Idg Now 10 anos

10 anos de tecnologia em primeiro lugar


Reportagens

Mesmo com medo, pessoas com mais de 55 anos começam a descobrir a internet

Por Daniela Braun, editora do IDG Now!
Publicada em 22 de agosto de 2007 às 07h00
Atualizada em 18 de setembro de 2007 às 21h04

Tags: Internet, Provedores de internet, Sistemas de busca, Sites, E-commerce, Governo, Governo eletrônico

Continuação da página anterior


tabela_vovos_1Medo de usar a tecnologia nunca foi problema para Salvador. Na década de 80, quando era diretor financeiro de uma construtora, usava o Telex para coordenar projetos internacionais. Pouco depois, como empresário, fazia transferências bancárias ao exterior pelo mesmo sistema de fitas magnéticas. “Já era um certo tipo de internet”, avalia o morador de Resende, no Rio de Janeiro, que comprou um desktop há quatro anos entusiasmado com um programa de controle de caixa.

O entusiasmo com o computador passou com o tempo. Quando se trata de futebol, por exemplo, o torcedor ainda prefere acompanhar a últimas notícias na TV. “É difícil mudar certos costumes”, confessa. O Internet Banking é usado apenas para consultas, e quanto se fala em comprar na internet, Sierra revela certo temor. “A internet é um veículo muito interessante, mas o número de problemas e golpes dos quais ouvimos falar é assustador”, afirma.

O receio de fazer compras online é compartilhado por Diva Legnaioli, aluna do OldNet há pouco menos de um ano “Entro no Google e vou metendo bala! Adoro jogos – de trocar a roupa da Barbie até jogar de cartas - mas essa parte de compras ainda não aprendi. Sou meio medrosa. Se aparece alguma coisa que eu não sei, fecho e pronto!”

Medo de compras


Se para os internautas mais jovens, o hábito de comprar online começou a ser construído em 2001, para quem não “nasceu com a mão no mouse”, segundo Pedro Guasti, diretor da consultoria e-bit, ainda há muito medo de inserir dados bancários em um computador e de receber o produto no prazo.

William Krell, de 72 anos, trocou a máquina de escrever pelo computador há dez anos para aprimorar o trabalho da empresa de traduções, que mantém com a esposa. Na hora de comprar um automóvel, entretanto, não troca a avaliação presencial de um especialista pelos cliques.

“Outro dia compramos um purificador de água na internet e não tive receio, mas se vou comprar um carro, gosto de falar com o mecânico. Se vou comprar uma TV quero uma opinião mais requintada e isso não vejo na internet”, compara Krell.

No primeiro semestre de 2007, os consumidores com idade de 55 a 64 anos representam 7% do total de 8,1 milhões de brasileiros que fizeram compras na rede. A parcela com idade acima de 64 anos representa 2% dos e-consumidores. Em cinco anos, esta mesma faixa etária representava 1% do e-commerce brasileiro, segundo a pesquisa da e-bit.

Para um público que possui tempo e dinheiro – segundo os dados do Ibope, a maioria dos internautas com mais de 55 anos pertence às classes A e B, tem formação superior e pós-graduação – a internet ainda é “excelente opção não se desgastar com trânsito ou problemas de segurança”, ressalta Guasti.

O perfil de destes potenciais e-consumidores, no entanto, revela que as lojas online devem trabalhar mais para eliminar o medo dos cliques.

A categoria de Informática representou 30% dos pedidos de internautas com 55 anos de idade ou mais, no primeiro semestre de 2007. Há um ano, representava 21% das compras deste público.
Tags mais frequentes
Publicidade

Podcast

Osvaldo de Oliveira relembra entrada da Microsoft na era da internet.

Veja Mais

Personagens

Quer dar sua sugestão para
essa lista? Clique aqui.

Veja Mais

Enquete

Qual o principal hardware dos últimos 10 anos?

BlackBerry

iPod

iPhone

XO

Wii

Ver resultado