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Ciberativismo: clique aqui para salvar o mundo

Por Daniela Braun editora do IDG Now! e Cauã Taborda especial para o IDG Now!*
Publicada em 05 de setembro de 2007 às 07h00
Atualizada em 18 de setembro de 2007 às 21h04

Tags: Internet, Sites

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Para a ONG WWF (World Wildlife Fund), a internet é uma poderosa ferramenta para unir forças entre os mais de 5 milhões de colaboradores independente da localização. “A idéia é sempre que possível reunir os ciberativistas dos mais de 100 escritórios do WWF no mundo nas campanhas”, afirma Fernando Zarur, especialista em conteúdo web do WWF Internacional. Por meio do portal Passaporte Panda, por exemplo, um brasileiro pode assinar uma petição online contra a poluição do Mar Báltico.

Quando se trata de uma ação mais específica em alguma região do Brasil, por exemplo, o banco de dados da organização oferece mais de 80 mil nomes, que podem ser convocados por região. "Além de colaborar, o participante pode usar a ferramenta virtual para somar pontos pela sua participação e acompanhar os resultados de suas ações pela rede”, detalha Zarur.

Nada de modinha

Para a estudante de 20 anos Tais Rodrigues de Almeida, o envolvimento com causas ambientais não é moda. “Já escutei isso muitas vezes, mas ignoro e sigo em frente”, diz. A estudante do segundo ano de Relações Internacionais na PUC-SP começou seu envolvimento com o meio ambiente há cerca de dois anos, participando de ações ciberativistas. Há dois anos, a relação com o meio ambiente se estreitou e Tais passou a ser voluntária do Greenpeace e da SOS Mata Atlântica, participando de várias ações, manifestações e projetos como os de educação ambiental.

Segundo a estudante, participar dessas ações não prejudica seu tempo, já que faz com prazer as atividades que segundo ela ainda não são ideais. “Dá pra melhorar muito”, acredita a ciberativista, que sugere maior divulgação das iniciativas online nesta área no Brasil.

O engajamento de Tais vem de berço. Seu pai é ligado às questões ambientais e trabalha na Secretaria do Meio Ambiente. O prédio de Tais faz coleta seletiva e de certa forma todos acabam participando. “Tento envolver meus amigos, família e conhecidos”.

Agilidade e redução de gastos

Do outro lado da moeda, o uso da tecnologia caiu como uma luva para organizações não-governamentais, que contavam com poucos recursos para divulgar e promover suas ações. "Imagine o esforço que era fazer um abaixo-assinado e conseguir um milhão de assinaturas pela despoluição do Rio Tietê, em 1991, com gastos para mobilizar pessoas, mídia, ambientalistas e personalidades", lembra a jornalista Malu Ribeiro, coordenadora de projetos de gestão e recursos hídricos da Fundação SOS Mata Atlântica.

"Hoje, você monta uma petição online, encaminha para várias listas e ainda tem um programa que envia automaticamente um e-mail para os políticos e autoridades responsáveis. É um acesso, que favorece o exercício da cidadania, além de ser muito mais fácil e barato", compara.
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