Reportagens
Conheça a nova geração de empreendedores da Web 2.0
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 12 de julho de 2007 às 07h00
Atualizada em 18 de setembro de 2007 às 21h04
Tags: Internet, Publicidade, E-commerce, Browsers, Sistemas de busca, Sites, RSS
São Paulo - Conheça sete empresários, da novíssima geração, que estão explorando a nova web para ganhar dinheiro online.
Na primeira fase de investimentos online, tivemos Davi Filo, Jerry Yang, Jeff Bezos, Steve Case e Marc Andreesen. Mais recentemente, uma geração liderada por Larry Page e Sergey Brin e composta por Janus Friis, Niklas Zennstrom, Philip Rosedale e Jimmy Wales driblou a desconfiança do mercado com novos modelos de negócios.
O que podemos esperar então da nova geração de empreendedores? Precavidos com o estouro da bolha, beneficiados por novas maneiras de ganhar dinheiro e cercados pela crescente competição em uma nova espécie de corrida do ouro digital, novos empreendedores recém-saídos da faculdade apostam em serviços online sem a opulência de outrora.
O IDG Now! separou sete exemplos destes novos empresários digitais que vêm surfando na retomada do investimento online.
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Twitter - Evan Willians
O ditado de que “um raio não cai duas
vezes no mesmo lugar” vai se mostrando uma furada no mercado de
internet. Depois da dupla ibérica Niklas Zennstrom e Janus Friis,
responsáveis por Skype, Kazaa e Joost, é Evan Willians que também
merece a designação de empreendedor serial.
Foi Willians que, em
1999, junto à então sócia Meg Hourihan na PyraLabs, colocou no ar a
primeira versão do Blogger, serviço de blogs que trazia funções
simplificadas para a época, como inclusão de links e preview de posts
antes da publicação.
O Blogger foi vendido para o Google em
2003, que ajudou à intregar sua base de usuários com a plataforma
AdSense de propaganda. Mas, no ano seguinte, Willians deixou o gigante
de buscas para montar um novo serviço voltado à ascensão do podcast.
O
Odeo, lançado no ano seguinte, teve fracos resultados. Foi com outra
inovação na publicação de texto escrito de usuários que Willians voltou
à projeção obtida pelo Blogger.
Ao invés dos textos elaborados
do serviço original, porém, o novo Twitter, lançado em 2006, pede
objetividade. Em uma rede social, usuários trocam mensagens curtas, que
podem ser publicadas ou recebidas por telefone celular, descrevendo o
que estão fazendo naquele momento.
Impulsionado pela mistura
entre penetração de celulares e smartphones e popularidade crescente de
redes sociais, o fenômeno do microblogging vem ganhando corpo também
pelas aplicações elaboradas pela comunidade principalmente pelas APIs
oferecidas pelo Twitter.
Facebook - Mark Zuckerberg
O Facebook nasceu como um
serviço onde universitários poderiam encontrar antigos colegas dos
tempos de faculdade em uma mesma rede social.
Em seus apenas
três anos de vida, no entanto, o Facebook se tornou muito mais que uma
reunião digital de antigos colegas, a começar pelo tráfego: com seus 30
milhões de usuários, o serviço fica atrás, em audiência, apenas do
MySpace, do News Corp.
O número não é tão assustador se
comparado aos 60 milhões de usuários do Orkut, rede social do Google
que virou obsessão apenas entre brasileiros e indianos. Por que então o furor?
O Facebook não é uma rede - são várias. Enquanto o Orkut
permite comunidades, o Facebook faz a triagem de sua base de usuários
conforme diversas categorias, o que já não faz do serviço ponto de
encontro apenas de universitários saudosos.
Bolado por Mark
Zuckerberg, o Facebook é um foguete em ascensão: além de ter o maior
álbum online entre norte-americanos, com mais de 1,8 bilhão de
documentos, o tráfego da rede mais que dobrou (126%) na comparação
entre os meses de abril de 2006 e 2007, segundo a Hitwise.
Além
dos 37,5 milhões de dólares levantados em capital de risco entre 2005 e
2006, o sucesso do Facebook entre usuários norte-americanos provocou
boatos sobre uma possível venda da rede para grandes conglomerados.
O
preço previsto por analistas para a venda, segundo boatos de mercado?
Nada menos que dois bilhões de dólares, no que seria a maior compra da
chamada Web 2.0.
Zuckerberg, no entanto, já manifestou seu
interesse em não vender o Facebook, cujo crescimento deve se manter com
a divulgação de APIs para o desenvolvimento de aplicativos por
terceiros para a rede.

