreendedor: Maurício Schonenberger (Ikwa)
Toda startup de internet no Brasil segue um processo padrão - a idéia nasce nas mãos de um grupo desprovido de capital, que tem que se virar para encontrar investimentos e viabilizar comercialmente o serviço.O Ikwa nasceu totalmente na contramão deste modelo, a começar por Maurício Schonenberger, seu fundador e CEO, depois de passar pelos setores de engenharia automobilística e consultoria de estratégia.
O que faz, então, um executivo com este perfil à frente de um dos primeiros serviços de Web 2.0 brasileiro a atrair investidores de capital de risco?
“Sempre quis empreender. Trabalhei com um dos sócios da Monashees no México, desde lá, trocamos idéia sobre negócios em tecnologia”, explica, citando a consultoria de capital de risco com a qual se aliou para criar o serviço.
A idéia inicial de criar uma rede social com foco em carreira, mas voltada principalmente para estudantes que vão prestar vestibular, veio da consultoria, que pediu que Schonenberger esboçar um plano de negócios do projeto.
No Ikwa, estudantes poderiam encontrar orientação de profissionais de diversas áreas e compartilhar com colegas dúvidas sobre a carreira que tomariam nos anos anteriores ao vestibular.
Incubado por seis meses dentro da Monashees, Schonenberger criou o Ikwa. Com um plano de negócios que explicava como o serviço se pagaria em médio prazo, a consultoria investiu no Ikwa em novembro de 2006.
Cronologicamente, o Ikwa foi o primeiro a receber aporte na Web 2.0 brasileira, mas apenas o terceiro a divulgar, o que vai ao encontro de outro hábito nada convencional ao mercado nacional de internet.
A decisão de atrasar o anúncio até que o serviço estivesse pronto, segundo o executivo, tem relação com a cultura da “inspiração” dos empreendedores online do Brasil. Nas palavras de Schonenberger: “Não queríamos que alguém fizesse algo parecido e lançasse antes da gente”.
O cuidado com que Schonenberger e a Monashees criaram o Ikwa resvala também nos outros dois sócios do serviço, Daílton Bassi, que cuida da infra-estrutura tecnológica, e Carmen Nascimento, responsável pelo conteúdo para estudantes.
Para dar apoio aos usuários e não depender exclusivamente do conteúdo criado por outros vestibulandos, o Ikwa aposta em entrevistas filmadas de orientação com personalidades como o médico Drauzio Varella, o físico Marcelo Gleiser e o cientista Miguel Nicolelis.
“As pessoas fazem no estilo bangu, né?”, resume em uma frase longe do corporativismo. “A gente fez um caminho mais planejado, estudando o mercado antes de fazer alguma coisa e jogar na parede para ver se gruda”.
Ainda em beta fechado, o Ikwa tem apenas 1.500 usuários testando o serviço e ainda não tem data para a comunidade em geral saber se tanto investimento grudará ou não.

