Reportagens
As 10 inovações que marcaram os últimos 10 anos
Por Paulo Rebêlo, especial para o IDG Now!
Publicada em 07 de julho de 2007 às 13h56
Atualizada em 18 de setembro de 2007 às 21h04
Tags: VoIP, Mobilidade, Internet, Streaming media, E-commerce, Mensagem instantânea, Sistemas de busca, Tocador digital de música, Telefones
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Mensageiros instantâneos
Bate-papo na internet sempre foi um forte chamariz para levar as pessoas a assinar um provedor de acesso. Nos anos 90, quando a interação gráfica ainda era bem incipiente, o maior sucesso era um software chamado Mirc, que permitia se logar em redes internacionais de bate-papo, o Internet Relay Chat (IRC), para conversar com pessoas do mundo inteiro, criando canais sobre assuntos específicos e trocando fotos e arquivos.
Acontece que o Mirc não abria exatamente um canal direto de conversa entre usuários, é como se todos estivessem em uma sala, vendo os demais e podendo falar ao mesmo tempo. Os chats via web, amplamente utilizados no UOL e em outros provedores, atraíram milhares de pessoas para a internet.
Mas foi apenas no final dos anos 90 que começamos a entender a noção de mensagens instantâneas, com o ICQ, uma "florzinha" que se instalava na barra de ícones do Windows e permitia ter uma lista de contatos pessoais e falar em particular de forma rápida e direta, ideal para recados rápidos e diminuindo o uso do e-mail e aproximando mais as pessoas, virtualmente falando.
Lançado em 1996 em uma versão de testes pela israelense Mirabilis, o ICQ foi sinônimo de mensagens instantâneas até começar a perder a popularidade e ser vendido para a America Online. Desde então, várias alternativas surgiram. Algumas pegaram, outras nem tanto.
Nos Estados Unidos, o AOL Instant Messenger também era febre, mas nunca pegou direito no Brasil. Hoje, o carro-chefe dos mensageiros é o Windows Live Messenger (ex-MSN Messenger) seguido do Yahoo Messenger e do Google Talk. Apesar de esquecido, o ICQ continua relativamente ativo e a versão 6, ainda em beta, está disponível para download desde abril de 2007.
Peer-to-peer
A tecnologia peer-to-peer (P2P) mudou completamente o jeito de transferir arquivos grandes pela internet e foi no Napster, em 1999, que chegou ao usuário leigo. Gente que nunca pensou em fazer algo mais além de bater papo na internet, de repente, estava fazendo o download de álbuns inteiros de música pelo Napster.
Após o fechamento do programa pela Justiça, por conta de processos de pirataria e violação de copyright, diversos outros aplicativos seguiram a estrada aberta pelo Napster: iMesh, Kazaa, WinMX e até clones do próprio Napster, que ainda hoje é referência como o grande pioneiro na popularização do P2P entre os usuários.
A tecnologia P2P ajudou a disseminar a própria cultura do MP3, fazendo com que as pessoas repensassem idas até uma loja comprar um CD, quando o mesmo podia estar disponível de graça na rede e, às vezes, até antes mesmo de chegar às principais lojas.
O interessante é que, mesmo em uma conexão discada, é comum uma única música levar mais de vinte minutos para ser baixada no computador, mas a limitação não costuma impedir a maioria dos usuários, que hoje migram para a banda larga e turbinam ainda mais as conexões P2P, com downloads de discografias completas, filmes, DVDs, documentários, seriados e shows.
Aliás, você se lembra da última vez que comprou um CD?

