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Conheça a nova geração de empreendedores da Web 2.0

Por Redação do IDG Now!
Publicada em 12 de julho de 2007 às 07h00
Atualizada em 18 de setembro de 2007 às 21h04

Tags: Internet, Publicidade, E-commerce, Browsers, Sistemas de busca, Sites, RSS

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Tech Crunch - Michael Arrington

arrington_190Com um longo histórico no Vale do Silício na época dos voluptosos IPOs de tecnologia, Michael Arrington está longe de ser considerado um novato no mercado de tecnologia. Mas foi com sua mais recente aposta que Arrington se tornou um novo empresário do Vale com enorme potencial.

Ao invés de ser mais um jovem recém-formado com brilhantes idéias para montar uma start-up, Arrington moldou sua rede de blogs, com nomes terminados em Crunch e liderados pelo TechCrunch, ao redor dos novos empreendedores, a partir de 2005. A Wired, tradicional revista de tecnologia, o chamou de "a voz mais alta do Silicon Valley".

Pelo misto entre proximidade com grandes investidores da região, informações privilegiadas e grande procura por parte de novas start-ups, Arrington fez do seu TechCrunch ponto de partida para novas empresas na região.

Melhor ainda: com estruturas ainda menores que a da Gawker Media, de Nick Denton, Arrington fatura cerca de 200 mil dólares mensais com seus cinco blogs Crunch (mais três versões regionais do techCrunch), segundo cálculos feitos pela revista Wired, baseado majoritariamente em programas de propaganda.

Segundo planos de Arrington revelados para a revista, a escalada deverá ser mantida com mais 20 blogs disponíveis nos próximos 18 meses, o que daria não apenas estrutura para que o TechCrunch e sua rede afiliada bata de frente com a grande mídia, como também exploda o faturamento da rede de blogs.

Meebo - Seth Sternberg

seth_190Em uma época em que softwares do desktop começam a invadir a internet, a idéia de integrar comunicadores instantâneos em um serviço online parece óbvia agora que o Meebo já tem seu (grande) público formado.

O responsável pela integração foi Seth Sternberg, que abandonou seu emprego na IBM, enquanto atendia a um curso de negócios em Stanford para fundar a Meebo com as sócias Elaine Wherry e Sandy Jen.

Mais do que apenas uma maneira de driblar restrições a mensagens instantâneas em redes corporativas ou escolares, o Meebo pede apenas uma inscrição para que usuários acessem diversas contas de mensageiros.

Além do financiamento de 3,5 milhões de dólares em capital de risco arrecadado até o começo de 2007, o Meebo conta com uma ótima vantagem mercadológica: a falta de competidores.

Como depende de serviços já estabelecidos, o Meebo tem seu modelo de acesso baseado em uma espécie de simbiose com comunicadores como MSN Messenger, da Microsoft, Yahoo Messenger, Google Talk ou AIM, da AOL, o que ajudou bastante a atingir sua base mensal de 5,5 milhões de usuários.

Isto não significa se restringir às mesmas funções dos softwares originais - o Meebo vem implementando novidades como salas conjuntas de bate-papo ou widgets que podem ser integrados a blogs ou redes sociais para facilitar a comunicação entre usuários.

YouTube - Chad Hurley e Steve Chen

youtube_190Não há como não pensar nos novos empreendedores da internet e não focalizar a expressão alegre de Chad Hurley e Steve Chen ao anunciarem a venda do seu site, o YouTube, para o Google, em outubro de 2006.

A razão para tantos risos era evidente - além da estrondosa cifra de 1,65 bilhão de dólares recebidos do Google, o YouTube era o primeiro grande serviço da chamada Web 2.0 a atravessar a fronteira que separa uma potencial boa idéia de um sucesso comercial.

Não que o YouTube alimente a já polpuda receita do Google. Pelo contrário boatos de mercado apontam que, na época da compra, os 100 milhões de vídeos reproduzidos pelo YouTube consumiam quase 1 milhão de dólares mensais apenas de banda.

Mas a gigantesca base de usuários do serviço dá ao Google a plataforma ideal para que o buscador não apenas estenda sua rede de links patrocinados AdSense, mas também comece a experimentar outros formatos de propaganda, como comerciais antes de clipes, por exemplo.

Nem Google nem YouTube, porém, comentam informações financeiras sobre o serviço de vídeos - assim como faz com todas suas aquisições, o Google mantém a estrutura do YouTube como uma empresa “independente”.

Os co-fundadores do YouTube se conheceram enquanto trabalhavam no sistema de pagamento online PayPal - Hurley era designer, enquanto Chen cuidava de assuntos técnicos.

Ao notar a dificuldade que tinham em compartilhar um vídeo feito entre amigos, a dupla começou a bolar o serviço de vídeos após o expediente do PayPal - a primeira versão do YouTube foi ao ar em 2005.

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