Reportagens
Cinema digital: do rolo de 35 mm às cópias em bits
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 13 de setembro de 2007 às 07h00
Atualizada em 18 de setembro de 2007 às 21h05
Tags: Eletrônicos de Consumo, DVDs players, Gravadoras, Hardware, Projetores
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Caso escolha pelo sistema digital, gravação e exibição, não há custos. Além disso, um diretor brasileiro sabe que não precisará gastar tanto na finalização da obra ou que poderá empregar sua verba em outros pontos da produção, como elenco ou promoção.
O barateamento, aliado ao uso das salas para outras funções que não apenas a exibição de películas, torna o sistema digital um veículo em potencial para tanto para popularizar a ida ao cinema como a produção cinematográfica brasileira.
Produções
O melhor exemplo brasileiro para tanto foi o documentário “Cartola”, primeiro filme nacional lançado sem nenhuma cópia em 35 mm - das filmagens à distribuição, todo o processo foi digital.
“Ou eu gastava 200 mil com transfers e cópias ou investia em publicidade de uma maneira não muito tradicional dentro do circuito digital”, explica Clélia Bessa, sócia da Raccord, produtora responsável pelo filme.
Ao escolher a segunda opção, Bessa conta que produziu sete diferentes trailers para o filme, que eram reproduzidos alternadamente sempre em sessões consideradas “corretas” pela produtora durantes três meses.
No fim das contas, o filme, que conta a trajetória do pedreiro Angenor de Oliveira ao sambista Cartola ligado à Estação Primeira da Mangueira, foi levado a cidades que pouco exibiam documentários brasileiros no cinema, destaca Lima, como Goiânia e Belo Horizonte.
Nas contas de Bessa, “Cartola” atraiu 70 mil pessoas ao cinema, número considerado bom para um documentário brasileiro lançado apenas no modelo digital. Maior audiência do Brasil em 2006, o filme “Se eu fosse você”, de Daniel Filho, atraiu 3,6 milhões de pessoas aos cinemas, segundo dados da Filme B.
“Se tivesse feito em 35 mm, provavelmente teria mais uns 20 mil espectadores, já que o circuito digital ainda é muito restrito”, imagina a produtora de Cartola, classificando o empreendimento como uma aposta. “Mas a economia compensou a aposta”. Outros destaques do IDG Now!:
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