Reportagens
Conheça 12 empreendedores que estão fazendo a Web 2.0 brasileira
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 18 de outubro de 2007 às 07h00
Atualizada em 21 de outubro de 2007 às 12h48
Tags: Internet, Mercado, Estratégias, E-commerce, Sites, B2C
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Dezesseis anos depois da primeira conexão à internet no país, quais as conseqüências que a sangria do capital de risco na internet trouxe à nova geração de empreendedores online que tentam abrasileirar a Web 2.0?
Mais acostumada com tecnologia, com um perfil mais jovem, inspirada em modelos internacionais e, mais importante de tudo, tão imatura quanto os primeiros investidores, a nova geração de empreendedores da internet no Brasil enfrenta um mercado não tão repulsivo a projetos online, mas compete pela atenção com tantos outros serviços internacionais em um mercado ainda mais aberto.
O IDG Now! selecionou 12 empreendedores de oito novos serviços online que despontam na renovação da web comercial brasileira. Confira.
Empreendedores: Guilherme Coelho, Edson Romão e Roberto Icizuca (Aprex)
Onde estão os responsáveis pelos primeiros empreendimentos da internet no Brasil? Entre alguns que se renderam aos grandes portais e outros que se envolveram em negócios distantes da web, como bebidas alcoólicas e locações imobiliárias, são poucos os que ainda estão no front online. Os três sócios e fundadores do Aprex são alguns deles.
No meio de uma nova geração com idade média de trinta anos e pouca experiência em empreendedorismo, Guilherme Coelho, Edson Romão e Roberto Icizuca podem ser considerados os irmãos mais velhos da Web 2.0 brasileira.
Não que a idade seja limitante, segundo Coelho, CEO da ZeroUm Digital. “Quanto mais trabalhamos, mais vemos como a internet está no começo. Temos uma visão clara de que muita coisa que foi feito online é experimental e o comercial ainda está por vir”.
Experiência para fazer uma análise mais profunda os três têm. Em 1996, Coelho se juntou a Icizuca, que conheceu pelos corredores da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo para montar a ZeroUm.
A experiência com rádios - Coelho foi locutor da 89FM por cinco anos - fez com que a produtora criasse o RockWave e se propusesse a transmitir o sinal da estação pela internet. É aí que Romão entra na história.
Diretor comercial do provedor STI, Romão foi a ligação entre a ZeroUm e o streaming ao vivo da rádio online em 1997. “Fomos os primeiros a comprar a licença oficial do Real”, afirma Coelho com uma ponta de saudosismo.
O projeto inspirou tantos outros com rádios brasileiras e atingiu seu ápice em 2001, quando a ZeroUm coordenou a transmissão de áudio e vídeo pela internet do festival Rock in Rio para cerca de 150 mil usuários.
Nesta época, a ZeroUm continuava tocada por Coelho e Icizuca. Após montar o serviço de página pessoais hpG um ano antes, Romão estava prestes a ser incorporado ao portal iG em agosto de 2001 em uma compra cujo valor não foi divulgado, mas ultrapassa os milhões de reais.
Em 2003, Romão procurou Coelho, que estava morando nos Estados Unidos, com a idéia de um pacote de serviços corporativos acessos a partir da internet. Quando Coelho voltou ao Brasil, o criador do hpG se incorporou à produtora para começar a pensar no que seria o Aprex.
Quase dez anos após a primeira transmissão brasileira de rádio online, o pacote corporativo Aprex, com softwares online para organização de contatos, gerenciamento de eventos, formulação de campanhas, armazenamento de dados e ferramenta de e-mails direto do browser.
O Aprex funciona com planos e, segundo Coelho, um dos modelos comerciais é oferecer funções que agradem os usuários gratuitos para que assinem planos pagos, que vão de 19 reais para 49 reais mensais.
Enquanto o Aprex mantinha sua toada que atraiu 20 mil usuários em pouco mais de um ano de funcionamento, o serviço ganhou um empurrão para uma provável carreira internacional quando foi citada pela publicação Business 2.0.
Um dos 30 serviços de Web 2.0 fora dos Estados Unidos que valem a pena acompanhar segundo a revista, o Aprex recebeu contatos de interessados em uma expansão para fora e não descarta a hipótese de estrear internacionalmente.
O clima, porém, é de calma. “Temos um plano de negócios que estamos seguindo à risca. Não vamos nos apressar pela indicação da Business 2.0", diz Coelho, com a segurança que apenas a experiência confere.

